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domingo, 16 de janeiro de 2011

Sorry, dude, I'm late.

Vamos limpar a poeira, abrir as cortinas, atualizar essas besteiras todas e fingir que não fugi para casar com o Romeu - não que eu tenha feito isso, mas seria bem legal correr de mãos dadas por aí com algum gatinho enquanto Deus (ou o que quer que esteja cuidando das nossas vidas) coloca Check Yes Juliet para tocar. Aleatoriedades à parte, seria legal da minha parte dizer o que rolou comigo desde... quando foi a última vez que eu passei aqui? Foi em Novembro, acho, com um post igual a esse mais ou menos, não foi? Quero dizer, falando sobre as últimas notícias e tudo o mais. Dane-se, de qualquer forma. Estamos em 2011 e minha vida, bem, continua a mesma.
Sabe esse desastre todo da região serrana do Rio de Janeiro? Adivinhem quem estava lá! Não que tenha me acontecido nada mais grave do que ficar sem computador por pouco mais de uma semana, mas não deixa de ser muito, muito triste ver toda aquela destruição (e lama ferrando com o seu All Star!) e gente perdendo tudo. Também teve um drama por causa da falta de telefones funcionando enquanto minha família e amigos tentavam nos ligar desesperados porque um homem com o nome e sobrenome do meu pai morreu soterrado com a mulher e os dois filhos - sendo um deles uma adolescente. Tirando essa confusão toda, li muitos livros nessas férias. Tá, eu sei que li mais nas férias passadas mas eu estava (parcialmente) ocupada com um fórum de RPG. Não os jogos, mas aquela parada de interpretar um personagem e... ah, sinto muito. A preguiça fala mais alto. Embora eu tenha começado a jogar alguns como Perfect World, Ragnarok e Florensia, que são bem legais.
O parágrafo estava muito grande. Como é que minha professora de redação costuma falar? Ah, sim: o tijolão. Eu, como futura escritora, tenho que prestar mais atenção nessas coisas, mas a conversa estava tão agradável que eu fui falando sem parar para respirar. Aliás, eu faço isso mesmo pessoalmente: falo tudo de uma vez, emendando com várias outras coisas, sem parar para respirar e duzentas vezes mais rápido que uma pessoa normal. Não que eu seja uma pessoa normal, mas mesmo assim é estranho falar sem dicção nenhuma e coisa e tal quando se faz teatro. Já falei que um dia farei Julieta Capuleto em uma peça? É uma promessa - falando nisso, meu vício por Romeu e Julieta voltou após eu ler "Julieta" de Anne Fortier. Não é um livro bom, caro leitor, é um livro muito bom mesmo. Para você ter uma ideia, eu li em uma madrugada porque não conseguia deitar e fechar os olhos, cada minuto que passava era uma tortura, eu precisava continuar a ler e blá, blá, blá. Alerta tijolão.
Também voltei a viciar em Desventuras em Série, mas as únicas pessoas que conheço que gostam já não se lembram de nada. O que mais me chama atenção nos livros é o amor do Lemony pela Beatrice. Cara, o que são aquelas dedicatórias?! Cara alma gêmea minha, se estiver lendo isso, favor escrever algo tão puro e lindo quanto aquilo. Tá, são tristes sim, mas... ah, eu amo o Lemony. O negócio da vez mesmo é Romeu e Julieta, quase explodi em corações coloridos quando uma amiga minha disse que um quadro da Julieta era a minha cara - até porque as pessoas geralmente dizem que eu sou a cara da Mona Lisa, que mesmo sendo um quadro que eu amo e acho lindo... gente, aquela mulher é feia demais. [Favor inserir risos.] Para ser bem sincera, não sei muito bem o que escrever aqui. Ando tão, tão sem inspiração que poderia me matar. Tá, eu não faria isso. Enfim. Bloqueio criativo é um cocô, eu o detesto e infelizmente tenho um agarrado a mim da mesma forma que um anão cheio de pus (também conhecido como espinha) se agarrou ao meu nariz. E testa. E queixo. E bochecha. Tudo bem, meu irmão está certo em me chamar de "espinhuda" (?), mas a culpa é do meu pai por ter me dado essa pele oleosa e do criador da Nutella, seja lá quem for esse santo.
Ainda tem outras coisas que aconteceram e que eu sei que eu deveria falar sobre, mas Morfeus bate à minha porta e grita meu nome histericamente. Opa. Pausa: qualquer erro de português, gramática e o diabo a quatro não é culpa do sono, mas da ausência de aulas de língua portuguesa. Aliás, ando com aquela saudade maldita da escola. O que é uma merda, porque a felicidade dura apenas uma semana, depois de sete dias os professores começam a dar matéria de verdade e aí eu quero gritar e me jogar da janela. Será que é por isso que há barras de ferro nas janelas das salas de aula da minha escola? Eu estava falando sobre isso com a Morg outro dia. Estou com saudades dela. Também sinto falta da Nanne e da Saki, mas eu já venho planejando um post só para elas. O problema mesmo é criar forças para escrever. Enfim. Alerta tijolão? Não, ainda tenho mais umas duas linhas. Enfim. Enfim. Enfim. Enfim. Estou com preguiça de falar mais, apesar de ainda ter, tipo, muita coisa.
Ah, alguém mais percebeu que o blog anda mudando? Quero dizer, no sentido dos posts. Enfim. Paro por aqui, beleza? Volto outro dia, prometo que o mais cedo possível. Ou não. Câmbio e desligo, coisinhas. Beijos.
E me sinto culpada por não falar do resto. [Insira mais risos.]

