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domingo, 8 de agosto de 2010

30 Letters - Your Best Friend [Parte 1]



F.,
Nós passamos por muita coisa, não é? Será que agora você me odeia? Ás vezes eu penso que no fundo, você quer mesmo desistir de mim e fingir que nunca me conheceu. F., sabia que esse é meu maior medo? Estou sendo egoísta, eu sei, em pensar que você não pode simplesmente esquecer nossa amizade. Sei que não tenho o direito de chamá-la de 'nee-san', que sequer posso pedir desculpas.
Mas também sei que me dói saber que um dia podemos já não ser amigas. Aliás, falar que dói é pouco. F., eu sei que já te disse isso e talvez pode não significar nada para você - como poderia?! Fui eu quem mais te machucou, não foi? - mas, eu preciso repetir isso todos os dias, mais para mim do que para qualquer outra pessoa: F., você é minha melhor amiga.
E é por isso que eu me desespero por qualquer coisa, entende? Eu tenho medo de que um dia você simplesmente se canse. Isso já aconteceu tantas vezes...! E todas as vezes doeu como se fosse a primeira. Porém, F., se um dia nós não formos mais amigas, se um dia tivermos de dizer adeus, afirmo com todas as certezas de que vai me machucar tão profundamente...Tão profundamente que...Não sei. Eu posso ter todas as amigas do mundo, mas nunca seria a mesma coisa sem você.
Lembra, F.? Lembra de 'Siga a Estrela'? Você disse que ficou muito Regulus e Sirius, lembra? Na verdade, eu escrevi pensando na gente, sabe? Nunca foi questão de inveja, agora eu vejo, é só que eu te admiro demais, não por você ser você, mas por você ser a melhor amiga que eu nunca vou merecer.
Como eu poderia? Não foi você quem primeiro se preocupou? E o que eu fiz para você, F.? O quê? Eu te machuquei de novo e de novo como a pior amiga que alguém pode ter. Eu queria tanto poder...Desistir, sabe? Poder dizer que não vai fazer diferença. Só para poder te proteger como uma boa amiga, sabe? Mas não dá.
Desculpe, desculpe por toda a eternidade, F., mas eu não posso perder a sua amizade, perder a primeira pessoa que se preocupou comigo, não posso fingir que você não é minha melhor amiga. Me desculpe, eu sei que não mereço nossa amizade, que eu não mereço nada, mas dói demais. Dói perder uma amiga, mas dói muito mais perder uma irmã.
Vamos, vire a cara, me odeie, ignore tudo isso. Na verdade, é o que eu mereço, não é? F., se eu pudesse voltar no tempo, eu consertaria tudo o que fiz, só para ter mais lembranças felizes, sabe? Quero dizer, mais lembranças felizes.
Você se lembra? Dos abraços, dos risos, daquela vez em que eu chorei? [Foi um pouco antes de nossa primeira briga.] Lembra das conversas no msn? Das fanfics? Dos originais? Das discussões com músicas? Das piadas internas? Da vez em que eu disse que era sua gêmea por mais que soubesse que era meio ridículo e que você - talvez - nem ligasse? Lembra, F.? Da época antes de eu estragar tudo?
Então pense nela com tanto carinho quanto eu penso. Porque eu preciso lutar por essa amizade, pelo meu porto seguro e mais que isso, pela minha melhor amiga-irmã que eu nunca acharei igual. Não deixe, F., que isso acabe. Não esquece daquela garota chata que vai todo recreio te dar um 'oi' e um abraço. Mas lembra de um jeito bom, lembra de mim como uma amiga. Por favor.
Porque eu nunca, nunca vou me esquecer de você, sabia? Nunca. Eu sei que falo demais isso, mas você é minha melhor amiga, juro de pés juntos e ajoelhada no milho, você é minha melhor amiga-irmã-camarada. Então, eu te prometo que apesar de tudo, nunca vou te odiar, nunca vou te esquecer e mesmo que Deus e o diabo apareçam na minha frente, comprando briga, eu nunca, nunquinha mesmo, vou esquecer de você, da nossa amizade, de nada.
Então, por favor, prometa-me que irá lembrar de mim. Prometa-me que seremos amigas para sempre. É tudo o que preciso para saber que não perdi você como perdi tantos amigos.

