quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Chat Pub

Aconteceu muita coisa desde a última vez que apareci por aqui. As Coreias estão em uma situação para lá de tensa, o Rio de Janeiro praticamente entrou em guerra, minhas notas na escola - mais vermelhas que minhas unhas - me deixaram de Prova Final, viajei para São Paulo e fiz umas comprinhas legais apesar de não ter conseguido ver uma das minhas melhores amigas pessoalmente, comecei a ler um novo livro, viciei-me em angeologia e demonologia e a tintura do meu cabelo desbotou. Fico pensando se não deveria escrever sobre alguma dessas coisas por aqui.
Porém as Coreias e o Rio não abordam nada do que já escrevi por aqui e minha vontade de inovar esse blog depressivo é nula. Escrever sobre meus problemas de notas na escola? Sinto muito, estou tentando esquecê-los - até porque tenho mais vergonha das minhas notas em química e em matemática do que de todos os micos que já paguei. Angeologia e Demonologia? Existem sites para isso, poxa, não me façam escrever tudo aqui. [Peçam os links, se quiserem!] E é claro, escrever sobre não ter conseguido ver a Nanne me deixará triste e acredito eu que ninguém quer ler sobre como meu cabelo ficou estranho com a tinta desbotada.
Então, será que posso ser aleatória como normalmente? Acho que quem me segue por aqui sabe que costumo ser assim meio sem assunto e avoada. Será que é por isso que na minha camiseta da escola escreveram tanto para eu ter juízo? Eu até me senti meio mal por deixar meus amigos preocupados com essa minha distração toda, na verdade. Mas prometi para todos eles que eu ia me cuidar, não dá para viver no mundo da lua vinte e quatro horas por dia por mais que me seja tentador. [Eu gostumava deixar para viajar durante as aulas, mas vocês já sabem no que deu!]
Esqueci de dizer que comprei um caderno do Livro da Tribo! Tudo bem, na verdade minha mãe comprou para mim. Eu nunca tinha ouvido falar desse tal Livro da Tribo, foi meu professor de Português quem me deu uma luz. Na verdade, eu - minha mãe - tinha comprado apenas por causa das páginas, em cada uma delas há uma frase de um poeta ou escritor, então achei a minha cara. Passei a usá-lo como um caderno literário ou algo assim, tem até mesmo um poema meu lá. Quem me conhece sabe que eu tenho pavor de escrever poemas porque todos ficam uma droga, mas mesmo assim três pessoas disseram que ficou muito bom. Na verdade, apesar de negar, eu adoro elogios. Acho que todas as pessoas gostam de serem elogiadas. Fiquei feliz mesmo, são coisas bobinhas assim que fazem o dia parecer melhor.
Comecei a ler um livro do qual nunca tinha ouvido falar também. "A Mão Esquerda de Deus", mas acreditem se quiserem, ainda estou na página 104. Não é que seja chato, nem nada, mas eu estava ocupada vendo os DVDs de animes que comprei lá na Liberdade em São Paulo. Tem Kuroshitsuji II e Final Fantasy VII, o de Final Fantasy eu já tinha visto, mas desde Domingo revi Kuroshitsuji II umas três vezes.
Notem, por favor, o quanto a autora do blog está sem assunto. Sendo bem sincera, estou é tirando a poeira do blog. Quando foi a última vez que eu postei alguma coisa aqui? Um segundo, vou abrir uma outra janela e olhar. Dia 05 de Novembro. Enfim. Ah, não sei mais o que falar. Agora eu estou no Twitter sem ter o que fazer e sentindo o cheiro bom de comida que está vindo da cozinha, acho que estou ficando com fome apesar de ainda ser onze da manhã. Vou lar conseguir umas batatas fritas e desculpe se alguém por aí ficou na vontade.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

What if...?


I'm not good with words, sorry.

"Livros e solidão: eis o meu elemento."
Sou obrigada a concordar com Benjamin Franklin, claro. Sinto-me deveras orgulhosa de me identificar com aqueles homens considerados gênios e coisas do tipo, embora eu e Franklin só tenhamos em comum essa mesma ideia dos livros - minha relação com a eletricidade se resume a acender a luz ou a ligar algum aparelho.
Porém, em minha vaga interpretação, acredito ter mais em comum com ele do que pensava. Quero dizer: livros e solidão, solidão e livros. Não é isso que eu tenho sido desde... sempre? Por mais que seja para mim impossível estar sozinha em meio aos livros? Desculpe-me, caro leitor, mas tenho o estranho costume de me tornar íntima das personagens sobre as quais leio. É excêntrico, mas funciona para mim. Amo cada amigo meu como se ele fosse único, mas aquele contentamento de abrir um livro, virar suas págimas e deixar o autor lhe pegar pela mão e apresentá-lo a qualquer coisa que ele queira é tão, tão especial quanto um abraço apertado em uma segunda-feira tediosa.
Gosto de pensar que para cada livro que leio, faço um novo amigo. Porque, para tímidas leitoras vorazes como eu, talvez seja essa a sensação. Você não o conhece e há certa relutância, mas sabe que precisa dizer 'olá'. Aos poucos - para alguns durante umas semanas ou meses e para outros um dia ou dois - se ganha intimidade e certo apego, começa uma amizadezinha que através daquele diálogo entre livro e leitor torna-se um relacionamento profundo. Cada livros que lemos, nos marca, basta que você dê a chance. Cada livro pode se tornar um amigo, basta querê-lo.
Eu também poderia dizer que ler um livro é como beijar. Um olhar, uma química, uns batimentos cardíacos. Será que você consegue me descrever um beijo? Não um beijo que é só mais um entre tantos, isso qualquer um faz. Será que você consegue me descrever um beijo de verdade, daqueles de filmes? Com tanto sentimento que até parece exagerado? Não que realmente seja tão exagerado assim, quem já passou por isso sabe. É uma sensação que não se descreve, óbvio. Se conhece.
Acho que entregar-se a um livro é como beijar uma pessoa que você ama: é algo só entre vocês, que não se explica não por falta de palavras, mas porque existem coisas que não precisam delas. Não é pelo olhar que se vê a alma? Não é pelo sorriso? Não se descreve a sensação de ter um livro nas mãos, cabeça ou alma, se tem e ponto.
Talvez eu não esteja falando coisa com coisa. Não seria a primeira vez, é claro e não será a última, posso garantir. Acho que não consigo explicar. É mais que fazer um amigo para toda uma vida, é mais que um beijo cheio de amor, é mais do que muita coisa que se vê por aí. Às vezes acho que ler um livro é mergulhar no fundo de mim mesma e me deixar afogar.
Não. Não. Não! Passei linhas e linhas dizendo que não se descreve a sensação de ler e cá estou, forçando-me a descrevê-la. É tão especial quanto enrolar-se em um cobertor e ouvir a chuva lá fora ou ficar entre os amigos só falando besteira. Entendo, porém, que nem todos compartilham dessa obsessão literária e até me sinto meio boba, falando dessas coisas para quem talvez nem queira ouvir. Acho que é normal me chamarem de louca, então. Eu até que gosto de monólogos mesmo!
Como foi que Clarice Lispector disse uma vez? "Ter loucura sem ser doida", ou algo do gênero. Talvez seja isso, então: entrar em um livro é loucura. Mas quem disse que isso é ruim?
Uma ou mil possibilidades e um beco sem saída: eis uma porca definição!

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Who else could bleed for more than three days and not die?

Gosto de pensar que posso fazer qualquer coisa. Não tipo a Mulher Maravilha, mas às vezes, só algumas vezinhas é legal a gente inflar esse pouco ego - e por 'a gente', refiro-me àquelas que como eu, tem uma auto-estima tão baixa quanto a altura.
É ótimo, posso dizer com certeza de quem na verdade nem sabe muito bem o que está falando, mas tenta de qualquer jeito. É bom andar na rua com pose de modelo, falar com jeito de quem tem plena confiança em sua língua, olhar para seus próprios pés para examinar os sapatos e não para desviar o olhar do de alguém, agir como aquelas garotas que se vê nos livros da Meg Cabot, em séries de TV, em filmes, em shows. Na verdade, o legal mesmo é não ter aquele medinho, aquela vergonhazinha boba de fazer papel de ridícula, sabem? Eu gosto de ser ridícula. Às vezes eu acho que é bom dar uns tapas na sociedade e ser você, porque há uns anos atrás, aquela menina tímida e recatada e chorona me dominava. Agora? Ah, agora eu quero é ser boba mesmo, daquele jeito feliz e não ingênuo, quero dizer: quero cometer umas loucuras.
Só para poder falar para mim mesma: "Viu, A.? Se você fez isso agora, você pode fazer qualquer coisa. Por que essa paranoia?" O legal mesmo, não é ficar de ego inflado, é provar para si mesma que dá para fazer sim alguma coisa sem medo de levar uma tomatada.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