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

What if...?


I'm not good with words, sorry.

"Livros e solidão: eis o meu elemento."
Sou obrigada a concordar com Benjamin Franklin, claro. Sinto-me deveras orgulhosa de me identificar com aqueles homens considerados gênios e coisas do tipo, embora eu e Franklin só tenhamos em comum essa mesma ideia dos livros - minha relação com a eletricidade se resume a acender a luz ou a ligar algum aparelho.
Porém, em minha vaga interpretação, acredito ter mais em comum com ele do que pensava. Quero dizer: livros e solidão, solidão e livros. Não é isso que eu tenho sido desde... sempre? Por mais que seja para mim impossível estar sozinha em meio aos livros? Desculpe-me, caro leitor, mas tenho o estranho costume de me tornar íntima das personagens sobre as quais leio. É excêntrico, mas funciona para mim. Amo cada amigo meu como se ele fosse único, mas aquele contentamento de abrir um livro, virar suas págimas e deixar o autor lhe pegar pela mão e apresentá-lo a qualquer coisa que ele queira é tão, tão especial quanto um abraço apertado em uma segunda-feira tediosa.
Gosto de pensar que para cada livro que leio, faço um novo amigo. Porque, para tímidas leitoras vorazes como eu, talvez seja essa a sensação. Você não o conhece e há certa relutância, mas sabe que precisa dizer 'olá'. Aos poucos - para alguns durante umas semanas ou meses e para outros um dia ou dois - se ganha intimidade e certo apego, começa uma amizadezinha que através daquele diálogo entre livro e leitor torna-se um relacionamento profundo. Cada livros que lemos, nos marca, basta que você dê a chance. Cada livro pode se tornar um amigo, basta querê-lo.
Eu também poderia dizer que ler um livro é como beijar. Um olhar, uma química, uns batimentos cardíacos. Será que você consegue me descrever um beijo? Não um beijo que é só mais um entre tantos, isso qualquer um faz. Será que você consegue me descrever um beijo de verdade, daqueles de filmes? Com tanto sentimento que até parece exagerado? Não que realmente seja tão exagerado assim, quem já passou por isso sabe. É uma sensação que não se descreve, óbvio. Se conhece.
Acho que entregar-se a um livro é como beijar uma pessoa que você ama: é algo só entre vocês, que não se explica não por falta de palavras, mas porque existem coisas que não precisam delas. Não é pelo olhar que se vê a alma? Não é pelo sorriso? Não se descreve a sensação de ter um livro nas mãos, cabeça ou alma, se tem e ponto.
Talvez eu não esteja falando coisa com coisa. Não seria a primeira vez, é claro e não será a última, posso garantir. Acho que não consigo explicar. É mais que fazer um amigo para toda uma vida, é mais que um beijo cheio de amor, é mais do que muita coisa que se vê por aí. Às vezes acho que ler um livro é mergulhar no fundo de mim mesma e me deixar afogar.
Não. Não. Não! Passei linhas e linhas dizendo que não se descreve a sensação de ler e cá estou, forçando-me a descrevê-la. É tão especial quanto enrolar-se em um cobertor e ouvir a chuva lá fora ou ficar entre os amigos só falando besteira. Entendo, porém, que nem todos compartilham dessa obsessão literária e até me sinto meio boba, falando dessas coisas para quem talvez nem queira ouvir. Acho que é normal me chamarem de louca, então. Eu até que gosto de monólogos mesmo!
Como foi que Clarice Lispector disse uma vez? "Ter loucura sem ser doida", ou algo do gênero. Talvez seja isso, então: entrar em um livro é loucura. Mas quem disse que isso é ruim?
Uma ou mil possibilidades e um beco sem saída: eis uma porca definição!

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Who else could bleed for more than three days and not die?

Gosto de pensar que posso fazer qualquer coisa. Não tipo a Mulher Maravilha, mas às vezes, só algumas vezinhas é legal a gente inflar esse pouco ego - e por 'a gente', refiro-me àquelas que como eu, tem uma auto-estima tão baixa quanto a altura.
É ótimo, posso dizer com certeza de quem na verdade nem sabe muito bem o que está falando, mas tenta de qualquer jeito. É bom andar na rua com pose de modelo, falar com jeito de quem tem plena confiança em sua língua, olhar para seus próprios pés para examinar os sapatos e não para desviar o olhar do de alguém, agir como aquelas garotas que se vê nos livros da Meg Cabot, em séries de TV, em filmes, em shows. Na verdade, o legal mesmo é não ter aquele medinho, aquela vergonhazinha boba de fazer papel de ridícula, sabem? Eu gosto de ser ridícula. Às vezes eu acho que é bom dar uns tapas na sociedade e ser você, porque há uns anos atrás, aquela menina tímida e recatada e chorona me dominava. Agora? Ah, agora eu quero é ser boba mesmo, daquele jeito feliz e não ingênuo, quero dizer: quero cometer umas loucuras.
Só para poder falar para mim mesma: "Viu, A.? Se você fez isso agora, você pode fazer qualquer coisa. Por que essa paranoia?" O legal mesmo, não é ficar de ego inflado, é provar para si mesma que dá para fazer sim alguma coisa sem medo de levar uma tomatada.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

