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quarta-feira, 20 de outubro de 2010

My friends are made of ink

Acho que nunca falei o quanto gosto dos livros, o que me parece quase um pecado mortal, já que eu tantas vezes falo que quero ser escritora. Sei que tem muita gente que detesta ler, detesta mesmo; o tipo de gente que só leu um ou dois livros na vida e nem se lembra da história. Por causa disso, muitas vezes eu costumava sentir muito, muito orgulho mesmo por ler tantos livros. Por... gostar de ler.
Ainda sinto. Sinto tanto orgulho de cada palavra que li na vida que até deixo me chamarem de metida. Não faz mal, talvez ler seja a única coisa que eu faço direito, já que o Tom disse que meu macarrão parece aqueles elásticos para tirar sangue [pausa: Eu já disse o quanto eu odeio tirar sangue?!]. Gosto de ler. Gosto muito, muito, muito de ler.
É o jeito que eu encontrei de fugir da realidade. Pense o que quiser, sei que não sou alienada. Pelo menos, não muito. É só que... são tantos problemas. Não me importa se são problemas de adolescente, que são mais drama e exagero do que de fato uma complicação, problemas são problemas e enquanto eu não arranjo uma solução, fujo deles como o diabo foge da cruz. Pode me chamar de covarde, devo ser mesmo.
Sabem a Elinor da série Mundo de Tinta? Bom, eu sei como ela se sente em relação a tudo, se o Stephen King não for o meu futuro, provavelmente ela o será - mesmo que eu não tenha nem um décimo do talento do King, claro. Talvez por culpa do Bullying que eu sofria na escola eu tenha ficado desse jeito, com medo de amizades e tudo o mais, sempre preferi a companhia de um livro.
Tá, tá, tá, eu amo meus amigos. Muito. Perguntem a eles, com certeza todos confirmam que eu sou uma chata carinhosa demais ou qualquer coisa assim, mas meu amor pelos livros é... É quase obsessivo. Incondicional na verdade. É meu sinal de fogo, meu porto seguro. Uma alavanca de escape.
E eu sou feliz assim, sabe? Quero dizer, lendo pelo menos três ou quatro livros por semana, pesquisando, escrevendo, discutindo com outros leitores viciados, quase amputando a mão por causa da tendinite. Gosto disso, tenho orgulho.
Então, eu já disse que quero ser escritora?

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Who's that girl?

Por favor, vamos parar com isso. Venha. Deite aqui e respire fundo agora. Está mais calma? Por que está tremendo? É frio? É choro? É medo? Não faça isso. Vamos. Abra esses seus olhos. Respire de novo. Não chore, por favor. Cadê aquele seu sorriso? Que fez com ele? Não, não, não. Isso não é desculpa. Essa não é você. Quer um abraço? Quer, não quer? Você gosta de abraços. Parou de chorar? Parou de tremer? Isso, assim está melhor, não está? Deite-se, feche os olhos. Imagine um lugar. Sim, é isso. Apenas esqueça tudo. Essa não é você. Eu te conheço. Eu sei. Dê-me um sorriso. Pode ser fraquinho, eu deixo, mas prometa-me que é de verdade. Você não gosta de mentir, não é? Sim, isso mesmo. Um sorriso! Está se sentindo melhor? Mais um abraço? E um cafuné? Que olhinhos tristes! Que expressão morta! Dê-me sua mão. Aqui, vê? Eu estou aqui. Você está aqui. Há outros e você sabe. Então, por que está fugindo? Que coisa boba. Que medo bobo. Como você é boba. Vamos, quero você como era antigamente. Sinto sua falta. Todos sentem. Claro que sentem! Como não poderiam? Vê? Eles estão ali. Estão olhando por você. Sorria para eles. Acene! Faça isso direito! Bom. Agora, que tal lavar esse rosto? Arrumar essa carinha? Ser aquela de antes? Aquela... você sabe! Você faz falta. E agora, você sabe, não sabe? Claro que sabe. No fundo, você sempre soube. Afinal, eu te contava, não contava? Quando você vinha chorar no meu colo. Acredite, você não está sozinha. Nós estamos aqui. Todos estão. Não tenha medo.
Então, está mais calma?