My friends are made of ink

Acho que nunca falei o quanto gosto dos livros, o que me parece quase um pecado mortal, já que eu tantas vezes falo que quero ser escritora. Sei que tem muita gente que detesta ler, detesta mesmo; o tipo de gente que só leu um ou dois livros na vida e nem se lembra da história. Por causa disso, muitas vezes eu costumava sentir muito, muito orgulho mesmo por ler tantos livros. Por... gostar de ler.
Ainda sinto. Sinto tanto orgulho de cada palavra que li na vida que até deixo me chamarem de metida. Não faz mal, talvez ler seja a única coisa que eu faço direito, já que o Tom disse que meu macarrão parece aqueles elásticos para tirar sangue [pausa: Eu já disse o quanto eu odeio tirar sangue?!]. Gosto de ler. Gosto muito, muito, muito de ler.
É o jeito que eu encontrei de fugir da realidade. Pense o que quiser, sei que não sou alienada. Pelo menos, não muito. É só que... são tantos problemas. Não me importa se são problemas de adolescente, que são mais drama e exagero do que de fato uma complicação, problemas são problemas e enquanto eu não arranjo uma solução, fujo deles como o diabo foge da cruz. Pode me chamar de covarde, devo ser mesmo.
Sabem a Elinor da série Mundo de Tinta? Bom, eu sei como ela se sente em relação a tudo, se o Stephen King não for o meu futuro, provavelmente ela o será - mesmo que eu não tenha nem um décimo do talento do King, claro. Talvez por culpa do Bullying que eu sofria na escola eu tenha ficado desse jeito, com medo de amizades e tudo o mais, sempre preferi a companhia de um livro.
Tá, tá, tá, eu amo meus amigos. Muito. Perguntem a eles, com certeza todos confirmam que eu sou uma chata carinhosa demais ou qualquer coisa assim, mas meu amor pelos livros é... É quase obsessivo. Incondicional na verdade. É meu sinal de fogo, meu porto seguro. Uma alavanca de escape.
E eu sou feliz assim, sabe? Quero dizer, lendo pelo menos três ou quatro livros por semana, pesquisando, escrevendo, discutindo com outros leitores viciados, quase amputando a mão por causa da tendinite. Gosto disso, tenho orgulho.
Então, eu já disse que quero ser escritora?

domingo, 26 de setembro de 2010

I'm not afraid to love

Eu já concordava com o Bob Esponja em várias coisas: Imaginação resolve tudo, brincar com os amigos é incrivelmente divertido, fazer bolha de sabão é mágico, hambúrguer está entre as melhores coisas do mundo, seu animalzinho de estimação é parte da sua família. Só que... essa frase, uau, Bob, você se superou. Como eu podia não gostar de você quando era criança? Se bem que eu era tão problemática, né? Não faz mal, hoje eu adoro você, Bob. Sério. Você tem razão: Amar é confiar, não é? O Cupido bem disse que não há amor sem confiança. Ele disse.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Who's that girl?

Por favor, vamos parar com isso. Venha. Deite aqui e respire fundo agora. Está mais calma? Por que está tremendo? É frio? É choro? É medo? Não faça isso. Vamos. Abra esses seus olhos. Respire de novo. Não chore, por favor. Cadê aquele seu sorriso? Que fez com ele? Não, não, não. Isso não é desculpa. Essa não é você. Quer um abraço? Quer, não quer? Você gosta de abraços. Parou de chorar? Parou de tremer? Isso, assim está melhor, não está? Deite-se, feche os olhos. Imagine um lugar. Sim, é isso. Apenas esqueça tudo. Essa não é você. Eu te conheço. Eu sei. Dê-me um sorriso. Pode ser fraquinho, eu deixo, mas prometa-me que é de verdade. Você não gosta de mentir, não é? Sim, isso mesmo. Um sorriso! Está se sentindo melhor? Mais um abraço? E um cafuné? Que olhinhos tristes! Que expressão morta! Dê-me sua mão. Aqui, vê? Eu estou aqui. Você está aqui. Há outros e você sabe. Então, por que está fugindo? Que coisa boba. Que medo bobo. Como você é boba. Vamos, quero você como era antigamente. Sinto sua falta. Todos sentem. Claro que sentem! Como não poderiam? Vê? Eles estão ali. Estão olhando por você. Sorria para eles. Acene! Faça isso direito! Bom. Agora, que tal lavar esse rosto? Arrumar essa carinha? Ser aquela de antes? Aquela... você sabe! Você faz falta. E agora, você sabe, não sabe? Claro que sabe. No fundo, você sempre soube. Afinal, eu te contava, não contava? Quando você vinha chorar no meu colo. Acredite, você não está sozinha. Nós estamos aqui. Todos estão. Não tenha medo.
Então, está mais calma?

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

30 Letters - Your ex-boyfriend or S[he] be[lie]ve[d].

Sabe-Tudo-Do-Espaço,

A primeira vez que te vi, quando você chegou na escola - um simples aluno novo, daqueles com rostinho tímido, pensei: "Como ele é bonitinho!" ou "Que gracinha!", você era o tipo de cara de quem eu precisava. Quero dizer, um amigo de verdade. Então, ótimo, nos tornamos amigos. E foi aí que eu comecei a te chamar de Sabe-Tudo-Do-Espaço. Porque você amava astronomia e me ensinava tudo. Tudinho. Estrelas? Planetas? Cometas? Galáxias? Você sabia e, uau, eu te admirava muito por saber todas aquelas coisas, mas mais ainda por ter paciência para me ensinar.
Então, chegou o dia em que me apaixonei por você. Um drama. Como eu te contaria isso? Quero dizer, eu te contava tudo, não é? Éramos bons amigos. Grandes amigos, até. Amigos que falavam sobre as estrelas, os planetas, as constelações. Amigos que discutiam video games, que riam por tudo, amigos destinados a se odiarem, por falar nisso. Eu estava desesperada por estar apaixonada, até aquele intervalo:
Você me chamou em um canto, olhou para seus tênis sujos, sorriu sem graça e eu lá, babando quietinha. Você me pediu em namoro. Uau! Uau! Uau! Como a A. conseguiu isso? Finalmente um amor retribuído! Mais: Finalmente um namorado! Óbviamente eu aceitei e então passamos o recreio inteiro tentando bater em um garoto, o Alef - menino baixinho, bem diferente de você, porque ele havia ouvido nossa conversa e queria contar para todo mundo.
Caramba, Sabe-Tudo-Do-Espaço, você quebrou o meu coração, sabia? Bastante. Mas isso já não importa, passou. Passou. Passou. E eu já não ligo. Nem para você, nem para o que fez. Eu aprendi a esquecer o passado, da mesma forma que aprendi como nascem as estrelas.
Porém, você não sabe como doeu saber a verdade, garoto. Como eu chorei a saber que fui usada. Ainda mais para fazer ciúme. Caramba. Só... caramba. Eu gostava mesmo de você, achei que fossemos amigos, mas... era só isso, não é? Eu ainda era a mesma de antes, chata, sem amigos, sozinha, sozinha, sozinha. Por sua culpa, eu voltei a chorar de noite, sabe? Pelo menos, alguém se deu bem nessa história, não é? Ela ficou louca de ciúmes. Você a teve e eu... bom, eu fiquei com as lembranças. Ou melhor: com as ilusões.
Mas quem se importa? Passou. Doeu. Chorei. Gritei. Fiquei sozinha. E você com ela. Típico. Óbvio. Realista. Como eu não fui percerber? Acho que andei demais com a cabeça nas estrelas. Acho que... na verdade, não acho nada. Foi bom para eu aprender. Aprendi a suportar um pouco mais. Então talvez, eu te deva um obrigada. Um simples obrigada. Não por isso, claro, mas por me fazer gostar de astronomia. Fiz amizades verdadeiras por causa disso. E você? Bom, ela terminou contigo, né? E depois, ah, quem se importa?
Você sumiu.
Ainda bem.
Ainda... bem.

Sem [muitos] resentimentos,
A.

PS: Eu dei a volta por cima, sabe? E você?

30 Letters - Someone from your childhood

Ian,
Acho que você seria filho de Poseidon. Quero dizer, eu lembro que você amava o mar, os peixes, a água, tudo. Você queria ser biólogo marinho, não é? Eu lembro. Às vezes fico imaginando se você também lembra - ou melhor, se você ainda pensa em mim. Naquela época, fomos unha e carne, não é? E o tempo em que fomos amigos foi... céus, você sabe. Eu adorava você. Era o melhor amigo do mundo todo.
[...]
Sinto sua falta, amigo. Sinto de verdade. Há umas muitas e muitas vezes em que fico querendo voltar no tempo, ainda brincar com você, ainda ser sua melhor amiga, ainda poder te chamar de 'titio' como meu pai te chamava. Tá, você não gostava, mas era engraçado te ver fazer bico, eu ficava rindo e rindo e rindo. E isso só te irritava mais e mais. Porém, nós nunca brigamos, né? Nunquinha.
[Pensar nisso, ao mesmo tempo que dói, me dá uma sensação boa no peito. Eu ainda te adoro, Ian.]
É só que é estranho, saber que... não somos mais aquelas crianças. Sequer somos amigos. Ou talvez ainda sejamos. Eu dizia que seria sua amiga para sempre, espero não ter mentido. Não apenas para você, mas para mim mesma. Queria poder ver o mar contigo e falar dos peixes e dos barcos. Lembra? Nós fingíamos que sua cama era um barco e então, íamos para todos os lugares da Terra. Eu e você - amigos. Será que você ainda pensa - lembra - dessas coisas todas? Acho que sim, você era um menino legal.
["AAH! Um tubarão!" e "Nade! Nade! Ligue os motores do barco! Ele vai nos pegar! AAAAH!" ou então: "Titio!" e "Não sou titio!" ou "Você viu a cara do Itachi?!" e "Eu gosto do Kisame, já disse!" - Sinto saudades de ser sua amiga.]
Eu ainda sei onde é aquele seu prédio vermelho, perto da minha escola. Ainda penso em você quando vejo a praia de noite: Não foi lá que nós levamos seu cachorro para passear e depois comemos milho? Mesmo eu detestando milho? Caramba, às vezes tenho vontade de te ligar, Ian. Mas o que eu iria dizer? O quê? Quando foi a última vez em que nos falamos? Ano passado? Retrasado? Por telefone? Por uns minutos? Não há mais tempo, titio. Acho que nós dois sabemos.
["Meu chinelo vai cair! Vai cair!" e "Não dá para deixar cair agora, estamos em um teleférico!" e "Ai, meu Deus, aquilo lá é uma cobra?!" e "É claro que não, é um cipó!"]
É, você era o melhor amigo do mundo todo. Estou com uma sensação estranha, não sei se você entenderia. Talvez sim, talvez não. É algo entre uma vontade desgraçada de chorar e uma vontade imensa de sorrir. Eu disse, Ian, que lembrava de tudo.
["Clube dos Macacos? Tem macacos lá?" e "Claro que não, deve ser só o nome." e "Então vamos ficar olhando para as árvores!" e "Oba! Piscina!"]
Eu juro por todas as conchinhas do mar, pelo seu golfinho de pelúcia que não vou esquecer. De nada. Porque, você sabe, eu te adoro. Não importa a distância. Nem o tempo. Nem mais nada.
["Me diz uma palavra que comece com 'c' e termine com 'u'!" e "Eeeer...." e "Sua pevertida! Céu!"]
Eu lembro de todas as nossas aventuras. Mais do que isso: eu lembro de você.
Pelos velhos tempos, titio,
A.
PS: Obrigada por tudo.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Dear diary, you'll never believe what happened to me today!