My friends are made of ink

Acho que nunca falei o quanto gosto dos livros, o que me parece quase um pecado mortal, já que eu tantas vezes falo que quero ser escritora. Sei que tem muita gente que detesta ler, detesta mesmo; o tipo de gente que só leu um ou dois livros na vida e nem se lembra da história. Por causa disso, muitas vezes eu costumava sentir muito, muito orgulho mesmo por ler tantos livros. Por... gostar de ler.
Ainda sinto. Sinto tanto orgulho de cada palavra que li na vida que até deixo me chamarem de metida. Não faz mal, talvez ler seja a única coisa que eu faço direito, já que o Tom disse que meu macarrão parece aqueles elásticos para tirar sangue [pausa: Eu já disse o quanto eu odeio tirar sangue?!]. Gosto de ler. Gosto muito, muito, muito de ler.
É o jeito que eu encontrei de fugir da realidade. Pense o que quiser, sei que não sou alienada. Pelo menos, não muito. É só que... são tantos problemas. Não me importa se são problemas de adolescente, que são mais drama e exagero do que de fato uma complicação, problemas são problemas e enquanto eu não arranjo uma solução, fujo deles como o diabo foge da cruz. Pode me chamar de covarde, devo ser mesmo.
Sabem a Elinor da série Mundo de Tinta? Bom, eu sei como ela se sente em relação a tudo, se o Stephen King não for o meu futuro, provavelmente ela o será - mesmo que eu não tenha nem um décimo do talento do King, claro. Talvez por culpa do Bullying que eu sofria na escola eu tenha ficado desse jeito, com medo de amizades e tudo o mais, sempre preferi a companhia de um livro.
Tá, tá, tá, eu amo meus amigos. Muito. Perguntem a eles, com certeza todos confirmam que eu sou uma chata carinhosa demais ou qualquer coisa assim, mas meu amor pelos livros é... É quase obsessivo. Incondicional na verdade. É meu sinal de fogo, meu porto seguro. Uma alavanca de escape.
E eu sou feliz assim, sabe? Quero dizer, lendo pelo menos três ou quatro livros por semana, pesquisando, escrevendo, discutindo com outros leitores viciados, quase amputando a mão por causa da tendinite. Gosto disso, tenho orgulho.
Então, eu já disse que quero ser escritora?

domingo, 26 de setembro de 2010

I'm not afraid to love

Eu já concordava com o Bob Esponja em várias coisas: Imaginação resolve tudo, brincar com os amigos é incrivelmente divertido, fazer bolha de sabão é mágico, hambúrguer está entre as melhores coisas do mundo, seu animalzinho de estimação é parte da sua família. Só que... essa frase, uau, Bob, você se superou. Como eu podia não gostar de você quando era criança? Se bem que eu era tão problemática, né? Não faz mal, hoje eu adoro você, Bob. Sério. Você tem razão: Amar é confiar, não é? O Cupido bem disse que não há amor sem confiança. Ele disse.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Who's that girl?

Por favor, vamos parar com isso. Venha. Deite aqui e respire fundo agora. Está mais calma? Por que está tremendo? É frio? É choro? É medo? Não faça isso. Vamos. Abra esses seus olhos. Respire de novo. Não chore, por favor. Cadê aquele seu sorriso? Que fez com ele? Não, não, não. Isso não é desculpa. Essa não é você. Quer um abraço? Quer, não quer? Você gosta de abraços. Parou de chorar? Parou de tremer? Isso, assim está melhor, não está? Deite-se, feche os olhos. Imagine um lugar. Sim, é isso. Apenas esqueça tudo. Essa não é você. Eu te conheço. Eu sei. Dê-me um sorriso. Pode ser fraquinho, eu deixo, mas prometa-me que é de verdade. Você não gosta de mentir, não é? Sim, isso mesmo. Um sorriso! Está se sentindo melhor? Mais um abraço? E um cafuné? Que olhinhos tristes! Que expressão morta! Dê-me sua mão. Aqui, vê? Eu estou aqui. Você está aqui. Há outros e você sabe. Então, por que está fugindo? Que coisa boba. Que medo bobo. Como você é boba. Vamos, quero você como era antigamente. Sinto sua falta. Todos sentem. Claro que sentem! Como não poderiam? Vê? Eles estão ali. Estão olhando por você. Sorria para eles. Acene! Faça isso direito! Bom. Agora, que tal lavar esse rosto? Arrumar essa carinha? Ser aquela de antes? Aquela... você sabe! Você faz falta. E agora, você sabe, não sabe? Claro que sabe. No fundo, você sempre soube. Afinal, eu te contava, não contava? Quando você vinha chorar no meu colo. Acredite, você não está sozinha. Nós estamos aqui. Todos estão. Não tenha medo.
Então, está mais calma?

