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sábado, 27 de março de 2010

Sie


"Olha, Yao, se eu colocar a mão assim..." - Ela sorriu meio tímida diante daquela imensidão laranja que era o pôr-do-sol, as mãos se fechando no ar, como que segurando algo tão frágil quanto as flores silvestres sob os pés descalços deles. Yao quase não entendia o que ela falava, concentrado como estava no movimento do cabelo dela quando o vento os envolvia. - "Parece que estou tocando o sol. Sei lá, isso não parece meio mágico?"
"Por que isso, aru?" - Ele se levantou, batendo a terra da calça e caminhou até ela, com aquela calma quase perfeita, um sorriso tão doce nos lábios que tantas vezes beijaram os dela. Segurou seu pulso com delicadeza, olhando-a bem lá no fundo dos olhos. - "O sol está bem aqui."
E ambos sorriram com os dedos entrelaçados com força, porque para ele, não havia outro astro mais brilhante que aquela garota ali ao seu lado.

.x.


"QUE DIABOS VOCÊ ESTÁ FAZENDO?" - Gritou, esperneou e quase morreu quando ela o mandou calar a boca com um olhar. Os olhos esbugalhados grudados nos dela, tão escuros em contraste com os seus. (Quando estava sozinho, pensava que os dela eram infinitamente mais bonitos por sua simples escuridão. Quando ela estava feliz, ele via todas as cores do arco-íris naqueles olhos.) - "O M-MEU CARRO...!"
"Só dei um jeitinho nele, Lud, estava parecendo caminhão de funerária."
"Você pintou um arco-íris...No meu carro?" - Engoliu em seco, incrédulo, mas incapaz de não pensar no quanto ela ficava linda com aquela camiseta toda suja de tinta. Ela sorriu, quase tão brilhante quanto ouro ou pó de fada. (Mesmo que ambos preferissem duendes.) - "Por quê?"
"Porque arco-íris são lindos, oras. Que nem você." - Ela balançou o pincel em um gesto de descaso e gotas azuis de tinta caíram sobre o carro. (Como chuva.)
E ele suspirou, conformado, fitando aquele arco-íris na pintura do seu carro. Pelo menos, agora toda vez que andasse de carro, lembraria dos olhos dela. (Não que ele precisasse ser forçado a isso.)


.x.


"Volta para mim, mulher maluca!" - Os moradores daquela rua olham aquele albino aos berros em plena madrugada, de joelhos diante de uma baixinha com cara de sono e choro.
"Por que?" - Ela sussurra entre os dentes, morrendo de vergonha, ignorando o buquê de rosas que ele lhe estende.
"Porque eu sou incrível demais para levar um fora." - Ele sorri, os olhos brilhantes e as mãos segurando os tornozelos dela. Com força desnecessária, até parece que ela vai fugir pela rua vestida de pijama. Ela lhe dá um tapa e grita qualquer coisa sobre ele ser um banana ou um cara de mamão. Ele a puxa para o chão e encosta sua testa na dela, aquele sorriso sacana ainda maior.
"E porque o que eu sinto por você é ainda mais incrível para poder ser simplesmente ignorado."

.x.

Só porque virou modinha e porque elas merecem tudo isso e muito mais. Já que elas são...Sei lá, notaram que praticamente viramos aquele super trio à lá filme? Como Harry Potter, Um Jeans Viajante e etc? Não? Surto meu? Sabia. Sabe? É que eu realmente considero elas como amigas e não como simples autoras que leram as minhas fanfics. Eu amo vocês, caramba. A Polônia não existe sem as Lituânias.
Nota: 'Sie' pode ser traduzido como 'elas' ou 'ela'.
[Nota da Saki/Nanne: E as Lituânias nem pensam em existir sem a Polônia s2]

quinta-feira, 25 de março de 2010

Schokolade


Preciso dizer mais?
(Clique para ver mais nitidamente)