Querido diário,
Ele me olhou nos olhos, sabe? E meu coração fez um som engraçado, como se estivesse cantando. Acho que nunca fiquei com tanta vergonha quanto naquela hora, o sangue foi direto para o meu rosto. Aposto que ele sabe a verdade. Quero dizer, que eu gosto...Tá, que eu adoro ele. Porque meu coração bateu tão alto que todo o mundo deve ter ouvido, isso tudo só porque os olhos dele ficaram grudadinhos nos meus. E, poxa, eu não sabia que o tempo podia passar mais devagar. Foi bom.
Querido diário,
Ele abraçou uma menina hoje. Ele sempre faz isso. Abraça todas as meninas e sempre, sempre me ignora. Acho que o irrito. Lembra do meu coração palpitando? Tá doendo. Meus olhos ardem e eu sinto ciúmes do que nem é meu. Será que eu estou ficando doente? Eu pedi um abraço e por um momentinho só os dedos dele correram pelas minhas costas. Ele perguntou porque eu estava triste, mesmo não acreditando.
[Como poderia? Eu sempre fico sorrindo quando estou abraçada a ele!]
Eu menti qualquer coisa. Ele franziu o rosto como se me achasse louca. E foi isso.
Meu coração fica batendo fraquinho, fraquinho. Acho que odeio cada uma daquelas outras garotas.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

I love the way that you lie

Tem muita coisa ruim no mundo, às vezes até piores que prova de matemática ou que aqueles dias de maré vermelha e existem pessoas que preferem ver o lado colorido das coisas. Até umas duas semanas atrás eu era uma dessas pessoas, mas também tem vezes em que não dá para ignorar, sabe? Às vezes tem tanta coisa ruim acontecendo que dá até vontade de ficar na escola, só para ver se os números, letras e tudo o mais não derretem os problemas que nem costumam derreter nosso cérebro.
Eu costumo detestar muita coisa: Matemática, Química, feijão, multidões, praia, espirrar, agulhas, exames médicos, risadinhas, celular sem bateria, acordar cedo, brigas...A verdade é que sou tão chata que seria bem mais fácil ficar falando das coisas que gosto, mas uma das coisas que entra no topo da minha lista é hipocrisia.
Cacete, tem coisa mais detestável que hipocrisia? E notem que eu nem vou comentar qualquer coisa relacionada a corrupção, sociedade...Essas coisas, sabe? Pefiro falar do que aconteceu comigo, há duas semanas atrás, quando senti na pele e, ah, marcou.
Combinamos um almoço lá em casa com uma semana de antecedência, seria a primeira vez após um mês. Legal. No dia, faltando...Trinta, quarenta minutos, tudo vai pelo ralo. Desmarcado. Beleza, sabe? Tinha teste no dia seguinte. De matemática; totalmente perdoável, principalmente porque eu mesma não lido bem com os números. Então, aconteceu.
Descubro, com meus próprios olhos, que não havia estudo algum, apenas um almoço na casa de uma outra amiga, apenas uns risos da minha cara de idiota.
E você poderia dizer que nem é algo tão grave e em outros tempos eu concordaria, tivesse essa sido a primeira vez. Mas não foi, sequer foi a segunda ou a terceira. E eu tentava levar numa boa, mas a cara de pau das pessoas é tão grande que me dá vontade de gritar.
Às vezes penso que o ser humano é um bicho inútil.
É revoltante ficar ouvindo puxasaquismo, me irrita fingir que está tudo bem quando tudo está tão caótico quanto o meu armário da escola. Eu detesto hipocrisia e, nossa, falsa amizade para mim é um pecado tão mortal quanto estragar um livro. Uma coisa é ter cara de pau para falar a verdade, levar uns tabefes e sair com estilo, outra é ter cara de pau para montar uma história toda só para ver se acaba se saindo bem. Tenho nojo dessas pessoas que falam de amizade como um padre falando de Jesus e quando são postas à prova vem com o ditado: "Amigos, amigos, negócios à parte."
Hahaha, mas o pior da história não é esse, sabe? O pior da história são as pessoas como eu que ficam com peninha de acabar com uma amizade que não existe, são as pessoas que seguindo a lógica de Albus Dumbledore tentam e dão um jeito de acreditar no melhor das pessoas. Se eu não fosse tão mané isso não teria acontecido. Agora quando eu olhar aquele diabo de copo d'água pela metade, ele sempre vai estar meio vazio.
É, obrigada pela parte que me toca, amiga.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

L.O.L

ANIME/MANGA NERD

[x] Você assiste anime.
[x] Você lê mangá.
[x] Você compra/coleciona DVDs de animes.
[x] Você tem algum outro tipo de mercadoria relativa a anime/mangá.
[x] Você já se referiu a um personagem de anime/mangá como 'hot' antes.
[ ] Você já fez cosplay. (AINDA não)
[ ] Você fez isso em público.
[x] Você já esteve em uma convenção de anime/mangá.
[x] Você criou/se juntou a um fanclub de algum personagem de mangá/anime.
[x] Você criou/se juntou a um grupo de haters de algum personagem de mangá/anime.
[ ] Você surtou ao descobrir que alguém tinha o mesmo nome que um personagem de anime.
[ ] Você gosta de desenhar anime. (Não, mas queria saber! 8D)
[x] As pessoas te conhecem como 'cara do anime'. (‘A. Narutoooo!’ É, é assim que me conhecem e...Cacete, existe muito anime melhor que anime. Não podia ser A. Blood Plus? A. Hetalia? A. KHR?)
[ ] Você sabe que se pronuncia 'mawnguh' e não 'manga' como se escrebe. (Eu falo ‘mangá’ com acento no ‘a’ mesmo, beijos.)
Anime/manga nerd: 09/14

ART NERD

[x] Você gosta de artes.
[x] Você se considera um artista.
[ ] Quando usa material de artes, a marca deles importa para você.
[ ] Você tem uma marca favorita.
[ ] Você pediu material de artes no Nata/aniversário.
[ ] Você dá desenhos de presente para as pessoas.
[ ] As pessoas te pedem por seus desenhos.
[ ] Você é conhecido como o 'cara das artes' na sua escola.
[ ] Ao invés de só 'marrom' ou 'rosa', você seria específico: 'marrom sienna' ou 'rosa blush '.[Hã?] [ ] Você teve aulas de Artes fora da escola. Tipo um curso.
[x] Você já considerou uma carreira como artista.
[x] Seus papéis de escola são todos cobertos de rabiscos .
[x] Você tem um artista favorito.
[x] Seus desenhos já foram emoldurados.
[ ] Você carrega um caderno de desenho pra todo lugar que vai.

Art nerd: 06/15

MUSICAL NERD

[x] Você toca um instrumento musical. (Tocava piano. Esqueci quase tudo. Tá, mentira, só preciso lembrar de como se lê partitura e volto a ser como antes.)
[x] Você toca mais de um instrumento. (Eu improviso na flauta, serve?)
[x] Você gosta de tocar seu instrumento.
[x] Você deu um nome para seu instrumento. (Lily. Como meu antigo óculos. E sim, é por causa da Lily Evans. Mas agora também pode ser por causa da Lily Allen.)
[x] Você já participou de atividades extra-curriculares com seu instrumento.
[ ] Você é conhecido pelo que toca.
[x] Você ouve música clássica.
[ ] Você se pergunta se ela é do gênero clássico ou do período clássico.
[x] Você tem um compositor favorito.
[ ] Todos os seus amigos são de bandas/corais/etc.
[ ] Você escreve música.
[x] Você discute sobre música com seus amigos; compositor favorito/instrumento favorito/período musica favorito/etc.
[x] Você já considerou carreira profissional na música.
[ ] Você nunca fica nervoso de cantar para os outros.