terça-feira, 31 de agosto de 2010

I love the way that you lie

Tem muita coisa ruim no mundo, às vezes até piores que prova de matemática ou que aqueles dias de maré vermelha e existem pessoas que preferem ver o lado colorido das coisas. Até umas duas semanas atrás eu era uma dessas pessoas, mas também tem vezes em que não dá para ignorar, sabe? Às vezes tem tanta coisa ruim acontecendo que dá até vontade de ficar na escola, só para ver se os números, letras e tudo o mais não derretem os problemas que nem costumam derreter nosso cérebro.
Eu costumo detestar muita coisa: Matemática, Química, feijão, multidões, praia, espirrar, agulhas, exames médicos, risadinhas, celular sem bateria, acordar cedo, brigas...A verdade é que sou tão chata que seria bem mais fácil ficar falando das coisas que gosto, mas uma das coisas que entra no topo da minha lista é hipocrisia.
Cacete, tem coisa mais detestável que hipocrisia? E notem que eu nem vou comentar qualquer coisa relacionada a corrupção, sociedade...Essas coisas, sabe? Pefiro falar do que aconteceu comigo, há duas semanas atrás, quando senti na pele e, ah, marcou.
Combinamos um almoço lá em casa com uma semana de antecedência, seria a primeira vez após um mês. Legal. No dia, faltando...Trinta, quarenta minutos, tudo vai pelo ralo. Desmarcado. Beleza, sabe? Tinha teste no dia seguinte. De matemática; totalmente perdoável, principalmente porque eu mesma não lido bem com os números. Então, aconteceu.
Descubro, com meus próprios olhos, que não havia estudo algum, apenas um almoço na casa de uma outra amiga, apenas uns risos da minha cara de idiota.
E você poderia dizer que nem é algo tão grave e em outros tempos eu concordaria, tivesse essa sido a primeira vez. Mas não foi, sequer foi a segunda ou a terceira. E eu tentava levar numa boa, mas a cara de pau das pessoas é tão grande que me dá vontade de gritar.
Às vezes penso que o ser humano é um bicho inútil.
É revoltante ficar ouvindo puxasaquismo, me irrita fingir que está tudo bem quando tudo está tão caótico quanto o meu armário da escola. Eu detesto hipocrisia e, nossa, falsa amizade para mim é um pecado tão mortal quanto estragar um livro. Uma coisa é ter cara de pau para falar a verdade, levar uns tabefes e sair com estilo, outra é ter cara de pau para montar uma história toda só para ver se acaba se saindo bem. Tenho nojo dessas pessoas que falam de amizade como um padre falando de Jesus e quando são postas à prova vem com o ditado: "Amigos, amigos, negócios à parte."
Hahaha, mas o pior da história não é esse, sabe? O pior da história são as pessoas como eu que ficam com peninha de acabar com uma amizade que não existe, são as pessoas que seguindo a lógica de Albus Dumbledore tentam e dão um jeito de acreditar no melhor das pessoas. Se eu não fosse tão mané isso não teria acontecido. Agora quando eu olhar aquele diabo de copo d'água pela metade, ele sempre vai estar meio vazio.
É, obrigada pela parte que me toca, amiga.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Because I have pictures to burn, just like Taylor Swift

Quem é você?
O que te faz sorrir?
O que te faz chorar?
Qual é sua cor preferida?

Qual sua melhor lembrança?

Sua música?

Qual seu filme?


Qual seu pecado?


Qual sua vitória?

Qual o seu cheiro?

Qual o seu esporte preferido?



Qual é o seu hobby?


Qual é seu livro preferido?


Qual sua bebida preferida?



E sua frase?


Você tem um sonho?



