Mostrando postagens com marcador Sorrir. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Sorrir. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Who else could bleed for more than three days and not die?

Gosto de pensar que posso fazer qualquer coisa. Não tipo a Mulher Maravilha, mas às vezes, só algumas vezinhas é legal a gente inflar esse pouco ego - e por 'a gente', refiro-me àquelas que como eu, tem uma auto-estima tão baixa quanto a altura.
É ótimo, posso dizer com certeza de quem na verdade nem sabe muito bem o que está falando, mas tenta de qualquer jeito. É bom andar na rua com pose de modelo, falar com jeito de quem tem plena confiança em sua língua, olhar para seus próprios pés para examinar os sapatos e não para desviar o olhar do de alguém, agir como aquelas garotas que se vê nos livros da Meg Cabot, em séries de TV, em filmes, em shows. Na verdade, o legal mesmo é não ter aquele medinho, aquela vergonhazinha boba de fazer papel de ridícula, sabem? Eu gosto de ser ridícula. Às vezes eu acho que é bom dar uns tapas na sociedade e ser você, porque há uns anos atrás, aquela menina tímida e recatada e chorona me dominava. Agora? Ah, agora eu quero é ser boba mesmo, daquele jeito feliz e não ingênuo, quero dizer: quero cometer umas loucuras.
Só para poder falar para mim mesma: "Viu, A.? Se você fez isso agora, você pode fazer qualquer coisa. Por que essa paranoia?" O legal mesmo, não é ficar de ego inflado, é provar para si mesma que dá para fazer sim alguma coisa sem medo de levar uma tomatada.

domingo, 11 de julho de 2010

The little hearts saved my life

Eu levei muita bronca, mas foi divertido ficar recortando coração, foi engraçado pedir uma folha de caderno para cada pessoa, foi legal pedir canetinhas emprestadas e foi quase gratificante ter companhia só dessa vez. E nos intervalos das aulas, eu coloria, eu recortava e...Sei lá, eu me senti bem como não me sentia fazia um tempão. Maré de azar acaba com qualquer um, mas sempré dá para dar um jeito, eu acabei descontando a raiva nos corações que ficaram tão bem coloridos que eu me enchi de orgulho de uma coisinha de nada, que criança faz com facilidade. Mas, sério, eu realmente me senti bem, mesmo que eu não saiba explicar.
Talvez tenha sido porque achei que por um ou dois segundos, recuperei uma amiga perdida por culpa do tempo, uma amiga que era só uma conhecida por vários anos e talvez porque ouvi elogios depois de passar um bom tempo só sendo criticada ou então, talvez porque lembrei-me da época em que eu era criança e os problemas eram resolvidos pela mamãe e pelo papai. Não sei, não sei. Eu só...Me senti aliviada, a vontade de chorar, de gritar, de matar alguém parecia ir embora, eu esquecia que tinha que me salvar, que dar um jeito. Colorir me parecia bem mais importante.
É só que...Não é que tenha sido legal, divertido, engraçado ou gratificante, foi...Foi mágico. Então, que meus problemas encontrem atenção no inferno que eu tenho trabalho de jardim de infância para fazer, com licença, a rainha do drama pede passagem.
[EU DISSE QUE IA REESCREVER!]

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Prendre son élan

Eu estava usando meu macacão, daqueles jeans que estavam na moda antigamente e meus sapatos de boneca vermelhos cereja. Costumo chamá-los de sapatinhos de Dorothy, enquanto rio e balanço os braços. (Perigosa e espalhafotasamente demais, diriam alguns.)
Era tudo bem simples. Chegar, desviar de poças nojentinhas, encontrar um lugar na sombra, ligar o MP3 do celular no máximo e ignorar quem quer que se aproximasse, sem nem perguntar se era amigo ou inimigo. E então, eu o vi. (Ah, cara. Que merda!) Tudo meticulosamente planejado e jogado no lixo por causa de um velho amor. Sério, que que aquele balanço estava fazendo ali? Ainda mais todo pintadinho, novinho e bonitinho? Praticamente gritando para que eu corresse até lá como nos velhos tempos e acabasse com meu lindo e fofo sapatinho vermelho. Juro, uma placa pisca-pisca daquelas que vemos em Vegas seria muito mais discreta.
Então, lá fui eu, o MP3 ligado nas alturas, berrando em meus ouvidos enquanto eu mesma ria histéricamente e corria tão rápida quanto uma maratonista.
Eu acabei com o meu sapato. De vermelho cereja limpinho e cheiroso ele passou para cor de barro com grama e aspécto de bota de exército que acabou de voltar de uma guerra. Mas foi muito bom.
Fazia tempo que eu não me sentia tão livre, leve e solta. Eu sorria para o nada e gargalhava quando sentia aquele friozinho na barriga durante a vinda do balanço. A sensação do vento frio no meu rosto era muito boa, sentir meus cabelos voando atrás de mim era divertido, ir cada vez mais alto, até quase alcançar a árvore enquanto tentava segurar o celular e se segurar ao mesmo tempo era...Demais. Tudo isso ouvindo "She's a Lady" do Forever The Sickest Kids por vezes e mais vezes seguidas e com uma sensação quente no peito, de satisfação. Porque ainda estavam na minha cabeça, lembranças boas que guardarei no coração, eternamente. E ali, me balançando como quando eu era criança e obrigava minha avó a me levar na pracinha só para brincar no balanço, não importando o tamanho da fila cheia de crianças remelentas, eu me senti feliz como nunca antes, quase voando. Não foi uma sensação de liberdade ou de independência. Foi uma sensação de viagem ao passado, de me lembrar que eu adorava tudo aquilo quando criança e que ainda gosto, só deixei muita coisa de lado.
Por pouco tempo, prometo. Prometo recuperar tudo, como o vai-e-vem de um balanço colorido. Impossível descrever aquela sensação, aquele calorzinho gostoso que sentimos quando...Bom, matamos a saudade.


Isso tudo é verdade, aconteceu mesmo. ♥

quarta-feira, 31 de março de 2010

Mädchen

Me perguntaram se eu gostaria de ter um pedido realizado por uma estrela. Acho que não, porque se você pensar comigo, sou uma princesa à lá conto de fadas de Hollywood, daquelas que vivem mais uma comédia do que um romance. Ou talvez, eu seja a amiga da princesa, daquelas que se veste de mosqueteira e ajuda a princesa a achar o seu príncipe, mesmo que tendo um pouquinho só de inveja. - Aí é quando eu visto meu manto escuro de bruxa.
Por isso, eu não vou me ajoelhar para o céu e pedir para uma estrela me ajudar. Estrelas não são nada de mais e estão muito, muito longe, então faço meu pedido à uma fada. Daquelas bonitinhas que vivem em flores e peço para que ela realize um único pedido, de resto, eu me viro, corro atrás histéricamente com os braços jogados para o alto.
Eu só queria que nesse ano, só nesse ano, eu fosse um pouquinho menos neurótica com tudo e nada. Que eu tivesse mais tempo para sentar, respirar fundo e sorrir para alguém. Qualquer um, sabe? E poder receber o sorriso de volta, um sorriso tão forte que pudesse chegar aos olhos de todo mundo. Eu queria receber mais sorrisos e não risadas, eu queria que soubessem que eu estou ali, para o que der e vier. Como sempre estive.
Então, dona Fada, eu peço isso com todo o carinho, aqui, olhando com cômica devoção para sua flor imaginária, um sorriso bem bonito. É bem isso o que eu quero, um sorriso para os olhos e não para a boca. De resto, eu me viro. Sempre dar para pegar um táxi e correr atrás do prejuízo.