Musical nerd: 09/14

VIDEO GAME NERD

[x] Você joga videogames.
[ ] Você tem mais de 4 sistemas diferentes de videogame. (Só dois. Play Station 2 e Wii.)
[ ] Você já teve debates sobre qual sistema de jogos é o melhor.
[ ] Você joga videogames todo dia. (Jogava mais. Agora perdi a mágica. 8D)
[ ] Você já jogou videogame por mais de dez horas.
[x] Você tem músicas dos seus jogos de video game favoritos no seu MP3/iPod.
[ ] Você ama falar sobre videogames.
[ ] Você memoriza datas de lançamentos de jogos.
[ ] As pessoas te conhecem como 'o cara do videogame' (achei que essa tradução era melhor).
[x] Você passa mais tempo com videogames do que com seus amigos. (Óbvio. Sou uma anti-social, lembram?)
[ ] Seu videogame fica em seu quarto, sem contar os portáveis como o DS. (Era o videogame ou o computador ;-;)
[ ] Você tem preferências quanto à empresa que produz seus jogos.
[ ] Você já teve debates sobre qual empresa é a melhor.
[x] Você fica jogando um jogo até zerar.
[ ] Você fica bravo quando descobre que alguém olhou códigos para passar de fase na internet.(Não, porque eu já fiz isso. (6’))

Video Game nerd: 04/14

Empatou. O pior é que achei que eu seria nerd de Anime e Mangá. FAIL.

Because I have pictures to burn, just like Taylor Swift

Quem é você?
O que te faz sorrir?
O que te faz chorar?
Qual é sua cor preferida?

Qual sua melhor lembrança?

Sua música?

Qual seu filme?


Qual seu pecado?


Qual sua vitória?

Qual o seu cheiro?

Qual o seu esporte preferido?



Qual é o seu hobby?


Qual é seu livro preferido?


Qual sua bebida preferida?



E sua frase?


Você tem um sonho?



Meme adaptado daqui: :B

terça-feira, 24 de agosto de 2010

I don't have to explain


Não que eu acredite (muito) no Cupido, mas costumo achar que ele é um desgraçado muito do sádico, sabe? Se não for, precisa de óculos. Porque é cada um que me aparece que chega a dar vontade de sentar e chorar um rio ou dois. Juro que se eu pudesse, me apaixonava por aquele cara lá, aquele que vale a pena. Aquele que gosta de mim. Então, coração, sossega quando for olhar para o outro. Sossega e finge que não viu. É mais fácil.
[Quem disse que o Cupido deixa?]

30 Letters - Your Crush

D.G.F.C.S (popularmente conhecido como T.S.H),
Não era para ter sido você, entende? Porém mesmo assim, mais de uma vez pego-me imaginando nossos dedos entrelaçados e The Calling tocando ao fundo, como naqueles filmes com os quais costumo implicar. Passo minutos olhando para o nada, a cabeça em um mundo onde o amor é justo e você me ama de volta. Não há dia em que não lembre daquelas falsas esperanças - talvez eu ainda acredite nelas e não há olhar seu que me faça...Sabe? Esquecer você.
A verdade é que eu gosto de você. Gosto bastante, mas ainda não o amo, ainda bem. Já amei, sabe? Não me fez bem. Amar não é tão legal quando não se é amado de volta e, céus, você não sabe o quanto eu tenho medo de acabar amando você um dia! Seria cruel demais. Seria mais cruel do que ver seu sorriso todas as manhãs para as outras pessoas, seria mais cruel que saber - e ter a certeza - de que nos afastamos, mesmo nunca tendo sido muito chegados. Seria muito, muito mais cruel do que ficar lembrando do quanto você era bonzinho comigo e passou a ser...Bom, indiferente.
Lembra? Teve uma vez em que nós dançamos. Não que tenha sido uma dança, lembro-me apenas de ter sido empurrada para cima de você, dos nossos dedos entrelaçados, da minha cabeça encostada no seu peito - ou barriga, você é bem mais alto que eu, de quando você se abaixava para eu poder beijar sua bochecha, de quando você sorria para mim, de quando você bagunçava meu cabelo, de quando você não se importava de eu ser sua stalker.
Agora tudo meio que parece diferente e de meio amigo do qual eu gostava, você se tornou aquele cara com o qual nunca terei uma chance. Não que houvesse qualquer chance antes, mas há alguns meses eu pelo menos podia acreditar.
Ás vezes penso que você já sabe e que por isso se afastou. Aí novamente o coração bate mais forte e me forço a acreditar que você não quer me magoar. Paixão não correspondida dói no fundo do peito, sei disso muito bem. Então talvez eu seja uma masoquista, não é? Então talvez um dia eu me machuque tanto que fuja de tudo e de todos, talvez um dia eu aprenda a lição. Não que a culpa seja sua, é minha e tão somente minha por só gostar daqueles caras bonzinhos demais para gostar de garotas como eu. Para se apaixonarem por irmãs mais novas.
Então, eu não te odeio. Claro que não. Mas também não te amo, claro. Por isso não faça isso comigo, não me faça amar você. É só que...Não era para ser. E eu deveria ter entendido isso de início. Mesmo assim, obrigada por ter me dado algo em que acreditar.
Da garota que gosta de você,
A.
PS: Tenho que parar de acreditar em contos de fadas.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

30 Letters - Your Best Friend [Parte 3]


Karamelle,
Quando eu estava cheia de problemas e me afogando em lágrimas, foi você quem veio correndo me dar um abraço, não é? Quando eu fugia para a sua casa e quase morria de alergia ou quando eu ligava e mandava mensagem para a gente fazer alguma coisa, eu fazia porque sabia que com você eu poderia contar. Não por você ser uma verdadeira mosqueteira de minissaia, mas porque você é minha amiga, não é? Uma das melhores, quero dizer, se não fosse, não estaria aqui. Tá, tá, também foi porque você é uma verdadeira mosqueteira de minissaia.
Porém, você, mais do que qualquer outra pessoa, foi quem estendeu a mão para mim, me deu um abraço, me animou e gritou muito, muito mesmo. - Não para brigar, é claro, você só é meio surda mesmo. Opa, desculpe. - Poxa, Karamelle, lembra dos corações coloridos dos quais te falei? Daqueles que eu fazia na aula? Os corações coloridos? Eu disse que eles salvaram minha vida, mas você fez muito mais que eles.
Você foi minha amiga quando eu mais precisei. Existe uma frase que eu vi no DeviantArt que me lembra você, sabe? Apesar de ter a imagem de um monstrinho verde. Todos sabemos que você é meio cachorro, não meio marciana. Essa sou eu, pergunte ao Marcelo. Enfim. A frase: "Ás vezes, quando eu digo que estou bem, só quero que alguém me abrace e diga: 'Eu sei que você não está.'" E, nossa, isso me lembra demais você. Por todos os abraços, risos, gritos, micos, tapas, festas, fanfics, sonhos, pernoitadas...Por tudo isso e mais um pouco, Karamelle, obrigada.
Porque eu não sei o que eu teria feito sem você. Quero dizer, eu estava sozinha. Tinha brigado com a F., com a L., não tinha mais nenhuma amiga tão próxima, só você. E eu fiquei completamente apavorada, o que eu faria se você brigasse comigo? Cacete, você me conhece e sabe que eu sou dramática, mas eu tenho quase certeza de que me jogaria de uma ponte. Então, você ficou toda irritadinha como sempre e se não estivessemos nos falando pelo msn, acho que você teria colocado as mãos na cintura e me olhado com uma cara tão zangada que eu teria gritado pela minha mãe, eu estava preparada para ouvir muito e, bem, você disse que seria minha amiga para sempre, que nunca ia me deixar na mão.
Me permite outra frase? "Era tudo o que eu queria ouvir, era tudo o que eu queria ouvir...!" - Essa eu roubei do livro 'Uma Professora Muito Maluquinha', do Ziraldo. É, gêmea siamesa, era tudo o que eu queria [e precisava] ouvir, sabe? Eu precisava de uma amiga e tinha você bem do meu lado. Obrigada.
Isso porque eu não mencionei nossos surtos, desenhos, pares, planos, histórias, piadas, implicâncias e...Nossa, é tanta coisa, Karamelle. Quisera eu poder dizer o quanto você acabou se tornando importante para mim, uma...Bem, uma gêmea siamesa de verdade. Eu nunca poderei agradecer o suficiente por você ter ficado do meu lado, nunca poderei dizer o quanto você é minha amiga. E eu sei que ainda falta tanto para dizer...! Mas não dá, não em palavras. - Acho que é por isso que eu te abraço tanto.
Então, vamos cumprir nossa promessa mesmo sabendo que não precisava avisar. Vamos ser amigas para sempre, Karamelle.
Com milhares de beijos de caramelo,
A.
PS: Eu te amo. ♥