Meme adaptado daqui: :B

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

30 Letters - Your Best Friend [Parte 3]


Karamelle,
Quando eu estava cheia de problemas e me afogando em lágrimas, foi você quem veio correndo me dar um abraço, não é? Quando eu fugia para a sua casa e quase morria de alergia ou quando eu ligava e mandava mensagem para a gente fazer alguma coisa, eu fazia porque sabia que com você eu poderia contar. Não por você ser uma verdadeira mosqueteira de minissaia, mas porque você é minha amiga, não é? Uma das melhores, quero dizer, se não fosse, não estaria aqui. Tá, tá, também foi porque você é uma verdadeira mosqueteira de minissaia.
Porém, você, mais do que qualquer outra pessoa, foi quem estendeu a mão para mim, me deu um abraço, me animou e gritou muito, muito mesmo. - Não para brigar, é claro, você só é meio surda mesmo. Opa, desculpe. - Poxa, Karamelle, lembra dos corações coloridos dos quais te falei? Daqueles que eu fazia na aula? Os corações coloridos? Eu disse que eles salvaram minha vida, mas você fez muito mais que eles.
Você foi minha amiga quando eu mais precisei. Existe uma frase que eu vi no DeviantArt que me lembra você, sabe? Apesar de ter a imagem de um monstrinho verde. Todos sabemos que você é meio cachorro, não meio marciana. Essa sou eu, pergunte ao Marcelo. Enfim. A frase: "Ás vezes, quando eu digo que estou bem, só quero que alguém me abrace e diga: 'Eu sei que você não está.'" E, nossa, isso me lembra demais você. Por todos os abraços, risos, gritos, micos, tapas, festas, fanfics, sonhos, pernoitadas...Por tudo isso e mais um pouco, Karamelle, obrigada.
Porque eu não sei o que eu teria feito sem você. Quero dizer, eu estava sozinha. Tinha brigado com a F., com a L., não tinha mais nenhuma amiga tão próxima, só você. E eu fiquei completamente apavorada, o que eu faria se você brigasse comigo? Cacete, você me conhece e sabe que eu sou dramática, mas eu tenho quase certeza de que me jogaria de uma ponte. Então, você ficou toda irritadinha como sempre e se não estivessemos nos falando pelo msn, acho que você teria colocado as mãos na cintura e me olhado com uma cara tão zangada que eu teria gritado pela minha mãe, eu estava preparada para ouvir muito e, bem, você disse que seria minha amiga para sempre, que nunca ia me deixar na mão.
Me permite outra frase? "Era tudo o que eu queria ouvir, era tudo o que eu queria ouvir...!" - Essa eu roubei do livro 'Uma Professora Muito Maluquinha', do Ziraldo. É, gêmea siamesa, era tudo o que eu queria [e precisava] ouvir, sabe? Eu precisava de uma amiga e tinha você bem do meu lado. Obrigada.
Isso porque eu não mencionei nossos surtos, desenhos, pares, planos, histórias, piadas, implicâncias e...Nossa, é tanta coisa, Karamelle. Quisera eu poder dizer o quanto você acabou se tornando importante para mim, uma...Bem, uma gêmea siamesa de verdade. Eu nunca poderei agradecer o suficiente por você ter ficado do meu lado, nunca poderei dizer o quanto você é minha amiga. E eu sei que ainda falta tanto para dizer...! Mas não dá, não em palavras. - Acho que é por isso que eu te abraço tanto.
Então, vamos cumprir nossa promessa mesmo sabendo que não precisava avisar. Vamos ser amigas para sempre, Karamelle.
Com milhares de beijos de caramelo,
A.
PS: Eu te amo. ♥

Hasta la vista, drama queen!

Quer saber de uma coisa? Eu cansei disso. Dessa imagem preta e branca, depressiva, dramática, essa coisa toda de 'sou-uma-pobre-garotinha-chorona-por-favor-me-salvem'. Não, cara! Chega! Chega de drama! Chega de choro! Chega de ser quem não quero ser! Joga o passado no vaso sanitário e dá descarga, retoca o lápis de olho, faz cara de quem sabe o que quer. Apenas dê um fim às lágrimas e olhe para frente, há toda uma vida agora, há toda uma juventude de erros que estão lá para serem cometidos e para ensinarem qualquer coisa, cara. Só...Chega de drama!
Chega dessa história de quem está prestes a cortar os pulsos, existem coisas ruins e cacete, a gente passa por elas por toda uma vida! E só depende de nós transformar tudo em uma tempestade ou em uma chuva gostosa de Verão. Então, chega de se fazer de vítima, de chorar pelos cantos, de escrever só sobre os sentimentos ruins, chega de se achar um lixo, de se arrepender do que não fez, chega de ser estúpida, chega de olhar para o passado, porque o passado não existe, nem o futuro, nem nada além do agora.
Eu não sou assim. Eu fui fraca, sei disso, mas não era eu quem dizia que daria a volta por cima? Então vou respirar fundo e me levantar. Vou ser quem eu realmente quero ser, porque apenas eu posso me dizer o que fazer, quem quero ser, o que quero. Chega disso tudo, adeus para você, rainha do drama.
"A vida é uma vadia, dependendo de como você a veste."