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

30 Letters - Someone from your childhood

Ian,
Acho que você seria filho de Poseidon. Quero dizer, eu lembro que você amava o mar, os peixes, a água, tudo. Você queria ser biólogo marinho, não é? Eu lembro. Às vezes fico imaginando se você também lembra - ou melhor, se você ainda pensa em mim. Naquela época, fomos unha e carne, não é? E o tempo em que fomos amigos foi... céus, você sabe. Eu adorava você. Era o melhor amigo do mundo todo.
[...]
Sinto sua falta, amigo. Sinto de verdade. Há umas muitas e muitas vezes em que fico querendo voltar no tempo, ainda brincar com você, ainda ser sua melhor amiga, ainda poder te chamar de 'titio' como meu pai te chamava. Tá, você não gostava, mas era engraçado te ver fazer bico, eu ficava rindo e rindo e rindo. E isso só te irritava mais e mais. Porém, nós nunca brigamos, né? Nunquinha.
[Pensar nisso, ao mesmo tempo que dói, me dá uma sensação boa no peito. Eu ainda te adoro, Ian.]
É só que é estranho, saber que... não somos mais aquelas crianças. Sequer somos amigos. Ou talvez ainda sejamos. Eu dizia que seria sua amiga para sempre, espero não ter mentido. Não apenas para você, mas para mim mesma. Queria poder ver o mar contigo e falar dos peixes e dos barcos. Lembra? Nós fingíamos que sua cama era um barco e então, íamos para todos os lugares da Terra. Eu e você - amigos. Será que você ainda pensa - lembra - dessas coisas todas? Acho que sim, você era um menino legal.
["AAH! Um tubarão!" e "Nade! Nade! Ligue os motores do barco! Ele vai nos pegar! AAAAH!" ou então: "Titio!" e "Não sou titio!" ou "Você viu a cara do Itachi?!" e "Eu gosto do Kisame, já disse!" - Sinto saudades de ser sua amiga.]
Eu ainda sei onde é aquele seu prédio vermelho, perto da minha escola. Ainda penso em você quando vejo a praia de noite: Não foi lá que nós levamos seu cachorro para passear e depois comemos milho? Mesmo eu detestando milho? Caramba, às vezes tenho vontade de te ligar, Ian. Mas o que eu iria dizer? O quê? Quando foi a última vez em que nos falamos? Ano passado? Retrasado? Por telefone? Por uns minutos? Não há mais tempo, titio. Acho que nós dois sabemos.
["Meu chinelo vai cair! Vai cair!" e "Não dá para deixar cair agora, estamos em um teleférico!" e "Ai, meu Deus, aquilo lá é uma cobra?!" e "É claro que não, é um cipó!"]
É, você era o melhor amigo do mundo todo. Estou com uma sensação estranha, não sei se você entenderia. Talvez sim, talvez não. É algo entre uma vontade desgraçada de chorar e uma vontade imensa de sorrir. Eu disse, Ian, que lembrava de tudo.
["Clube dos Macacos? Tem macacos lá?" e "Claro que não, deve ser só o nome." e "Então vamos ficar olhando para as árvores!" e "Oba! Piscina!"]
Eu juro por todas as conchinhas do mar, pelo seu golfinho de pelúcia que não vou esquecer. De nada. Porque, você sabe, eu te adoro. Não importa a distância. Nem o tempo. Nem mais nada.
["Me diz uma palavra que comece com 'c' e termine com 'u'!" e "Eeeer...." e "Sua pevertida! Céu!"]
Eu lembro de todas as nossas aventuras. Mais do que isso: eu lembro de você.
Pelos velhos tempos, titio,
A.
PS: Obrigada por tudo.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