About the art of writing

Ela abre aquele Word antigo e fica olhando a página por segundos que são eras e eras e eras, então digita com violência e ansiedade e mais uma vez castiga o teclado do computador por seus bloqueios criativos, xingando-se por não ter escrito aquela tal históira quando a ideia ainda era fresca na memória, então grita com Deus e o diabo em pensamentos e corre para pegar um livro em seu quarto, um livro da prateleira - porque aqueles livros são os seus preferidos, cujos os autores ela admira tanto que poderia beijar-lhe os pés milhares e milhares de vezes.
Volta para o escritório e estreita os olhos para a tela do computador, as páginas do Word com poucas frases, se não em branco. Ela abre o livro em uma página, vê o modo como o autor escreve, pensa por minutos, horas, milênios, então inspira-se para escrever - não para ela! Mas para os livros, é claro! E escreve e apaga e escreve mais uma vez e apaga tudo de novo. Mas continua escrevendo, por mais que odeie cada letra.
~*~
Definitivamente, não gosto do que escrevo. Na realidade, detesto e talvez eu odeie ainda mais o Word por me encantar com aquela página em branco e ao mesmo tempo sugar todas as minhas ideias para escrever. Não que isso aconteça só comigo, acho que todo escritor deve entender como me sinto. Não que eu seja escritora. Ainda, é claro. Porém sinto-me tão infantilmente bem que quero fazer da escrita, minha vida, meu trabalho. - Infelizmente apenas nas horas vagas, autores desconhecidos e escritores de primeira viagem precisam de outro emprego ou morrem de fome.
Sei lá, ainda posso trabalhar em uma Editora ou ser professora de Literatura. Eu apenas preciso...Ficar perto dos livros. Porque, bom, tirando o Jack e o Cornelius, os livros foram meu primeiro amor e após anos de dúvida, sonhando acordada com meus futuros trabalhos [astronauta, desenhista, professora, modelo, veterinária, maestra, pianista, jornalista...], encontrei-me em nas letras, nas páginas, no grafite da lapiseira, nas teclas de um teclado, nas páginas [em branco] do Word.
Não que eu esteja achando que serei grande coisa, já disse que detesto o que escrevo, que acho que não tenho talento - só escrevo um pouco melhor que uns poucos porque sempre gostei de ler. Porém ensinaram-me que tenho de trabalhar com o que gosto e, bem, eu amo escrever.
Então...Por que não? Tá, existem os bloqueios criativos, existe a falta de dinheiro, de ideias, de talento, de paciência, mas ainda existe o prazer, a paixão, o vício, a vontade, a escolha, a determinação. Eu não desejo ser escritora, eu quero ser escritora. Porém, não apenas digitar umas palavras legais e entregar para uma editora famosa, quero encantar palavras e ser uma verdadeira contadora de histórias. Porque essa sou eu e é isso o que eu amo.

Hasta la vista, drama queen!

Quer saber de uma coisa? Eu cansei disso. Dessa imagem preta e branca, depressiva, dramática, essa coisa toda de 'sou-uma-pobre-garotinha-chorona-por-favor-me-salvem'. Não, cara! Chega! Chega de drama! Chega de choro! Chega de ser quem não quero ser! Joga o passado no vaso sanitário e dá descarga, retoca o lápis de olho, faz cara de quem sabe o que quer. Apenas dê um fim às lágrimas e olhe para frente, há toda uma vida agora, há toda uma juventude de erros que estão lá para serem cometidos e para ensinarem qualquer coisa, cara. Só...Chega de drama!
Chega dessa história de quem está prestes a cortar os pulsos, existem coisas ruins e cacete, a gente passa por elas por toda uma vida! E só depende de nós transformar tudo em uma tempestade ou em uma chuva gostosa de Verão. Então, chega de se fazer de vítima, de chorar pelos cantos, de escrever só sobre os sentimentos ruins, chega de se achar um lixo, de se arrepender do que não fez, chega de ser estúpida, chega de olhar para o passado, porque o passado não existe, nem o futuro, nem nada além do agora.
Eu não sou assim. Eu fui fraca, sei disso, mas não era eu quem dizia que daria a volta por cima? Então vou respirar fundo e me levantar. Vou ser quem eu realmente quero ser, porque apenas eu posso me dizer o que fazer, quem quero ser, o que quero. Chega disso tudo, adeus para você, rainha do drama.
"A vida é uma vadia, dependendo de como você a veste."


domingo, 8 de agosto de 2010

30 Letters - Your Best Friend [Parte 2]


Tom,
Cara, lembra de como a gente se conheceu? Eu cheguei lá no Teatro com a maior cara de pau e simplesmente conversei com você como se já fossemos íntimos, né? Sei lá, quem estava olhando devia achar que eu estava totalmente dando em cima de você, se bem que no começo eu dei um pouquinho mesmo e - veja só! - de Romeu e Julieta pulamos para os Três Mosqueteiros que são só dois.
Era de se esperar que depois de eu ter sido tão insana, você sairia correndo e gritando pela polícia, não é? Acabou que em uns dois, três meses, você não era só um cara legal que eu conheci no Teatro, era meu melhor amigo. Era o cara legal que eu conheci no Teatro e com quem eu podia surtar e rir e contar tudo sobre qualquer coisa, porque eu sei que posso confiar em você, Tom. Era quem acabava me entendendo apesar de eu ser tão infantil e aleatória. Você era meu Romeu, lembra? Mas eu nunca teria um caso amoroso com você. Não pelo o que você está pensando, mas porque eu nunca estragaria nossa amizade. Seria triste demais.
Mas seria triste demais até mesmo para uma tragédia, quero dizer, seria cruel comigo e que os deuses queiram, com você também. Perder um amigo tão divo e fofo e feliz como você seria não apenas trágico, mas iria me magoar de verdade. Porque eu confio em você mais do que eu sonharia em confiar em alguém que eu conheço há tão pouco tempo, sabe? E, sério, você é mais meu amigo do que pessoas que eu conheço desde a época em que eu era uma criança.
Porém, mais do que isso, você é minha alma gêmea, né? Meu irmão filho de outra mãe, sei lá, coisas desse tipo. Acho que no fundo você entende, porque você sempre dá um jeito de me entender. E eu sei que não estou falando coisa com coisa, eu sei, mas é que eu tenho tanta coisa para falar que troco tudo.
Já mencionei o quanto temos em comum? O quanto eu me divirto com tudo o que você diz? O quanto eu quis bater naquela vadia e naquele outro lá? Tá, eu não sou grande coisa com minha grande altura, mas por você eu teria pego uma vassoura e quebrado eles. Você sabe que pode contar comigo, que eu vou me vestir de cavaleiro para te salvar de...Qualquer coisa que te aflija, colega.
É que, sei lá, eu sei que posso acreditar nessa amizade. Eu sei que posso acreditar em você. E que os deuses façam com que você acredite e confie em mim, né? Só para variar. Não. Sério. Valeu por tudo, Tom. Hoje e sempre.
Que um Incubus te visite hoje a noite,
A.
PS: Você foi o melhor namorado de fachada que uma garota querendo fazer ciúmes no cara que gosta poderia pedir.
PS²: Apaga o fogo na pista com o cabelo, seu perigoso! -q

30 Letters - Your Best Friend [Parte 1]



F.,
Nós passamos por muita coisa, não é? Será que agora você me odeia? Ás vezes eu penso que no fundo, você quer mesmo desistir de mim e fingir que nunca me conheceu. F., sabia que esse é meu maior medo? Estou sendo egoísta, eu sei, em pensar que você não pode simplesmente esquecer nossa amizade. Sei que não tenho o direito de chamá-la de 'nee-san', que sequer posso pedir desculpas.
Mas também sei que me dói saber que um dia podemos já não ser amigas. Aliás, falar que dói é pouco. F., eu sei que já te disse isso e talvez pode não significar nada para você - como poderia?! Fui eu quem mais te machucou, não foi? - mas, eu preciso repetir isso todos os dias, mais para mim do que para qualquer outra pessoa: F., você é minha melhor amiga.
E é por isso que eu me desespero por qualquer coisa, entende? Eu tenho medo de que um dia você simplesmente se canse. Isso já aconteceu tantas vezes...! E todas as vezes doeu como se fosse a primeira. Porém, F., se um dia nós não formos mais amigas, se um dia tivermos de dizer adeus, afirmo com todas as certezas de que vai me machucar tão profundamente...Tão profundamente que...Não sei. Eu posso ter todas as amigas do mundo, mas nunca seria a mesma coisa sem você.
Lembra, F.? Lembra de 'Siga a Estrela'? Você disse que ficou muito Regulus e Sirius, lembra? Na verdade, eu escrevi pensando na gente, sabe? Nunca foi questão de inveja, agora eu vejo, é só que eu te admiro demais, não por você ser você, mas por você ser a melhor amiga que eu nunca vou merecer.
Como eu poderia? Não foi você quem primeiro se preocupou? E o que eu fiz para você, F.? O quê? Eu te machuquei de novo e de novo como a pior amiga que alguém pode ter. Eu queria tanto poder...Desistir, sabe? Poder dizer que não vai fazer diferença. Só para poder te proteger como uma boa amiga, sabe? Mas não dá.
Desculpe, desculpe por toda a eternidade, F., mas eu não posso perder a sua amizade, perder a primeira pessoa que se preocupou comigo, não posso fingir que você não é minha melhor amiga. Me desculpe, eu sei que não mereço nossa amizade, que eu não mereço nada, mas dói demais. Dói perder uma amiga, mas dói muito mais perder uma irmã.
Vamos, vire a cara, me odeie, ignore tudo isso. Na verdade, é o que eu mereço, não é? F., se eu pudesse voltar no tempo, eu consertaria tudo o que fiz, só para ter mais lembranças felizes, sabe? Quero dizer, mais lembranças felizes.
Você se lembra? Dos abraços, dos risos, daquela vez em que eu chorei? [Foi um pouco antes de nossa primeira briga.] Lembra das conversas no msn? Das fanfics? Dos originais? Das discussões com músicas? Das piadas internas? Da vez em que eu disse que era sua gêmea por mais que soubesse que era meio ridículo e que você - talvez - nem ligasse? Lembra, F.? Da época antes de eu estragar tudo?
Então pense nela com tanto carinho quanto eu penso. Porque eu preciso lutar por essa amizade, pelo meu porto seguro e mais que isso, pela minha melhor amiga-irmã que eu nunca acharei igual. Não deixe, F., que isso acabe. Não esquece daquela garota chata que vai todo recreio te dar um 'oi' e um abraço. Mas lembra de um jeito bom, lembra de mim como uma amiga. Por favor.
Porque eu nunca, nunca vou me esquecer de você, sabia? Nunca. Eu sei que falo demais isso, mas você é minha melhor amiga, juro de pés juntos e ajoelhada no milho, você é minha melhor amiga-irmã-camarada. Então, eu te prometo que apesar de tudo, nunca vou te odiar, nunca vou te esquecer e mesmo que Deus e o diabo apareçam na minha frente, comprando briga, eu nunca, nunquinha mesmo, vou esquecer de você, da nossa amizade, de nada.
Então, por favor, prometa-me que irá lembrar de mim. Prometa-me que seremos amigas para sempre. É tudo o que preciso para saber que não perdi você como perdi tantos amigos.