domingo, 8 de agosto de 2010

30 Letters - Your Best Friend [Parte 1]



F.,
Nós passamos por muita coisa, não é? Será que agora você me odeia? Ás vezes eu penso que no fundo, você quer mesmo desistir de mim e fingir que nunca me conheceu. F., sabia que esse é meu maior medo? Estou sendo egoísta, eu sei, em pensar que você não pode simplesmente esquecer nossa amizade. Sei que não tenho o direito de chamá-la de 'nee-san', que sequer posso pedir desculpas.
Mas também sei que me dói saber que um dia podemos já não ser amigas. Aliás, falar que dói é pouco. F., eu sei que já te disse isso e talvez pode não significar nada para você - como poderia?! Fui eu quem mais te machucou, não foi? - mas, eu preciso repetir isso todos os dias, mais para mim do que para qualquer outra pessoa: F., você é minha melhor amiga.
E é por isso que eu me desespero por qualquer coisa, entende? Eu tenho medo de que um dia você simplesmente se canse. Isso já aconteceu tantas vezes...! E todas as vezes doeu como se fosse a primeira. Porém, F., se um dia nós não formos mais amigas, se um dia tivermos de dizer adeus, afirmo com todas as certezas de que vai me machucar tão profundamente...Tão profundamente que...Não sei. Eu posso ter todas as amigas do mundo, mas nunca seria a mesma coisa sem você.
Lembra, F.? Lembra de 'Siga a Estrela'? Você disse que ficou muito Regulus e Sirius, lembra? Na verdade, eu escrevi pensando na gente, sabe? Nunca foi questão de inveja, agora eu vejo, é só que eu te admiro demais, não por você ser você, mas por você ser a melhor amiga que eu nunca vou merecer.
Como eu poderia? Não foi você quem primeiro se preocupou? E o que eu fiz para você, F.? O quê? Eu te machuquei de novo e de novo como a pior amiga que alguém pode ter. Eu queria tanto poder...Desistir, sabe? Poder dizer que não vai fazer diferença. Só para poder te proteger como uma boa amiga, sabe? Mas não dá.
Desculpe, desculpe por toda a eternidade, F., mas eu não posso perder a sua amizade, perder a primeira pessoa que se preocupou comigo, não posso fingir que você não é minha melhor amiga. Me desculpe, eu sei que não mereço nossa amizade, que eu não mereço nada, mas dói demais. Dói perder uma amiga, mas dói muito mais perder uma irmã.
Vamos, vire a cara, me odeie, ignore tudo isso. Na verdade, é o que eu mereço, não é? F., se eu pudesse voltar no tempo, eu consertaria tudo o que fiz, só para ter mais lembranças felizes, sabe? Quero dizer, mais lembranças felizes.
Você se lembra? Dos abraços, dos risos, daquela vez em que eu chorei? [Foi um pouco antes de nossa primeira briga.] Lembra das conversas no msn? Das fanfics? Dos originais? Das discussões com músicas? Das piadas internas? Da vez em que eu disse que era sua gêmea por mais que soubesse que era meio ridículo e que você - talvez - nem ligasse? Lembra, F.? Da época antes de eu estragar tudo?
Então pense nela com tanto carinho quanto eu penso. Porque eu preciso lutar por essa amizade, pelo meu porto seguro e mais que isso, pela minha melhor amiga-irmã que eu nunca acharei igual. Não deixe, F., que isso acabe. Não esquece daquela garota chata que vai todo recreio te dar um 'oi' e um abraço. Mas lembra de um jeito bom, lembra de mim como uma amiga. Por favor.
Porque eu nunca, nunca vou me esquecer de você, sabia? Nunca. Eu sei que falo demais isso, mas você é minha melhor amiga, juro de pés juntos e ajoelhada no milho, você é minha melhor amiga-irmã-camarada. Então, eu te prometo que apesar de tudo, nunca vou te odiar, nunca vou te esquecer e mesmo que Deus e o diabo apareçam na minha frente, comprando briga, eu nunca, nunquinha mesmo, vou esquecer de você, da nossa amizade, de nada.
Então, por favor, prometa-me que irá lembrar de mim. Prometa-me que seremos amigas para sempre. É tudo o que preciso para saber que não perdi você como perdi tantos amigos.

Obrigada por tudo,
A.
PS: Eu te amo. ♥

Take a breath, count to three and get ready!

Sinceramente, eu preciso - e quero! - fazer isso, não por eles, por elas, por qualquer outra razão que não seja por mim mesma, para que eu e tão somente eu tenha a certeza de que mudei, de que cresci. Não em tamanho ou corpo ou aparência, mas em personalidade, sabe? Quero não deixar de ser quem eu sou, mas ser o melhor que posso ser.
Porque dói como doem facadas e tapas e chutes ouvir as pessoas sussurrarem sobre o quanto você está em pedacinhos e acabada e triste e fraca e frágil e morrendo, porque dói saber que no fundo você está morrendo de verdade, mas está lutando com garras e dentes para continuar. Porque dói saber que os outros não sabem quem é você, dói não ter mudado após tanta tempestade.
~*~

Então eu respiro fundo e tento não pensar nos gritos de pavor do meu cabelo. É, Brance de Neve, é agora ou nunca. Você vai mesmo fazer isso? Vou, ah, eu vou...! É, eu vou tingir o cabelo. De ruivo.
Para mostrar para todo mundo que as lágrimas secaram com o calor do vermelho, que a garota se encolhendo em um canto se levantou, jogou os cachos para trás e entrou na pista de dança, que ela saiu nadando na tempestade e sobreviveu, mesmo que meio tonta e afogada. Sacou?
É só que eu estou cansada de ficar levando tapa na cara, de saie sonhando acordada e levar um balde de água fria, pense no meu futuro cabelo ruivo como um símbolo, tipo quando aquelas mulheres lá nos EUA queimaram os sutiãs.
Não que eu seja tão radical assim - tá, talvez eu seja. Só preciso de alguma coisa física para me apegar, para sair mostrando para todo mundo como se fosse uma evolução Pokémon ou qualquer coisa assim. Sei lá.
Não. Não estou copiando a Samanta Simon, personagem criada por Meg Cabot, estou...Sei lá, um pouco de feminista radical, emo em desespero, alternativa querendo mudança e uma garota meio vaidosa que eu nem sabia que eu era.
~*~
Ai, cacete, respira fundo.