I love the way that you lie

Tem muita coisa ruim no mundo, às vezes até piores que prova de matemática ou que aqueles dias de maré vermelha e existem pessoas que preferem ver o lado colorido das coisas. Até umas duas semanas atrás eu era uma dessas pessoas, mas também tem vezes em que não dá para ignorar, sabe? Às vezes tem tanta coisa ruim acontecendo que dá até vontade de ficar na escola, só para ver se os números, letras e tudo o mais não derretem os problemas que nem costumam derreter nosso cérebro.
Eu costumo detestar muita coisa: Matemática, Química, feijão, multidões, praia, espirrar, agulhas, exames médicos, risadinhas, celular sem bateria, acordar cedo, brigas...A verdade é que sou tão chata que seria bem mais fácil ficar falando das coisas que gosto, mas uma das coisas que entra no topo da minha lista é hipocrisia.
Cacete, tem coisa mais detestável que hipocrisia? E notem que eu nem vou comentar qualquer coisa relacionada a corrupção, sociedade...Essas coisas, sabe? Pefiro falar do que aconteceu comigo, há duas semanas atrás, quando senti na pele e, ah, marcou.
Combinamos um almoço lá em casa com uma semana de antecedência, seria a primeira vez após um mês. Legal. No dia, faltando...Trinta, quarenta minutos, tudo vai pelo ralo. Desmarcado. Beleza, sabe? Tinha teste no dia seguinte. De matemática; totalmente perdoável, principalmente porque eu mesma não lido bem com os números. Então, aconteceu.
Descubro, com meus próprios olhos, que não havia estudo algum, apenas um almoço na casa de uma outra amiga, apenas uns risos da minha cara de idiota.
E você poderia dizer que nem é algo tão grave e em outros tempos eu concordaria, tivesse essa sido a primeira vez. Mas não foi, sequer foi a segunda ou a terceira. E eu tentava levar numa boa, mas a cara de pau das pessoas é tão grande que me dá vontade de gritar.
Às vezes penso que o ser humano é um bicho inútil.
É revoltante ficar ouvindo puxasaquismo, me irrita fingir que está tudo bem quando tudo está tão caótico quanto o meu armário da escola. Eu detesto hipocrisia e, nossa, falsa amizade para mim é um pecado tão mortal quanto estragar um livro. Uma coisa é ter cara de pau para falar a verdade, levar uns tabefes e sair com estilo, outra é ter cara de pau para montar uma história toda só para ver se acaba se saindo bem. Tenho nojo dessas pessoas que falam de amizade como um padre falando de Jesus e quando são postas à prova vem com o ditado: "Amigos, amigos, negócios à parte."
Hahaha, mas o pior da história não é esse, sabe? O pior da história são as pessoas como eu que ficam com peninha de acabar com uma amizade que não existe, são as pessoas que seguindo a lógica de Albus Dumbledore tentam e dão um jeito de acreditar no melhor das pessoas. Se eu não fosse tão mané isso não teria acontecido. Agora quando eu olhar aquele diabo de copo d'água pela metade, ele sempre vai estar meio vazio.
É, obrigada pela parte que me toca, amiga.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

