"Sai daí! Agora!" - Ele esmurra a porta, a voz claramente irritada. - "Abre essa porta, Sonnenwende!" "Não!" - Ela grita de volta, mais irritada ainda. Ele respira fundo, fala algum palavrão em alemão, fecha os olhos e soca a porta. Ela nem se abala.
"Então me deixa entrar."
"Está louco?! Você não vai tomar banho comigo, se está apertado, usa o outro banheiro."
"Por que não admite que está fugindo de mim?" - Sussurra e encosta a testa na porta. Ele nunca achou que doía tanto ser ignorado por ela, que sentiria tanta a falta, que seria evitado tão perfeitamente por dias. Era verdade que ela demorava no banho, mas nunca trancara a porta. Não para ele.
"Sonnenwende..." - Ele diz um pouco mais alto, as mãos espalmadas na porta - maldita fosse por separá-los! - e a voz sofrida. - "Eu amo você."
Lá dentro, ela finge não ouvir, chorando baixinho.