domingo, 11 de julho de 2010

The little hearts saved my life

Eu levei muita bronca, mas foi divertido ficar recortando coração, foi engraçado pedir uma folha de caderno para cada pessoa, foi legal pedir canetinhas emprestadas e foi quase gratificante ter companhia só dessa vez. E nos intervalos das aulas, eu coloria, eu recortava e...Sei lá, eu me senti bem como não me sentia fazia um tempão. Maré de azar acaba com qualquer um, mas sempré dá para dar um jeito, eu acabei descontando a raiva nos corações que ficaram tão bem coloridos que eu me enchi de orgulho de uma coisinha de nada, que criança faz com facilidade. Mas, sério, eu realmente me senti bem, mesmo que eu não saiba explicar.
Talvez tenha sido porque achei que por um ou dois segundos, recuperei uma amiga perdida por culpa do tempo, uma amiga que era só uma conhecida por vários anos e talvez porque ouvi elogios depois de passar um bom tempo só sendo criticada ou então, talvez porque lembrei-me da época em que eu era criança e os problemas eram resolvidos pela mamãe e pelo papai. Não sei, não sei. Eu só...Me senti aliviada, a vontade de chorar, de gritar, de matar alguém parecia ir embora, eu esquecia que tinha que me salvar, que dar um jeito. Colorir me parecia bem mais importante.
É só que...Não é que tenha sido legal, divertido, engraçado ou gratificante, foi...Foi mágico. Então, que meus problemas encontrem atenção no inferno que eu tenho trabalho de jardim de infância para fazer, com licença, a rainha do drama pede passagem.
[EU DISSE QUE IA REESCREVER!]

domingo, 4 de julho de 2010

God, tell me the truth.

"You were a big fish in a small pond, but this here is the ocean and you're drowning."
Por algum motivo, sempre que leio essa frase sinto meu coração falhar uma batida e um arrepio subir por minha coluna, alojando-se atrás da minha orelha. Ainda hoje, leio, leio, leio e sinto-me desconfiada. Alguém lá em cima está querendo me dizer alguma coisa.

sábado, 3 de julho de 2010

Look, dear, for the sky.

Você já parou para olhar o céu? Aliás, mais do que isso, você gosta de azul? Eu adoro azul, não é - ainda - minha cor preferida, embora um dia já tenha sido. Estou sempre mudando, na verdade. Sabe quantas cores favotitas, amadas, idolatradas, eu já tive? Nossa, incontáveis. Mas, o azul, que não deveria ser nada mais que a cor do céu, sempre - e quando eu falo sempre, é sempre mesmo! - esteve ali. Quero dizer, mesmo não estando em primeiro lugar, esteve sempre na lista. Sei lá, azul é meio mágico, né, não? Deve ser porque é a cor do céu, meio divino e mesmo sendo azul a cor que deveria me trazer o mínimo de paz interior, só consigo...Bom, gritar e pular e ter ataques. Porque, cara, é azul. E azul é azul e portanto, é azul e que se dane se eu não estou fazendo o menor sentido. Espera um dia bonito...Quero dizer, não um dia bonito, porque isso, todos os dias são. Espera dar um dia especial, sem nuvens no céu. [Branco é legal, mas engorda.]
E aí, sei lá, se pendura na janela, fica parado no meio da rua, mas olha para o céu. Só faz isso. E aí você vai entender do que estou falando, dessa mágica meio bizarra. Aliás, olha o céu e faz um esforço para entender o porquê de eu gostar tanto, tanto, tanto de azul. Mesmo que, bom, o azul não deve ser muito meu fã. Ninguém é fã de uma fã, ainda mais uma fã histérica. Mas quem se importa? Estou te dizendo. É azul. E é o que importa, afinal.

[Acho que nunca, nunquinha mesmo, escrevi um texto com tanta mensagem subliminar. Sério. Só achei que ia ficar mais legal se fosse para ler nas entrelinhas. Na verdade, a ideia veio de um comentário dele, sabe? 'Dele', quem? Ah, é. Do Azul, oras!
PS: Lembra da dica para olhar o céu? Era uma mensagem subliminar, mas leva ela a sério. Um dia, só pare para olhar o céu. É legal.
PS²: Agora, outra dica da tia. Se você gosta de fanfics, corre para o Fanfiction.net e digita 'Aoi Koufuku'. Só uma dica de uma fã.]

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Be strong, don't cry.


Ás vezes penso que estou morrendo aos poucos, com isso tudo se acomulando aqui dentro, no meu peito, pesando tanto quanto deve ser possível. Bem aventurados são os seres irracionais por não sentirem, é enlouquecedor sentir tudo isso ao mesmo tempo. É mais do que se afogar em lágrimas pouco derramadas, é agonizar sozinho, em um canto escuro qualquer.
Só queria poder abraçar alguém com força, deitar a cabeça em seu ombro e chorar bem alto, aqueles choros bem histéricos, com catarro e nariz vermelho. Mas é que eu tenho tanto, tanto medo...! Eu não gosto mais de chorar, porque não me deixam. Desde pequena obrigavam-me a engolir o choro.
Porque, cacetada, eu sofri muito bullying na escola quando pequena e não ajudava em nada quando eu chorava. Só, aliviava a dor. Pena que agora eu estou com medo demais para tentar colocar isso tudo para fora e assim, vou me machucando ainda mais, culpando a mim mesma quando sei que deveria respirar fundo e deixar para lá. Não era eu aquela que estava cansada de se deixar ser atingida por tudo o que falam? Falar sempre foi fácil e me fazer de forte está se tornando cada vez mais difícil e mais doloroso.
Mas eu vou aguentar, não vou? Eu aguentei desde sempre.
[A gente quebra mais cedo do que pensa.]