quarta-feira, 24 de março de 2010

Grimasse


Era uma daquelas máquinhas de tirar foto que tinham aos montes nos shoppings. (Americanos, claro.) Daquelas em que se entrava carregando alguém e gastava rios de dinheiro por uma foto descente, exigindo de uma máquina, a habilidade de um fotógrafo profissional. Com eles não era assim.
Ali, apertando-se na pequena cabine, preocupavam-se em desfrutar só mais um pouco da companhia do outro. (Ela tinha horário para voltar para casa e definitivamente estava proibida de andar de ônibus depois que resolvera dançar uma tal Marukaite Chikyuu na última vez que andara em um.) Se agarra com uma força absurda ao braço dele (E que braço...!), tentando fazer seu rosto aparecer na foto. Era a cabine que era pequena ou Ludwig que era grande demais? Ludwig, aquele grandalhão de coração meio mole, passa o braço pela cintura dela (Ela estava tão próxima dele à cinco minutos atrás?) e ela acha que pode morrer ali mesmo, naqueles braços musculosos daquele alemão certinho com jeito de general e olhos azuis demais, na sua opinião. Tão azuis que ela podia pensar neles o dia todo. (Como fizera antes e faria para o resto de sua vida.)
Ela ri quando ele resmunga sobre a falta de espaço, ri quando ele a olha corado, ri por tudo e Ludwig, tem quase certeza de que o sorriso dela é mais bonito depois da chuva, como um arco-íris. Ou tão brilhante quanto um pote de ouro. (Lá ia ele divagando. A culpa era da camiseta de duende dela!) Entrelaçam os dedos, como aqueles casais de novela, sorriem mais do que o necessário, hora da foto.

1ª Foto:
Eles estão agarrados com força demais, os olhos dela saíram arregalados e a máquina cortou a cabeça dele.
2ª Foto:
Ela o abraça pelo pescoço, uma careta estranha no rosto.
3ª Foto:
Os indicadores dela forçam os lábios dele para cima. Sorriso forçado, quase psicótico.
4ª Foto:
Ele, vermelho, desviando o olhar. Ela rindo alto, os braços escondendo a estampa de duende da camiseta.
5ª Foto:
Ele a olha de canto de olho.
6ª Foto:
Ela o olha de volta.
7ª Foto:
Ambos sorriem.
8ª Foto:
Ele se beijam.

Porque a culpa não era deles, dos hormônios ou da pressa de se dizerem 'adeus' até o dia seguinte. Era daquela máquina idiota que os apertara demais, que os grudara mais do que era possível. Pelo menos agora eles tinham uma foto descente, ela não suportava mais ver aquelas fotos que tirara escondida de Ludwig. Ele não sorria em nenhuma delas. (Se ela era um duende, ele era seu pote de ouro.)
A culpa era somente da máquina, pensavam. (Enquanto se agarravam mais um pouquinho.) A culpa era só da máquina e daquele calor todo. (O celular dela estava tocando, mas quem se importa?) A culpa era da máquina, do calor e daqueles braços do Ludwig. A culpa era da máquina, do calor, dos braços do Ludwig e do sorriso dela.
(A culpa era dos hormônios.)


Consegui de novo. Quero dizer, o final ficou forçado, estranho, sem sentido, feio, a fanfic em si ficou sem graça, eu não gostei muito não, acho sinceramente que a minha duende preferida merecia algo bem, bem melhor. Mas não deu. Não agora, claro. Um dia eu tento algo melhor. Prometo. Enfim, fiz de todo o coração, duendezinha. Por favor, não me mate. PRESENTE PARA A SAKI MIAZAWA MORGAN.

Hand in Hand



(1)
Yao passa o polegar pela pele dela, um sorriso doce demais, quase enjoativo domina seus lábios, por mais que ele tente se controlar. Não gosta de mostrar para todos os passageiros do ônibus que está apaixonado pela garota ao seu lado, se bem que por ela, ele se pintaria de ouro e correria pelas ruas gritando à plenos pulmões:
"WO AI NI, WO AI NI, ARU...!"
(2)
Ela aperta a mão dele com mais força, o pé batendo contra o chão do ônibus no ritmo da música que juntos eles ouvem. Yao não havia visto que ela estava sorrindo, aquele mesmo sorriso bobo de tempos atrás. E ainda hoje, quando ele a via, o coração disparava. Ás vezes ele odiava aquilo, na maioria das vezes gostava de estar apaixonado. (Por ela, claro.)
(3)
"Ainda vou aprender a cantar 'Hello China'!" - Ela diz, os olhos escuros fixados nos dele. Ela usa um tom de promessa, daquelas promessas malucas dos contos de fadas, como se aprender a cantar uma música em japonês fosse um assunto de vida ou morte. (Ele iria logo atrás se ela morresse.) Ou pelo menos, uma...
(4)
...Uma jura de amor. Daquelas com tema musical e lágrimas de uma plateia imaginária. Daquelas que não se esquece com o tempo, daquelas reais, daquelas que não precisam ser ditas. Daquelas que combinavam com eles.
"Eu te ensino a cantar, aru."
(5)
Ela sorri aquele sorriso só dele, aquele de quando se conheceram, Yao não se lembrava aonde ou quando. Só conseguia lembrar de não ter tirado seus olhos dos dela.
"Mesmo?"
(6)
"Claro, aru." - Yao sorri de volta, achando que eles bem poderiam estar sendo observados por todos, todos os passageiros do ônibus. Quem se importa? Agora ele sabia que poderia dizer para todo o mundo que não estava apaixonado. Estava amando.
(7)
E finalmente, finalmente mesmo...Eles se beijam.