Obrigada por tudo,
A.
PS: Eu te amo. ♥

Thank you, Shakespeare...♥

"Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se. E que companhia nem sempre significa segurança. Começa a aprender que beijos não são contratos e que presentes não são promessas.
Começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.
Aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão. Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo.
E aprende que, não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam. E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai ferí-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.
Descobre que se leva anos para construir confiança e apenas segundos para destruí-la…
E que você pode fazer coisas em um instante das quais se arrependerá pelo resto da vida. Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida.
Percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos. Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa… Por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas; pode ser a última vez que as vejamos. Aprende que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser.
Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto. Aprende que não importa onde já chegou, mas para onde está indo… Mas, se você não sabe para onde está indo, qualquer caminho serve.
Aprende que, ou você controla seus atos, ou eles o controlarão… e que ser flexível não significa ser fraco, ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem, pelo menos, dois lados. Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências. Aprende que paciência requer muita prática.
Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se. Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou. Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha.
Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens…Poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.
Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame não significa que esse alguém não o ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.
Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, em vez de esperar que alguém lhe traga flores.
E você aprende que realmente pode suportar… que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida! Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar se não fosse o medo de tentar."
[O Menestrel; William Shakespeare]

Take a breath, count to three and get ready!

Sinceramente, eu preciso - e quero! - fazer isso, não por eles, por elas, por qualquer outra razão que não seja por mim mesma, para que eu e tão somente eu tenha a certeza de que mudei, de que cresci. Não em tamanho ou corpo ou aparência, mas em personalidade, sabe? Quero não deixar de ser quem eu sou, mas ser o melhor que posso ser.
Porque dói como doem facadas e tapas e chutes ouvir as pessoas sussurrarem sobre o quanto você está em pedacinhos e acabada e triste e fraca e frágil e morrendo, porque dói saber que no fundo você está morrendo de verdade, mas está lutando com garras e dentes para continuar. Porque dói saber que os outros não sabem quem é você, dói não ter mudado após tanta tempestade.
~*~

Então eu respiro fundo e tento não pensar nos gritos de pavor do meu cabelo. É, Brance de Neve, é agora ou nunca. Você vai mesmo fazer isso? Vou, ah, eu vou...! É, eu vou tingir o cabelo. De ruivo.
Para mostrar para todo mundo que as lágrimas secaram com o calor do vermelho, que a garota se encolhendo em um canto se levantou, jogou os cachos para trás e entrou na pista de dança, que ela saiu nadando na tempestade e sobreviveu, mesmo que meio tonta e afogada. Sacou?
É só que eu estou cansada de ficar levando tapa na cara, de saie sonhando acordada e levar um balde de água fria, pense no meu futuro cabelo ruivo como um símbolo, tipo quando aquelas mulheres lá nos EUA queimaram os sutiãs.
Não que eu seja tão radical assim - tá, talvez eu seja. Só preciso de alguma coisa física para me apegar, para sair mostrando para todo mundo como se fosse uma evolução Pokémon ou qualquer coisa assim. Sei lá.
Não. Não estou copiando a Samanta Simon, personagem criada por Meg Cabot, estou...Sei lá, um pouco de feminista radical, emo em desespero, alternativa querendo mudança e uma garota meio vaidosa que eu nem sabia que eu era.
~*~
Ai, cacete, respira fundo.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Stop crying your heart out

[Você olha para os lados e chama por alguém. Você grita e grita e chora e chora e não há ninguém. Você grita por socorro, você chora lembranças, sussurra nomes, estende os braços e cai e cai e cai. Porém ninguém vem, ninguém te ouve, só o silêncio e os medos. Então, você entende que está sozinha e um peso te joga de joelhos no chão, quando você olha para cima, não existem mãos te levantando. Há o nada e há o medo. Você grita de novo e a solidão te agarra e te mata aos poucos.]
Então você olha em volta e se vê sozinha. O mundo nunca lhe pareceu tão grande, não é?

sábado, 17 de julho de 2010

Can You Hug The Tangerine? Yes, I can.

Obrigada, Morg, era...Era tudo o que eu andava precisando ouvir, entende? Era de tudo o que andava precisando, um motivo para chorar de alegria, um motivo para me sentir bem e segura em relação à uma amizade só por uns segundos, sabe? Então, obrigada. Por ser minha amiga, por ter ficado do meu lado sem saber que eu estava precisando. Eu amo você, Morg. Seremos amigas para sempre, não? E iremos pegar nossas mochilas preferidas, um conversível roubado e iremos conhecer todo o Brasil. Como naqueles filmes, não é? E depois iremos para Cuba e ninguém - ninguém mesmo! - vai nos segurar! Deixaremos Dionísio orgulhoso e Hermes enlouquecido...E depois escreveremos as melhores histórias, óbviamente! Obrigada, Morg, por me fazer confiar tanto em você. E nada, nada vai acabar com os meus sonhos infantis, não é? Nós faremos isso tudo, não é? Obrigada, Morg. Por ser minha amiga.

O msn bobão não salvou a mensagem que você mandou, se não eu colava aqui e pronto.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

I understand, you really hate that bitch. Now, shut up and kiss me.

Ele entrou chutando a porta, jogou a jaqueta de couro no sofá, resmungou alguma coisa muito, muito feia sobre o mundo e simplesmente se deitou com a cabeça no colo dela. Foi isso, não lhe dera sequer um 'oi', nem a olhara nos olhos. Se não fosse sexta-feira e ela não estivesse muito feliz porque Amanda viria perturbá-la de novo dali à algumas horas, teria chutado o deus para o chão para que uma de suas gatas o comesse vivo.
"Oi, Ares." - O deus da guerra lhe respondeu com algo entre um rosnado e um resmungo. Ela se esforçou para sorrir. - "Deixe-me adivinhar. Afrodite?"
Ares olhou-a com as íris vermelhas como sangue. Fez que sim com a cabeça e se virou, o nariz roçando na barriga da garota. Ele pode sentir o cheiro da pele morena dela, por um segundo, se acalmou quando ela prendeu a respiração.
"Detesto aquela mulher."
"Faz muito bem, ela não presta. Ninguém que goste tanto de rosa pode ser boa de coração." - As mãos dela passeavam pelo cabelo negro dele sem percerber, o homem capaz de edxplodir um dragão com os olhos que entrara em sua casa agora parecia mais um daqueles cães enormes, mas bem mansinhos. Ela conteve um risinho, mas ele sequer percebeu, olhando nos olhos dela.
"Queria poder largá-la de uma vez para que se vire com Hefesto, não aguento mais tanta neurose."
"Relaxa." - Os dedos dela passaram para a bochecha dele. - "Um dia você acha alguém que vale a pena."
Então, uma luz se acendeu na cabeça do deus e ele se sentou em um salto, aliás, era meio bizarro um homem daquele tamanho ser tão ágil. Quando se tratava de velocidade, ela preferia imaginá-lo como um rinoceronte, não como um gato. [Mesmo que ele fosse, quero dizer, um gato.]
"Quê?" - Ela disse. - "Tem formiga no meu sofá?"
"É você!"
"Eu sou uma formiga?" - Perguntou rindo, até ter o rosto puxado até alguns centímetros do rosto cheio de cicatrizes dele. Prendeu a respiração. Ficou vermelha como os olhos dele.
"Não." - Ele revirou os olhos. - "É de você que eu estou precisando."
E ele a beijou como nunca beijou ou beijaria Afrodite, porque ele andava precisando de uma garota como ela, que fosse diferente de todas, mas que não fosse diferente dele. Uma garota para ele amar de verdade, só para variar.

I'm sorry for protecting you.