30 Letters - Your Best Friend [Parte 3]


Karamelle,
Quando eu estava cheia de problemas e me afogando em lágrimas, foi você quem veio correndo me dar um abraço, não é? Quando eu fugia para a sua casa e quase morria de alergia ou quando eu ligava e mandava mensagem para a gente fazer alguma coisa, eu fazia porque sabia que com você eu poderia contar. Não por você ser uma verdadeira mosqueteira de minissaia, mas porque você é minha amiga, não é? Uma das melhores, quero dizer, se não fosse, não estaria aqui. Tá, tá, também foi porque você é uma verdadeira mosqueteira de minissaia.
Porém, você, mais do que qualquer outra pessoa, foi quem estendeu a mão para mim, me deu um abraço, me animou e gritou muito, muito mesmo. - Não para brigar, é claro, você só é meio surda mesmo. Opa, desculpe. - Poxa, Karamelle, lembra dos corações coloridos dos quais te falei? Daqueles que eu fazia na aula? Os corações coloridos? Eu disse que eles salvaram minha vida, mas você fez muito mais que eles.
Você foi minha amiga quando eu mais precisei. Existe uma frase que eu vi no DeviantArt que me lembra você, sabe? Apesar de ter a imagem de um monstrinho verde. Todos sabemos que você é meio cachorro, não meio marciana. Essa sou eu, pergunte ao Marcelo. Enfim. A frase: "Ás vezes, quando eu digo que estou bem, só quero que alguém me abrace e diga: 'Eu sei que você não está.'" E, nossa, isso me lembra demais você. Por todos os abraços, risos, gritos, micos, tapas, festas, fanfics, sonhos, pernoitadas...Por tudo isso e mais um pouco, Karamelle, obrigada.
Porque eu não sei o que eu teria feito sem você. Quero dizer, eu estava sozinha. Tinha brigado com a F., com a L., não tinha mais nenhuma amiga tão próxima, só você. E eu fiquei completamente apavorada, o que eu faria se você brigasse comigo? Cacete, você me conhece e sabe que eu sou dramática, mas eu tenho quase certeza de que me jogaria de uma ponte. Então, você ficou toda irritadinha como sempre e se não estivessemos nos falando pelo msn, acho que você teria colocado as mãos na cintura e me olhado com uma cara tão zangada que eu teria gritado pela minha mãe, eu estava preparada para ouvir muito e, bem, você disse que seria minha amiga para sempre, que nunca ia me deixar na mão.
Me permite outra frase? "Era tudo o que eu queria ouvir, era tudo o que eu queria ouvir...!" - Essa eu roubei do livro 'Uma Professora Muito Maluquinha', do Ziraldo. É, gêmea siamesa, era tudo o que eu queria [e precisava] ouvir, sabe? Eu precisava de uma amiga e tinha você bem do meu lado. Obrigada.
Isso porque eu não mencionei nossos surtos, desenhos, pares, planos, histórias, piadas, implicâncias e...Nossa, é tanta coisa, Karamelle. Quisera eu poder dizer o quanto você acabou se tornando importante para mim, uma...Bem, uma gêmea siamesa de verdade. Eu nunca poderei agradecer o suficiente por você ter ficado do meu lado, nunca poderei dizer o quanto você é minha amiga. E eu sei que ainda falta tanto para dizer...! Mas não dá, não em palavras. - Acho que é por isso que eu te abraço tanto.
Então, vamos cumprir nossa promessa mesmo sabendo que não precisava avisar. Vamos ser amigas para sempre, Karamelle.
Com milhares de beijos de caramelo,
A.
PS: Eu te amo. ♥

domingo, 8 de agosto de 2010

30 Letters - Your Best Friend [Parte 2]


Tom,
Cara, lembra de como a gente se conheceu? Eu cheguei lá no Teatro com a maior cara de pau e simplesmente conversei com você como se já fossemos íntimos, né? Sei lá, quem estava olhando devia achar que eu estava totalmente dando em cima de você, se bem que no começo eu dei um pouquinho mesmo e - veja só! - de Romeu e Julieta pulamos para os Três Mosqueteiros que são só dois.
Era de se esperar que depois de eu ter sido tão insana, você sairia correndo e gritando pela polícia, não é? Acabou que em uns dois, três meses, você não era só um cara legal que eu conheci no Teatro, era meu melhor amigo. Era o cara legal que eu conheci no Teatro e com quem eu podia surtar e rir e contar tudo sobre qualquer coisa, porque eu sei que posso confiar em você, Tom. Era quem acabava me entendendo apesar de eu ser tão infantil e aleatória. Você era meu Romeu, lembra? Mas eu nunca teria um caso amoroso com você. Não pelo o que você está pensando, mas porque eu nunca estragaria nossa amizade. Seria triste demais.
Mas seria triste demais até mesmo para uma tragédia, quero dizer, seria cruel comigo e que os deuses queiram, com você também. Perder um amigo tão divo e fofo e feliz como você seria não apenas trágico, mas iria me magoar de verdade. Porque eu confio em você mais do que eu sonharia em confiar em alguém que eu conheço há tão pouco tempo, sabe? E, sério, você é mais meu amigo do que pessoas que eu conheço desde a época em que eu era uma criança.
Porém, mais do que isso, você é minha alma gêmea, né? Meu irmão filho de outra mãe, sei lá, coisas desse tipo. Acho que no fundo você entende, porque você sempre dá um jeito de me entender. E eu sei que não estou falando coisa com coisa, eu sei, mas é que eu tenho tanta coisa para falar que troco tudo.
Já mencionei o quanto temos em comum? O quanto eu me divirto com tudo o que você diz? O quanto eu quis bater naquela vadia e naquele outro lá? Tá, eu não sou grande coisa com minha grande altura, mas por você eu teria pego uma vassoura e quebrado eles. Você sabe que pode contar comigo, que eu vou me vestir de cavaleiro para te salvar de...Qualquer coisa que te aflija, colega.
É que, sei lá, eu sei que posso acreditar nessa amizade. Eu sei que posso acreditar em você. E que os deuses façam com que você acredite e confie em mim, né? Só para variar. Não. Sério. Valeu por tudo, Tom. Hoje e sempre.
Que um Incubus te visite hoje a noite,
A.
PS: Você foi o melhor namorado de fachada que uma garota querendo fazer ciúmes no cara que gosta poderia pedir.
PS²: Apaga o fogo na pista com o cabelo, seu perigoso! -q