(Fim?)



Eu tinha que escrever. Sei lá, eu também precisava de um post para você aqui, então saiu isso. Espero mesmo que você tenha gostado, por que até que eu achei fofo, sabe? E um fato pouco conhecido é que Sunrise e China é O casal. Logo depois de Lituânia e Polônia (ou LituâniaxPolôniaxLituânia), claro. Enfim, consegui. Agora, claro, falta uma da minha outra Lituânia preferida com o Alemanha. Ou não serei feliz. DUENDE, EU ESTOU INDO, AGUENTE FIRME!
OBS: Hand in Hand é 'De mãos dadas' em alemão.




domingo, 21 de março de 2010

Geld wie Heu


Eu estava naquelas feiras de anime. A mesma coisa de sempre, pessoas estranhas e impossivelmente ansiosas para torrar suas mesadas e salários que conseguiram com sangue, suor e lágrimas em objetos caracterizados e quase sempre, inúteis. Isso sem contar os cosplayers que além de torrarem seu dinheiro com fantasias e afins, ainda se torram. Porque devia estar um calor insuportável dentro daqueles casacos e vestidos e quimonos e calças e - imagine só! - bandagens. Eu mesma, que estava apenas de bermuda e camiseta como toda brasileira que se preze, estava derretendo ali, não importa o quanto chuviscasse.
Não importa. Sério, não importam as horas de sono perdidas para chegar cedo e comprar ingressos ou a fila interminável mesmo que você chegue às sete da manhã. Também não importa o quanto os vendedores te extorcam, provavelmente imaginando que você é filho do Bill Gates e não um simples mortal que se joga de joelhos diante de seus pais e chefes implorando por qualquer dinheirinho. Vale à pena. A verdade é que todo otaku é um belo de um masoquista. Vale à pena conversar com aqueles malucos fantasiados e cantar músicas em japonês na frente de um sem número de pessoas e enfiar-se entre pessoas suadas e maníacas para comprar um objeto qualquer e que você nunca usaria se ele não tivesse a cara do seu personagem preferido estampada nele. Quem se importa com dinheiro? Você sempre pode implorar por mais ou trabalhar dobrado. Sério, quem se importa? A sua mochila tem a cara do Naruto agora.
Isso sem contar a satisfação de ouvir o vendedor dizendo que você é 'gatinha demais' e que ficaria linda com uma coleira humana com estampa de oncinha, por mais que aquela tal coleira fosse a coisa mais cafona que você já tenha visto depois daquele vestido que você ganhou de Natal.
Claro, nem tudo são flores.
Ainda há aquela vez em que o Tio Patinhas parece baixar em você e não há nada que te faça gastar seu dinheirinho suado. Por um curto período de tempo, claro. Você ainda fraqueja e corre na direção daquele chapéu, o único de toda a feira, perfeito e incrível demais. - E daí que ele não cabe na sua cabeça? Você pode dizer que comprou! E isso, meu caro, é capaz de mandá-lo para o Céu. - Porém, aquela pontada no peito, algum consumista filho de uma mãe comprou seu tesouro antes de você. E adivinha o quê mais? Com o dinheiro da mamãe. É. Quem precisa de mesada agora? Pelo menos podemos nos consolar sabendo que essa criatura que não nos entende será linchada antes que possa gritar: "KATEKYO HITMAN REBORN!"
Mas como eu disse, vale à pena. Sempre, sempre vale a pena decorar o seu quarto com canecas, chapéis, posters, bonecos, cartas, mangás que são mais caros que seus livros da escola e bijuterias espalhadas por seu banheiro, por mais que nem mesmo você caiba direito lá. Vale à pena. Vale à pena. Vale à pena.
E continuará valendo enquanto as desculpas para um adiantamento na mesada / salário forem criativas, claro.
PS: Eu não copiei a Nanase Kei, juro que só fui ler o post dela depois. E o dela está infinitamente mais genial, diga-se de passagem.