"Raiza, espera." - Hermes sussurrou e sua voz era tão delicada quanto seu toque no pulso da garota e quase tão triste quanto o canto de Orfeu, tivesse ele sabido que ela nunca fora e nunca seria como as outras meninas de sua idade. Ao menos, ainda havia tempo para consertar um erro que aos olhos de um deus era tão bobo quanto seus sorrisos para ela, mas ao mesmo tempo tão grave, tão terrível aos olhos dela, que era humana. - "Por favor, não vá."
"Por quê?" - Resmungou ela, soltando-se do aperto leve e recolhendo o pulso junto ao peito. - "Vai querer me levar para casa também? Me acompanhar para todos os lugares? Ah, não, espera... - Olhou-o irritada, Hermes quase via faíscas em seus olhos escuros. - ...Você já faz isso! E quer saber, Hermes? Eu estou cansada disso tudo, de ser tratada como criança. Vá embora e nunca mais..."
Porém, Raiza nunca conseguiu completar o que ia dizer, vendo-o tão abatido e tão, tão, tão triste quanto...Bom, quanto ela. Então soltou os sapatos na grama molhada, cruzou os braços na altura do peito, respirou fundo e franziu o cenho, da mesma forma que fizera quando se conheceram. Ele piscou, desviou o olhar, abriu a boca e nada disse por segundos. Suspirou uma, duas, três vezes enquanto ela revirava os olhos.
"E então?"
"Desculpe. Sei que exagero, que a irrito e que sou ridículo com toda essa minha obsessão por acompanhá-la, mas, Raiza, tente entender que o mundo já não é como era quando eu era jovem, tudo é tão perigoso e... - Ela abriu a boca para protestar, mas o indicador dele tocou seus lábios por um segundo, silenciando-a. - E eu não posso estar em todos os lugares ao mesmo tempo, tenho medo de perdê-la para um dos ladrões que protejo ou para Tánatos. Entende? Eu a amo."
Um minuto se passou, talvez dois. Eles não piscaram e continuaram se encarando, ecanrando, encarando sérios e tristes. Então Hermes viu algo nos olhos dela e abriu os braços no exato momento em que ela o abraçava tão forte como Héracles nunca seria.
"Pelos deuses, eu o amo!" - Disse e os dedos dele corriam por seu cabelo, sempre muito delicados quando ele deu uma risadinha satisfeita. - "E então, Hermes?"
"O quê?"
"Vai me levar para casa?"
Ele beijou sua testa.
"Sempre que desejar."

domingo, 11 de julho de 2010

The little hearts saved my life

Eu levei muita bronca, mas foi divertido ficar recortando coração, foi engraçado pedir uma folha de caderno para cada pessoa, foi legal pedir canetinhas emprestadas e foi quase gratificante ter companhia só dessa vez. E nos intervalos das aulas, eu coloria, eu recortava e...Sei lá, eu me senti bem como não me sentia fazia um tempão. Maré de azar acaba com qualquer um, mas sempré dá para dar um jeito, eu acabei descontando a raiva nos corações que ficaram tão bem coloridos que eu me enchi de orgulho de uma coisinha de nada, que criança faz com facilidade. Mas, sério, eu realmente me senti bem, mesmo que eu não saiba explicar.
Talvez tenha sido porque achei que por um ou dois segundos, recuperei uma amiga perdida por culpa do tempo, uma amiga que era só uma conhecida por vários anos e talvez porque ouvi elogios depois de passar um bom tempo só sendo criticada ou então, talvez porque lembrei-me da época em que eu era criança e os problemas eram resolvidos pela mamãe e pelo papai. Não sei, não sei. Eu só...Me senti aliviada, a vontade de chorar, de gritar, de matar alguém parecia ir embora, eu esquecia que tinha que me salvar, que dar um jeito. Colorir me parecia bem mais importante.
É só que...Não é que tenha sido legal, divertido, engraçado ou gratificante, foi...Foi mágico. Então, que meus problemas encontrem atenção no inferno que eu tenho trabalho de jardim de infância para fazer, com licença, a rainha do drama pede passagem.
[EU DISSE QUE IA REESCREVER!]

domingo, 4 de julho de 2010

God, tell me the truth.

"You were a big fish in a small pond, but this here is the ocean and you're drowning."
Por algum motivo, sempre que leio essa frase sinto meu coração falhar uma batida e um arrepio subir por minha coluna, alojando-se atrás da minha orelha. Ainda hoje, leio, leio, leio e sinto-me desconfiada. Alguém lá em cima está querendo me dizer alguma coisa.

sábado, 3 de julho de 2010

Look, dear, for the sky.

Você já parou para olhar o céu? Aliás, mais do que isso, você gosta de azul? Eu adoro azul, não é - ainda - minha cor preferida, embora um dia já tenha sido. Estou sempre mudando, na verdade. Sabe quantas cores favotitas, amadas, idolatradas, eu já tive? Nossa, incontáveis. Mas, o azul, que não deveria ser nada mais que a cor do céu, sempre - e quando eu falo sempre, é sempre mesmo! - esteve ali. Quero dizer, mesmo não estando em primeiro lugar, esteve sempre na lista. Sei lá, azul é meio mágico, né, não? Deve ser porque é a cor do céu, meio divino e mesmo sendo azul a cor que deveria me trazer o mínimo de paz interior, só consigo...Bom, gritar e pular e ter ataques. Porque, cara, é azul. E azul é azul e portanto, é azul e que se dane se eu não estou fazendo o menor sentido. Espera um dia bonito...Quero dizer, não um dia bonito, porque isso, todos os dias são. Espera dar um dia especial, sem nuvens no céu. [Branco é legal, mas engorda.]
E aí, sei lá, se pendura na janela, fica parado no meio da rua, mas olha para o céu. Só faz isso. E aí você vai entender do que estou falando, dessa mágica meio bizarra. Aliás, olha o céu e faz um esforço para entender o porquê de eu gostar tanto, tanto, tanto de azul. Mesmo que, bom, o azul não deve ser muito meu fã. Ninguém é fã de uma fã, ainda mais uma fã histérica. Mas quem se importa? Estou te dizendo. É azul. E é o que importa, afinal.

[Acho que nunca, nunquinha mesmo, escrevi um texto com tanta mensagem subliminar. Sério. Só achei que ia ficar mais legal se fosse para ler nas entrelinhas. Na verdade, a ideia veio de um comentário dele, sabe? 'Dele', quem? Ah, é. Do Azul, oras!
PS: Lembra da dica para olhar o céu? Era uma mensagem subliminar, mas leva ela a sério. Um dia, só pare para olhar o céu. É legal.
PS²: Agora, outra dica da tia. Se você gosta de fanfics, corre para o Fanfiction.net e digita 'Aoi Koufuku'. Só uma dica de uma fã.]

terça-feira, 29 de junho de 2010

The party just began, guys!

Era para ter sido apenas uma ida ao teatro com as meninas, era para ter sido uma noite normal entre elas, com seus vestidos até o joelho e os saltos altos que ela queria muito jogar longe. Definitivamente, camisas sociais, deuses gregos cheios de hormônios e – principalmente! – uma festa não estavam incluídos. [Ainda mais uma festa com vinho.]
Então, lembrar-se-ia de chutar Apolo e Amanda por aquelas idéias de última hora, de gritar muito com Hermes e Raiza por estarem certos quando disseram que ela nunca, nunquinha poderia subir em um ônibus tão tarde da noite e sair viva. [Ainda mais de salto alto.] E mais do que isso, ela tinha que se lembrar de odiar Dionísio por ter olhos tão cativantes e um sorriso tão lindo. [E por beijar tão bem!]
“Que seja, então, suas pragas.”

~*~

“Nanne, não é que você precise se embebedar... Longe disso, mas porquê ignorar o Dio? Ele vai cortar os pulsos daqui a pouco...”
“Para ele não me agarrar. Ele deve estar... Sei lá, mano, na décima terceira taça de vinho.” – Ela respondeu para uma Amanda que antes estava descaradamente se agarrando com Apolo, enquanto uma Raiza, em algum lugar, gritava para Hermes que uma ida ao banheiro não era viagem nenhuma, portanto, ele não precisava acompanhá-la.
“Poxa, fala lá com ele, vai? A Saki concordaria comigo!”
“Mas...”
“NANNE, VAI FALAR COM O DIO AGORA E...HERMES. SAI DAQUI.”
“Tá, né.”


~*~

Ela nem precisou beber nada, havia nos lábios dele vinho para toda uma vida e naqueles olhos, um brilho não pervertido, mas malicioso e, por Zeus, sensual. Pena, para o deus, que Fernanda ainda estivesse sóbria o suficiente - mesmo após tantos beijos - para estapeá-lo em meio a risos altos quando uma mão desceu mais do que devia.
Antes, talvez, ela ficasse com medo daquele olhar intenso, mas havia naquilo tudo, um sentimento que vinha à tona depois de alguns goles de vinho e beijos. E já não havia qualquer dúvida quando os braços dele envolviam sua cintura e a voz rouca dele lhe invadia os ouvidos:
“Eu amo você.”
[Ela o amava também, mas era muito para uma noite só e havia aquela certeza de que se o admitisse agora, acordaria no Olimpo e não haveria quem levasse aquelas outras duas para casa quando aqueles outros deuses e seus hormônios fora de hora acabassem passando dos limites.]

Nanne bêbada com beijos, comofas?

quarta-feira, 23 de junho de 2010

About a god that doesn't know how to date a girl.