30 Letters - Your Best Friend [Parte 1]



F.,
Nós passamos por muita coisa, não é? Será que agora você me odeia? Ás vezes eu penso que no fundo, você quer mesmo desistir de mim e fingir que nunca me conheceu. F., sabia que esse é meu maior medo? Estou sendo egoísta, eu sei, em pensar que você não pode simplesmente esquecer nossa amizade. Sei que não tenho o direito de chamá-la de 'nee-san', que sequer posso pedir desculpas.
Mas também sei que me dói saber que um dia podemos já não ser amigas. Aliás, falar que dói é pouco. F., eu sei que já te disse isso e talvez pode não significar nada para você - como poderia?! Fui eu quem mais te machucou, não foi? - mas, eu preciso repetir isso todos os dias, mais para mim do que para qualquer outra pessoa: F., você é minha melhor amiga.
E é por isso que eu me desespero por qualquer coisa, entende? Eu tenho medo de que um dia você simplesmente se canse. Isso já aconteceu tantas vezes...! E todas as vezes doeu como se fosse a primeira. Porém, F., se um dia nós não formos mais amigas, se um dia tivermos de dizer adeus, afirmo com todas as certezas de que vai me machucar tão profundamente...Tão profundamente que...Não sei. Eu posso ter todas as amigas do mundo, mas nunca seria a mesma coisa sem você.
Lembra, F.? Lembra de 'Siga a Estrela'? Você disse que ficou muito Regulus e Sirius, lembra? Na verdade, eu escrevi pensando na gente, sabe? Nunca foi questão de inveja, agora eu vejo, é só que eu te admiro demais, não por você ser você, mas por você ser a melhor amiga que eu nunca vou merecer.
Como eu poderia? Não foi você quem primeiro se preocupou? E o que eu fiz para você, F.? O quê? Eu te machuquei de novo e de novo como a pior amiga que alguém pode ter. Eu queria tanto poder...Desistir, sabe? Poder dizer que não vai fazer diferença. Só para poder te proteger como uma boa amiga, sabe? Mas não dá.
Desculpe, desculpe por toda a eternidade, F., mas eu não posso perder a sua amizade, perder a primeira pessoa que se preocupou comigo, não posso fingir que você não é minha melhor amiga. Me desculpe, eu sei que não mereço nossa amizade, que eu não mereço nada, mas dói demais. Dói perder uma amiga, mas dói muito mais perder uma irmã.
Vamos, vire a cara, me odeie, ignore tudo isso. Na verdade, é o que eu mereço, não é? F., se eu pudesse voltar no tempo, eu consertaria tudo o que fiz, só para ter mais lembranças felizes, sabe? Quero dizer, mais lembranças felizes.
Você se lembra? Dos abraços, dos risos, daquela vez em que eu chorei? [Foi um pouco antes de nossa primeira briga.] Lembra das conversas no msn? Das fanfics? Dos originais? Das discussões com músicas? Das piadas internas? Da vez em que eu disse que era sua gêmea por mais que soubesse que era meio ridículo e que você - talvez - nem ligasse? Lembra, F.? Da época antes de eu estragar tudo?
Então pense nela com tanto carinho quanto eu penso. Porque eu preciso lutar por essa amizade, pelo meu porto seguro e mais que isso, pela minha melhor amiga-irmã que eu nunca acharei igual. Não deixe, F., que isso acabe. Não esquece daquela garota chata que vai todo recreio te dar um 'oi' e um abraço. Mas lembra de um jeito bom, lembra de mim como uma amiga. Por favor.
Porque eu nunca, nunca vou me esquecer de você, sabia? Nunca. Eu sei que falo demais isso, mas você é minha melhor amiga, juro de pés juntos e ajoelhada no milho, você é minha melhor amiga-irmã-camarada. Então, eu te prometo que apesar de tudo, nunca vou te odiar, nunca vou te esquecer e mesmo que Deus e o diabo apareçam na minha frente, comprando briga, eu nunca, nunquinha mesmo, vou esquecer de você, da nossa amizade, de nada.
Então, por favor, prometa-me que irá lembrar de mim. Prometa-me que seremos amigas para sempre. É tudo o que preciso para saber que não perdi você como perdi tantos amigos.