Obrigada por tudo,
A.
PS: Eu te amo. ♥

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Stop crying your heart out

[Você olha para os lados e chama por alguém. Você grita e grita e chora e chora e não há ninguém. Você grita por socorro, você chora lembranças, sussurra nomes, estende os braços e cai e cai e cai. Porém ninguém vem, ninguém te ouve, só o silêncio e os medos. Então, você entende que está sozinha e um peso te joga de joelhos no chão, quando você olha para cima, não existem mãos te levantando. Há o nada e há o medo. Você grita de novo e a solidão te agarra e te mata aos poucos.]
Então você olha em volta e se vê sozinha. O mundo nunca lhe pareceu tão grande, não é?

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Schwester

Mesmo após tanto tempo, ainda sinto certa culpa quando a olho, não consigo acreditar que ela tenha conseguido me perdoar, quero dizer, no lugar dela, não acho que eu teria feito algo tão...Nobre. Provavelmente eu teria me dado um pelo tapa na cara, daqueles para acordar para a realidade. No entanto, ela me desculpou e acho que tudo serviu para fortalecer nossa amizade meio insana. Quero dizer, eu não a considero uma amiga, ela é e sempre será minha irmã mais nova, uma amiga muito mais que apenas uma amiga que eu vou guardar no lado esquerdo do peito por toda a minha vida. E que se dane se isso soou sertanejo, não estou nem aí.
É o mínimo que posso fazer após ter sido tão cruel, tão bruxa, tão não amiga (ou irmã?). Acho que eu mesma não me perdoei, sei lá, ainda hoje ainda me sinto meio culpada. Ainda mais agora, que ela foi tão legal comigo, nunca ninguém foi tão gentil a ponto falar francamente que não gostou do jeito que me trataram. Aliás, ela sempre foi muito franca, acho que isso é uma das 20.000 coisas que eu admiro nela.
Dane-se, está bem? Dane-se se amanhã é o meu aniversário, o presente é para ela e ponto final. Porque com certeza, minha vida não seria a mesma coisa sem nossas piadas internas e meus ataques dramáticos e meio emos que só ela entende. Com sorte, o máximo que eu conseguiria é uma vida onde eu seria feita de gato-e-sapato sem minha irmã mais nova para me defender.
Por isso, tudo o que eu tenho para fazer é todos os dias da minha vida agradecer por ter uma amiga como ela, que eu sei que não vai mudar do nada, que não me usa como...Anh, paquita (?) e que vai estar do meu lado quando eu precisar. Porque ela já provou ser esse tipo de amiga, daquele que aparece vestida de mosqueteira quando o mundo inteiro parece estar ruindo diante dos seus olhos. E eu preciso provar que também sou, não vale só dizer desculpa por qualquer coisa, apavorada (Acho que traumatizei, ela entende porque.) demais para fazer outra coisa além de me encolher. E acho que mesmo hoje, todos os abraços, risadas, piadas e 'Eu te amo, imooto!" não foram o suficiente para dizer o quanto ela é importante para mim. Cacete, ela conseguiu em pouquíssimos anos ser uma melhor amiga, mais que uma irmã ou qualquer outra coisa. E isso, vale demais. Vale mesmo.
Droga, obrigada por tudo, imooto. Se esqueça disso não!
Eu te amo, Equinox, prometo ser uma nee-san melhor.


terça-feira, 23 de março de 2010

Heimweh und Zauberei


Vai ficar tudo bem. Eu quero acreditar que vai ficar tudo bem, porque é estranho que tudo acabe sem motivo, sem precisar. Quero acreditar que ainda não demos todos os sorrisos, todas as risadas, que ainda não choramos todas as lágrimas ou pegamos todas as chuvas. Acho que ainda falta muito, mesmo que já tenhamos caminhado bastante, que ainda falta um grande final, daqueles dos filmes que a gente nunca via. Ainda acredito naquela ligação absurda, naquele diálogo por olhares, naquelas piadas internas e nos mundos fantasiosos. Ainda acredito em mágica, em gritos histéricos, em músicas quase cafonas, em discussões tolas e em bilhetinhos. Ainda acredito na minha força de vontade inexistente, no que já passou e no que virá. Ainda acredito em você. Ainda acredito na nossa amizade.