Tênis de corrida sujos de lama, uma mochila estampada com a bandeira do Brasil, um boné do Mário e a paciência indo para o espaço.
“Está chovendo.” – Disse o deus, que naquela hora nem era deus, era só mais um cara com quem esbarrara no ônibus Minas Gerais – Rio de Janeiro e era só mais um motivo para fazê-la gritar, chamar a polícia, querer morrer. [E aquelas duas vadias da Mandie e da Nanne nem mostravam as caras na rodoviária!]
“Jura?” – Rosnou em resposta, molhada. E não era a primeira vez que quisera mandá-lo para o inferno, aquele sujeito não parara de importuná-la desde que se sentara ao seu lado. [E lá se fora sua chance de ouvir Panic At The Disco para fazer inveja na Mandie!]
“Esse seu mau humor poderia te matar, não é bom desrespeitar um deus.”
“Para começo de conversa, o tal deus está fazendo por merecer. Desde que eu sentei no ônibus, o senhor não parou de falar um instante, foi incapaz de me deixar dormir – sendo que eu acordei muito, muito cedo! – e sequer teve a noção de notar que estava me incomodando com esse seu jeito de bom moço. Aliás, está todo mundo olhando...! Sai já daqui!”
Ele sorriu para ela. Ela sorriu sem vontade, aqueles sorrisos afetados, cheios de raiva. [Opa, alguém ali precisava dormir.] Porém ele não se abalou, nem engoliu em seco como os outros caras, nem piscou e talvez, aquela paciência toda dele fosse ainda mais irritante, por mais que ela admitisse que daria uma chance se tivesse dormido mais de dois minutos. Ele era gato. Insuportável, mas gato.
“É que eu sou o deus dos viajantes, meu bem, tenho que cuidar para que você não morra em sua primeira viagem ao Rio de Janeiro!”
“Pouco me importa, Hermes, vá ajudar os mexicanos a pular o muro da fronteira com os EUA.” – A voz um pouco mais alta que o normal. O sorriso dele imóvel. Os olhos fixos uns nos outros. Ele se aproxima e...
“SAKI! SAKIII! AQUI, AQUI!” – Gritaram duas garotas que devem ter sido amaldiçoadas por Hermes e ela, Raiza, sorriu aliviada, fugindo para elas, fugindo dele.
“Espera!”
“Que é?” – Ela nem se virou.
“Se eu esperar você dormir e esse seu mau humor passar...Posso te levar para sair?”
“Só se eu nunca mais esbarrar com você em um ônibus.”
E dos gritos dela na rodoviária e dos sorrisos dele apenas para ela, vieram encontros, beijos, brigas e um sentimento bobo, bobo, bobo. De primeira viagem.
[Aliás, quem é que não se importa com a intervenção divina de vez em quando?]

Porque agora somos tão chiques que até os deuses nos querem.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

He could be the one


Uma das mãos dele em minha cintura...
A minha respiração acelerada...
O sol iluminando o sorriso dele...
Meus olhos muito bem fechados...
Ele se aproxima...
Eu fico vermelha...
Nossos dedos se entrelam devagar...
Ele vai me beijar.
Ele vai me beijar.
Ele vai me beijar.
Eu vou beijá-lo.
Eu vou beijá-lo.
Eu vou beijá-lo.
Eu definitivamente vou beijá-lo.
Ele se abaixa...
Nossas repirações, tão próximas...
Quase lá...!
Os nossos lábios se roçando...
[...]
Então, eu acordo. Tudo não passou de um sonho.
Desligo o celular, levanto, vou para o banheiro.
Estou vermelha, vejo no espelho.
E estou feliz.
Estou apaixonada.

sábado, 12 de junho de 2010

Happy Valetine's day, silly girl.

E estou aqui, olhando meu celular sem bateria, ouvindo Linkin Park no último volume, sentindo-me ridícula em meu pijama velho e com o casaco da minha melhor amiga, o cabelo de qualquer jeito, o rosto tal e qual o de um trasgo, esperando tolamente que ele me ligue. Sendo que ele não tem meu telefone. Sendo que ele agora está distante. Sendo que ele não deve estar pensando em mim como estou pensando nele, fielmente como aquelas esposas bananas de séculos atrás.
Cacete, eu nunca, nunquinha me importei com o dia dos namorados. É, que seja, eu me sentia muito mal quando via aqueles casais bizarros que andam como se fossem uma pessoa só na rua, mas superava numa boa, sem cicatrizes, sem traumas. Até me apaixonar, aí, né...Fudeu com tudo.
Porra, seu cupido filho duma puta mal amada. [Desculpe, Afrodite. Mas você é uma cachorra e aquela paixão toda dos homens por você era puro tesão.] Custava me fazer amar quem me ama? Custava? Custava atirar essa sua flecha de merda nele também? Valeu, só para saber.
Aí eu fico aqui, pensando em como seria se eu não estivesse passando o Dia dos Namorados sozinha, com aquele cara lá, aquele que eu gosto, sabe? Se ele não tivesse feito a merda toda de não me amar. Aquele pateta, desgraçado, tão absurdamente...Argh. [E eu falo isso tudo com todos os nossos momentos passando pela minha cabeça. Ao som de Linkin Park. DE LINKIN PARK!]
Pelo menos eu posso fingir que não ligo e correr para a escuridão segura do meu quarto, imaginando que ele está realmente pensando em mim. Só por uns instantes. E então, me esforçar para não cometer aquele ato de loucura. Chorar por homem. O que é uma merda bem difícil de não se cometer. [Cacete, eu amo ele. Olha só a merda em que você me meteu, Eros!]
E eu estou aqui, na pior das aparências, querendo que ele apareça por milagre na minha porta, se ajoelhe e diga que me ama. Nem precisa ter nada nas mãos, me basta um sorriso verdadeiro.
[Hahaha, acorda para a vida, garota, você não está no País das Maravilhas.]

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Jealousy


Apolo fechou seus olhos, tão azuis quanto o céu e agora chuvosos, contendo talvez um choro ou um grito de dor que jamais escaparia, incomodando o peito como uma flecha dourada.
[Pertencente ao cupido.]
E com os dedos como os de um devoto amante, acariciou as folhas do loureiro que eram também os cabelos de Dafne, os lábios apertados, os olhos escondendo um sofrimento já antigo e a pele se arrepiando com os lábios de Eros próximos a seu ouvido, sussurrando veneno bem-vindo, queimando memórias como folhas caídas.
[De loureiro.]
“Nunca se perguntou o porquê do deus mais belo nunca ter um ‘felizes para sempre’, Apolo?” – Ele disse, com os braços envolvendo os ombros do deus e com os lábios quase se encostando a sua pele quente.
“Mais vezes do que posso contar, Eros.” – Uma folha caiu. – Ó, Dafne, por que choras? – E uma lágrima rolou. – “Talvez você, como deus do amor, possa me responder.”
“Oras, mas é claro que eu poderia...!” – Sorriu, inclinou-se para frente, olhou no fundo os olhos de Apolo, que era como uma luz fosca ou uma chama lutando para continuar acesa. – “Seria um prazer aliviar esse seu sofrimento, sabe? Com umas respostas.”
[E com meu corpo.]
“Diga-me, então, Eros. Por quê? Por que todo esse sofrimento? Não era o amor o sentimento mais belo?”
“Porque, obviamente, eu já estou há muito apaixonado por você. E seria muita falta de amor próprio deixar que você seja amado por outro que não eu, não?” – E o beijou, beijou como Dafne o beijaria se o amasse, beijou como beijariam Cassandra, Jacinto, Ciparisso, Quione, Corônis, Marpessa, Cirene, Dríope, Urânia, Manto, Tália e Hécuba, se tivesse permitido que todos tivessem tido um final feliz.
[Com amor de verdade.]
Porque eram todos como Hera, todos os deuses muito ciumentos e muitos frios tratando-se de conseguir o que se queriam e agora, Eros conseguira os lábios de Apolo, não para um felizes para sempre, mas se Ananke permitisse, pelo menos para sempre.
[Ou não.]


-

(
Nota da Saki: É MINHA, OK? *apanha*)

quarta-feira, 9 de junho de 2010

"If I can wish for one thing..."


Aquele dia tonou-se nublado e não havia sol em qualquer lugar, aos poucos, das nuvens caiu a mais triste das chuvas, um pranto dos deuses pela morte de um e pela dor de outro.
E Apolo sujou-se de sangue quando chorou abraçado ao corpo de Jacinto, porque nada do que fazia trazia a vida de volta aos olhos dele e a sua pele rósea era fria e cinza de encontro ao seu corpo trêmulo.
Talvez agora ele, que sempre fora imortal, soubesse o que era morrer, pois algo dentro de seu peito havia quebrado e seus cacos o faziam sangrar, mal podia respirar, sem forças para culpar o vento Zéfiro e sem querer aceitar, chorava cada vez mais, afogando a terra em dor e saudades do que não se pode ter por tempo suficiente.
Então deitou-se sobre seu menino e beijou-lhe os lábios pálidos, gélidos e mortos com culpa, detestando aquele sabor de morte. E do sangue de Jacinto e das lágrimas de Apolo, brotaram flores que lamentavam. E pelos gritos do deus, parecia aos mortais que agora todos os dias seriam noites de eclipse, sempre sofridas e sempre sem música. Porque sua própria eternidade assim seria, marcada como eram as pétalas de Jacinto.

[Créditos para Hiei-and-shino pelo final, porque ela é foda e minha diva.]