Obrigada por tudo,
A.
PS: Eu te amo. ♥

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Stop crying your heart out

[Você olha para os lados e chama por alguém. Você grita e grita e chora e chora e não há ninguém. Você grita por socorro, você chora lembranças, sussurra nomes, estende os braços e cai e cai e cai. Porém ninguém vem, ninguém te ouve, só o silêncio e os medos. Então, você entende que está sozinha e um peso te joga de joelhos no chão, quando você olha para cima, não existem mãos te levantando. Há o nada e há o medo. Você grita de novo e a solidão te agarra e te mata aos poucos.]
Então você olha em volta e se vê sozinha. O mundo nunca lhe pareceu tão grande, não é?

sábado, 17 de julho de 2010

Can You Hug The Tangerine? Yes, I can.

Obrigada, Morg, era...Era tudo o que eu andava precisando ouvir, entende? Era de tudo o que andava precisando, um motivo para chorar de alegria, um motivo para me sentir bem e segura em relação à uma amizade só por uns segundos, sabe? Então, obrigada. Por ser minha amiga, por ter ficado do meu lado sem saber que eu estava precisando. Eu amo você, Morg. Seremos amigas para sempre, não? E iremos pegar nossas mochilas preferidas, um conversível roubado e iremos conhecer todo o Brasil. Como naqueles filmes, não é? E depois iremos para Cuba e ninguém - ninguém mesmo! - vai nos segurar! Deixaremos Dionísio orgulhoso e Hermes enlouquecido...E depois escreveremos as melhores histórias, óbviamente! Obrigada, Morg, por me fazer confiar tanto em você. E nada, nada vai acabar com os meus sonhos infantis, não é? Nós faremos isso tudo, não é? Obrigada, Morg. Por ser minha amiga.

O msn bobão não salvou a mensagem que você mandou, se não eu colava aqui e pronto. ♥

sábado, 3 de julho de 2010

Look, dear, for the sky.

Você já parou para olhar o céu? Aliás, mais do que isso, você gosta de azul? Eu adoro azul, não é - ainda - minha cor preferida, embora um dia já tenha sido. Estou sempre mudando, na verdade. Sabe quantas cores favotitas, amadas, idolatradas, eu já tive? Nossa, incontáveis. Mas, o azul, que não deveria ser nada mais que a cor do céu, sempre - e quando eu falo sempre, é sempre mesmo! - esteve ali. Quero dizer, mesmo não estando em primeiro lugar, esteve sempre na lista. Sei lá, azul é meio mágico, né, não? Deve ser porque é a cor do céu, meio divino e mesmo sendo azul a cor que deveria me trazer o mínimo de paz interior, só consigo...Bom, gritar e pular e ter ataques. Porque, cara, é azul. E azul é azul e portanto, é azul e que se dane se eu não estou fazendo o menor sentido. Espera um dia bonito...Quero dizer, não um dia bonito, porque isso, todos os dias são. Espera dar um dia especial, sem nuvens no céu. [Branco é legal, mas engorda.]
E aí, sei lá, se pendura na janela, fica parado no meio da rua, mas olha para o céu. Só faz isso. E aí você vai entender do que estou falando, dessa mágica meio bizarra. Aliás, olha o céu e faz um esforço para entender o porquê de eu gostar tanto, tanto, tanto de azul. Mesmo que, bom, o azul não deve ser muito meu fã. Ninguém é fã de uma fã, ainda mais uma fã histérica. Mas quem se importa? Estou te dizendo. É azul. E é o que importa, afinal.