Merda, eu senti a sua falta.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Lächeln



Eu não gostava dela, quero dizer, acho que ainda não gosto. - Porém, afirmo com toda a certeza de que ela subiu ao menos um pouco no meu conceito. - Achava-a estranha, não gostava do modo fixo com o qual me encarava ou de qualquer outra coisa relacionada à ela. Talvez eu tivesse ciúmes, mesmo que no começo tenha me esforçado para ser sua amiga e para fazer com que outros à aceitassem. (Eu não gostava quando ela conseguia atenção.) Me esforcei mesmo, mas sempre há aquelas pessoas que por mais que você se esforce, continuam sendo apenas conhecidas, nunca amigas. Não sei.
Por muito tempo tentei e após desistir, fiquei até aliviada, tudo era como sempre deveria ter sido. Mas ela continuava ali, sorrindo para mim. Ela me considerava uma amiga e ficou do meu lado quando eu precisei. Sei lá, às vezes eu acho que sou mesmo uma bruxa, daquelas que andam curvadas e tem uma verruga no nariz. Enfim.
A verdade era que apesar de tudo, o sorriso dela era lindo. E eu tinha (ou tenho?) muita inveja dela por isso. O sorriso dela era sempre sincero e foi o primeiro que vi chegar aos olhos. E eu nunca achei que fosse possível um sorriso tão sincero ser dado à mim. Acho que foi aí que eu comecei a gostar um pouquinho mais dela. A verdade, mais uma vez, é que tenho inveja do sorriso dela. Eu sempre quis ter um sorriso tão absurdamente bonito, sem qualquer falsidade e - Deus! - completamente inocente, como o dela. É, quisera eu não ter sido corrompida pela sociedade. Ou ter sido mais gentil com quando tive chance, ainda acho o sorriso dela um dos mais bonitos.
Não vai custar nada eu ser um pouco mais princesa, não é? Não custa nada ser para ela uma boa amiga. Talvez um dia eu também consiga um sorriso bonito, daqueles que chegam aos olhos e aquecem a alma dos desavisados navegantes.

domingo, 21 de março de 2010

Der verlorene Sohn



Chão de terra batida, cheiro de chuva, sabor de lágrimas. Aquela sensação de pesar, de culpa. O ar perfumado por saudade, uma necessidade de calar seus gritos desesperados – Gritos sussurrados, mudos, guardados no fundo do peito. Gritos que matam.
Lágrimas com gosto de injustiça, olhos cheios de ódio. A pele seca, os dentes trincados contendo maldições direcionadas à Deus. “Por quê?” – Os lábios se movem, a voz baixa hesita em contestar a vontade divina. Punhos fechados, raivosos por serem incapazes de acertar o culpado. Deus é o culpado. – Pensava. -Porque era Ele quem decidia tudo e foram seus anjos que a levaram. Levaram-na para o Céu.
Onde ele não podia vê-la, onde suas músicas não o alcançam, onde seus braços não o protegem. Onde ela não era mãe. E ele já não era filho. – Porque Deus lhe arrancara sua mãe quando ele mais precisava. Porque Deus já havia levado seu pai. E Deus não o queria. Não o levava. Não o levaria.
A falta de ar, a névoa que o cerca, predadora voraz. Os olhos cerrados, o corpo trêmulo. O túmulo. – Ah, o túmulo...! – Feio. Triste. Sozinho. Não era como sua mãe, não era para ser dela. Deveria ser do culpado, ser de Deus e de seus anjos por tiraram-lhe a pessoa que mais amava.
Os joelhos no chão, praguejando. O choro contendo-se no peito, matando. Os ouvidos sedentos por palavras. Palavras que não fossem de pena, palavras doces como as dela. A voz dela.
O corpo frio, clamando por calor, enquanto seu coração só pede pelos braços dela. – Uma última vez. Uma despedida decente, uma chance de dizer que a ama, que sentiria sua falta. Uma chance para dizer que queria ir para o Céu, para ser seu filho.
Ah, a vontade. A vontade de morrer. De morrer e encontrá-la. E dizer que não era o culpado, era a vítima, como ela. A chance de encontrar Deus e mandá-Lo esquecê-la, deixá-la. Era a sua mãe, não Dele. A vontade de poder dizer que ainda na terra ou no Inferno, ainda era seu filho. Ainda era dela.
Chão de terra batida, cheiro de chuva, sabor de lágrimas. E um filho pródigo que volta para casa.


Nota da Autora: Quando você tem na cabeça que terá três tempos de química, dois de física, um de biologia e um de matemática desde as 7 da manhã até 13h30min da tarde, você simplesmente não consegue escrever. Ou sequer respirar.
Créditos para a Saki Miyazawa Morgan, que postou isso daqui quando o site resolveu implicar.