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sábado, 17 de julho de 2010

Can You Hug The Tangerine? Yes, I can.

Obrigada, Morg, era...Era tudo o que eu andava precisando ouvir, entende? Era de tudo o que andava precisando, um motivo para chorar de alegria, um motivo para me sentir bem e segura em relação à uma amizade só por uns segundos, sabe? Então, obrigada. Por ser minha amiga, por ter ficado do meu lado sem saber que eu estava precisando. Eu amo você, Morg. Seremos amigas para sempre, não? E iremos pegar nossas mochilas preferidas, um conversível roubado e iremos conhecer todo o Brasil. Como naqueles filmes, não é? E depois iremos para Cuba e ninguém - ninguém mesmo! - vai nos segurar! Deixaremos Dionísio orgulhoso e Hermes enlouquecido...E depois escreveremos as melhores histórias, óbviamente! Obrigada, Morg, por me fazer confiar tanto em você. E nada, nada vai acabar com os meus sonhos infantis, não é? Nós faremos isso tudo, não é? Obrigada, Morg. Por ser minha amiga.

O msn bobão não salvou a mensagem que você mandou, se não eu colava aqui e pronto. ♥

sexta-feira, 14 de maio de 2010

"A Dream Is a Whish..."


Porque se eu tivesse uma varinha mágica, eu me daria muito mais que três desejos, eu me daria um milagre, um milagre bobo aos olhos preconceituosos dos outros, um milagre que me aqueceria a alma nas noites não só de Inverno, quando viesse a tristeza de saber que alguma coisa aconteceu.
Porque se eu tivesse uma varinha mágica, eu me daria forças para mudar a mim mesma e assim mudaria o meu mundo, então, rezaria para que minha atitude mudasse o mundo dos outros.
Porque se eu tivesse uma varinha mágica, eu me daria vontade para acreditar em sonhos perdidos, em vitórias não conquistadas, em um futuro mais fantasioso, onde eu não tenho que me preocupar com o que não fiz, mas com o que farei para consertar.
Porque se eu tivesse uma varinha mágica, eu me daria sorrisos e lágrimas, me daria mais abraços e perdões, eu me daria o direito de parar de fingir que não me importo.
Porque se eu tivesse uma varinha mágica, eu me daria uma roupa de super-heroína e iria voando atrás dos meus amigos, estivessem eles precisando de mim ou não.
Porque se eu tivesse uma varinha mágica, eu me daria - e aos outros - um sorriso acolhedor, daqueles brilhantes demais, sem motivo ou obrigação.
Porque se eu tivesse uma varinha mágica, eu me daria conhecimento o suficiente para não depender dos outros quando eu falhar, eu me daria conhecimento o suficiente para acreditar que a história não acaba no fim.
Porque se eu tivesse uma varinha mágica, eu me daria a chance de recomeçar quando ninguém mais acreditar na minha força.
Porque se eu tivesse uma varinha mágica, eu me daria um espelho comum, para poder me olhar nos olhos e saber a verdade que sempre esteve em meu rosto.
"Eu sou feliz."

"Magic is believing in yourself, if you can do that, you can make anything happen."
(Mágica é acreditar em si mesmo, se você consegue fazer isso, você consegue fazer qualquer coisa acontecer.)


sexta-feira, 9 de abril de 2010

Liberté et couleurs

Correndo descalça sob o céu azul-verão, os pés enlameados cor-de-árvore contra o verde esmeralda da grama molhada de orvalho meio prateado e meio gelo, as mãos para o alto como asas que nunca tocam as nuvens cor-de-neve-porém-mais-quentes, ansiando por um voo solo, pelo vento fresco com sabor de chuva em seus cabelos cor de fogo e de sol e te tudo o que é quente, como ela.
O vestido branco artificial, simples demais e belo de menos a faz parecer uma pomba branca e ruiva, daquelas que voa por último ou daquelas que sempre caem. Mas também a faz parecer um anjo, não daqueles caídos, mas daqueles que ainda não aprenderam a voar, sonhando apenas com as nuvens e com aquele sol dourado cor-de-ovo, bem quente como o cabelo e o sorriso dela.
Ela continua correndo, sem alçar voo algum, ainda com aquele cabelo acobreado chicoteando o rosto voando em seu lugar, com o vento azulado como o céu e com fadas vermelhas como rosas, com folhas da cor da grama debaixo de seus pés e desejos da cor de seu coração. E ainda com os lábios - meio vermelho-desbotados e meio rosa-avermelhados - curvados em direção ao céu, naquela prece meio infantil e mágica e emocionada para um primeiro e último voo, entre as nuvens de inverno e o céu de verão.
Então, cai. Desce de seu céu imaginário feito de brisas mansas com cheiro de terra, jogando-se na grama cor de mata, sujando-se de terra, sentindo o orvalho que ainda não secara contra a pele, aquela sensação de alegria explodindo como fogos de artífício em seu peito e estômago. Não havia borboletas, apenas flores sozinhas com o sussurrar do tempo e com o toque dos braços dela, que mais pareciam asas.
Ali, entre flores também ruivas, olha sonhadora e desejosa para aquelas nuvens todas com aspecto de algodão e gosto de açúcar, as mãos ainda estendidas, pedindo um abraço para comemorar aquela sensação gostosa no peito. Sensação de arco-íris, de liberdade.


Nota: Eu não sei o que me fez escrever isso, talvez a culpa seja mesmo da S. Miyazawa e dos musos e musas mimados dela, que infelizmente só aparecem quando querem. Como eu os usei em trabalho escravo, saiu tudo obviamente forçado. A inspiração não colabora, mas agradeço à Saki, porque ela é a Fada Madrinha mais poderosa do mundo todo e teve a boa intenção de me emprestar sua varinha mágica quando ela mesma precisava escrever.
(Fora que ela corrigiu alguns dos erros de português.) Obrigada, chuchu. ♥
Nota 2: Sim, agora os títulos são em francês. Olha que chique!