[Acho que nunca, nunquinha mesmo, escrevi um texto com tanta mensagem subliminar. Sério. Só achei que ia ficar mais legal se fosse para ler nas entrelinhas. Na verdade, a ideia veio de um comentário dele, sabe? 'Dele', quem? Ah, é. Do Azul, oras!
PS: Lembra da dica para olhar o céu? Era uma mensagem subliminar, mas leva ela a sério. Um dia, só pare para olhar o céu. É legal.
PS²: Agora, outra dica da tia. Se você gosta de fanfics, corre para o Fanfiction.net e digita 'Aoi Koufuku'. Só uma dica de uma fã.]

terça-feira, 8 de junho de 2010

Because we're hot!


[Senti falta de dizer o quanto elas são importantes para mim.]

domingo, 6 de junho de 2010

I won't let you fall, so don't worry.

Escuta, Miss Karamelle, eu não quero nem saber se é um trio, entende? Porque essa história é a maior roubada, colega, só para enganar trouxa e deixar os outros se mordendo de inveja, somos três, mas você está ali, sempre, sempre e sempre, implícita e eterna, além de cada vez mais especial. Porque você é doce demais, mas é aquele doce que se esconde por trás do azedo e conforta nas horas boas e ruins, então não há enjoo, porque açúcar nunca é demais para quem sabe apreciar. E nós não apenas apreciamos você, nós a amamos. Então, para de frescura, respira fundo e vem para cá, o título é 'Três Mosqueteiros' mas sempre foram quatro. [Você não está sozinha.]

~*~
"Então, o que eu levo para a Mandie e para as outras? Água do Nilo, areia ou um pedaço roubado de uma Pirâmide?"
"Isso tudo não seria roubo?"
"Claro que não, bobinho! É empréstimo sem conscentimento!"
Ele se abaixou, olhando para o grupo de turistas americanos que estavam acompanhando. Não que Ludwig estivesse preocupado em se perder deles no momento que virassem atrás da pirâmide, mas ele realmente adoraria se perder no Egito ao lado de sua doce Luiza sem ninguém para perturbar - que se dane se a voz dela está sempre no volume máximo, ainda era maravilhosa demais aos seus ouvidos. E mais incrível ainda era poder estar ali, cercado de sol e areia em variados tons de caramelo ao lado dela, sabendo que a estava fazendo feliz apesar do calor infernal. [E daí? Ele ia até o Inferno por ela mesmo.]
"Karamelle, melhor irmos andando..."
"Relaxa, Lud, está no meu sangue, eu sei andar por aqui...!"
"Mas nós vamos mesmo nos perder e..." - Ela segurou o braço dele com força e ele se esforçou para não corar, qualquer coisa, diria que era o sol. - "Que foi?"
"Será que não dá mesmo para você ficar só um pouco perdido aqui comigo?" - E foi só aí que ele lembrou de agarrá-la. Os turistas americanos já tinham desaparecido mesmo...
[Eles nem se lembram como conseguiram voltar à Alemanha, mas puderam se gabar de ter tido a Lua de Mel mais quente de todo o trio. Ou melhor, quarteto.]

quarta-feira, 26 de maio de 2010

I don't want to let you fly away from me.

"You could be happy and I won't know
But you weren't happy the day I watched you go.
And all the things that I wished I had not said
Are played on loops 'till it's madness in my head."
(You could be happy; Snow Patrol.)