I don't want to let you fly away from me.

"You could be happy and I won't know
But you weren't happy the day I watched you go.
And all the things that I wished I had not said
Are played on loops 'till it's madness in my head."
(You could be happy; Snow Patrol.)

Ao longo da minha vida, perdi amigos. Muitos, até, todos importantes em cada época da minha vida e de todos sinto falta, mesmo que eu esconda no fundo do peito aquela vontade de tentar recuperar uma amizade que não está morta, mas que perdeu toda a sua força mágica, aquela que eu acreditava que nos uniria para sempre ou pelo menos, só o tempo suficiente para eu aprender a curar feridas no peito esquerdo ou o tempo que fosse para eu entender que ainda dá para ter um pouco - um pouquinho que seja - de esperança, mesmo que no fundo, onde nem mesmo nós conseguimos enxergar.
Acho que os perdi por ter sido fraca. Por não ter conseguido manter nossa amizade como estava, porque eu mudei e esqueci de avisar a eles. E eles também mudaram, uns mais rápido, outros mais lentamente. Quase todos de forma drástica, e eu fui ficando para trás sem perceber, porque eu mesma não me deixei seguí-los. Agora, já não há mais tempo e fico aqui, sentadinha, imaginando se eles estão bem. Porque a saudade não me deixa esquecer aqueles tempos em que éramos nós e um mundo há nossa frente e não cada um com seu próprio mundo, com futuros que parecem não se cruzar.
Rezo, não sei para quem, para que eles estejam felizes. Porque eu mesma, já não posso protegê-los. Claro, me arrependo de ter deixado tudo se acabar como se não tivesse sido nada e se eu pudesse voltar no tempo, eu daria em cada um deles, um abraço e diria, olhando em seus olhos, o quanto eu os amava. Se bem que, talvez, eu ainda os ame porque ainda dá para sentir as lembranças que guardei com tanto zelo lá no fundo do peito, aquecendo um pouquinho.
E eu prometo que nunca mais deixarei nenhum amigo voar para longe, mesmo sabendo que não posso lutar com o tempo. Mas sempre dá para ter uma garantia se eu me esforçar mesmo para transformar laços em verdadeiros cabos de aço.

(E um dia, escreverei algo que realmente mostre como eu me sinto em relação as minhas perdas. Tudo se torna superficial quando se tem em mente que uma hora de matemática está aguardando seu espírito pecador.)


quarta-feira, 31 de março de 2010

Mädchen

Me perguntaram se eu gostaria de ter um pedido realizado por uma estrela. Acho que não, porque se você pensar comigo, sou uma princesa à lá conto de fadas de Hollywood, daquelas que vivem mais uma comédia do que um romance. Ou talvez, eu seja a amiga da princesa, daquelas que se veste de mosqueteira e ajuda a princesa a achar o seu príncipe, mesmo que tendo um pouquinho só de inveja. - Aí é quando eu visto meu manto escuro de bruxa.
Por isso, eu não vou me ajoelhar para o céu e pedir para uma estrela me ajudar. Estrelas não são nada de mais e estão muito, muito longe, então faço meu pedido à uma fada. Daquelas bonitinhas que vivem em flores e peço para que ela realize um único pedido, de resto, eu me viro, corro atrás histéricamente com os braços jogados para o alto.
Eu só queria que nesse ano, só nesse ano, eu fosse um pouquinho menos neurótica com tudo e nada. Que eu tivesse mais tempo para sentar, respirar fundo e sorrir para alguém. Qualquer um, sabe? E poder receber o sorriso de volta, um sorriso tão forte que pudesse chegar aos olhos de todo mundo. Eu queria receber mais sorrisos e não risadas, eu queria que soubessem que eu estou ali, para o que der e vier. Como sempre estive.
Então, dona Fada, eu peço isso com todo o carinho, aqui, olhando com cômica devoção para sua flor imaginária, um sorriso bem bonito. É bem isso o que eu quero, um sorriso para os olhos e não para a boca. De resto, eu me viro. Sempre dar para pegar um táxi e correr atrás do prejuízo.

sábado, 27 de março de 2010

Langeweile



Estou entediada, com saco cheio de tudo, talvez seja só TPM, talvez seja passageiro, talvez não. Não sei, mas eu simplesmente não aguento mais ver a minha vida passar. Estou com a sensação de que deixo muita coisa para depois, de que tem alguma coisa muito importante esperando por mim lá fora. Nem que seja um bicho de sete cabeças para eu enfrentar ou um príncipe em um cavalo negro com os braços abertos, um sorriso sacana e olhos avermelhados. Sei lá, eu só queria que algo acontecesse. O único problema é que estou entediada demais para lutar por uma aventura. Talvez eu coma uma maçã envenenada e deite no meu quarto com o ar condicionado no máximo, esperando qualquer um vir me resgatar dos livros de química e matemática.