Ao longo da minha vida, perdi amigos. Muitos, até, todos importantes em cada época da minha vida e de todos sinto falta, mesmo que eu esconda no fundo do peito aquela vontade de tentar recuperar uma amizade que não está morta, mas que perdeu toda a sua força mágica, aquela que eu acreditava que nos uniria para sempre ou pelo menos, só o tempo suficiente para eu aprender a curar feridas no peito esquerdo ou o tempo que fosse para eu entender que ainda dá para ter um pouco - um pouquinho que seja - de esperança, mesmo que no fundo, onde nem mesmo nós conseguimos enxergar.
Acho que os perdi por ter sido fraca. Por não ter conseguido manter nossa amizade como estava, porque eu mudei e esqueci de avisar a eles. E eles também mudaram, uns mais rápido, outros mais lentamente. Quase todos de forma drástica, e eu fui ficando para trás sem perceber, porque eu mesma não me deixei seguí-los. Agora, já não há mais tempo e fico aqui, sentadinha, imaginando se eles estão bem. Porque a saudade não me deixa esquecer aqueles tempos em que éramos nós e um mundo há nossa frente e não cada um com seu próprio mundo, com futuros que parecem não se cruzar.
Rezo, não sei para quem, para que eles estejam felizes. Porque eu mesma, já não posso protegê-los. Claro, me arrependo de ter deixado tudo se acabar como se não tivesse sido nada e se eu pudesse voltar no tempo, eu daria em cada um deles, um abraço e diria, olhando em seus olhos, o quanto eu os amava. Se bem que, talvez, eu ainda os ame porque ainda dá para sentir as lembranças que guardei com tanto zelo lá no fundo do peito, aquecendo um pouquinho.
E eu prometo que nunca mais deixarei nenhum amigo voar para longe, mesmo sabendo que não posso lutar com o tempo. Mas sempre dá para ter uma garantia se eu me esforçar mesmo para transformar laços em verdadeiros cabos de aço.

(E um dia, escreverei algo que realmente mostre como eu me sinto em relação as minhas perdas. Tudo se torna superficial quando se tem em mente que uma hora de matemática está aguardando seu espírito pecador.)


quinta-feira, 29 de abril de 2010

Nouvelle


Eu a conheci no início do ano, era talvez o segundo ou terceiro dia de aula. Me sentei na frente dela, minha melhor amiga havia faltado e não havia ninguém com quem eu poderia fazer meus comentários geniais e sem graça sobre cada novo figurão que iria nos dar aula. Sobrou para ela.
E, sei lá se ela me achou divertida, engraçada e tals, provávelmente ela tenha trauma com baixinhas agora, mas desde aquele dia eu já gostei dela. Ela era simpática - cacete, ela riu das minhas piadas infelizes! - e não demorou muito para conversas no meio da aula virarem uma amizade que já começara com tudo. Em menos de um ano já sei tudo da vida dela com o namorado e ela já leu mais contos meus do que minha melhor amiga. Se bem que agora, sei que ela é tão importante quanto. Não acho que quatro meses de amizade sejam tão pouco assim, quando um não quer dois não brigam, eu adoro ela. E não é só porque ela me faz rir com suas piadas pornográficas, com suas histórias, com seus comentários e com seu tchá tchá tchá. Eu adoro ela porque ela é a uma morena pálida que teve coragem o suficiente para ser minha amiga. E eu a admiro demais por isso, é preciso ter pulso para me aturar às sete da manhã.
E ela sabe - porque eu contei - que eu não estou conseguindo escrever nada que preste aqui. Ela sabe e se Deus quiser, ela vai entender. Porque ela é fofa e meiga e amiga o suficiente para isso.
Tchá, tchá, tchá, Bruna. Eu adoro você.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Éternellement

Escuta, eu só queria dizer que você sempre será minha melhor amiga. Quando você fica calada, olhando para o nada, você é minha melhor amiga, quando você é cruel sem saber e me machuca bem la no fundo, você é minha melhor amiga, quando vem aquele silêncio incômodo e a gente se ignora, você é minha melhor amiga. Sempre foi, entende? Você diz que cinco anos não são nada, muitas vezes você nem liga, mas eu não me importo? Porque naquela vez você disse que eu era sua irmãzinha e eu vou acreditar nisso, até ficar bem velhinha e morrer. Porque naquela hora eu fiquei muito feliz, de verdade.
Mesmo, não me importo. Algumas coisas mudaram, sim, mas nunca se sabe. Eu sei que a gente vai dar um jeito, porque a sempre dá. Lembra? De tudo pelo o que a gente passou? Daquelas risadas, daqueles abraços, das minhas e das suas lágrimas, da troca de olhares, daquela telepatia, das discussões bobas que terminavam em risos histéricos, das histórias, dos micos. Talvez você não lembre, talvez você não ache importante, talvez qualquer coisa.
Apesar de qualquer coisa que possa acontecer, você ainda é e sempre, sempre será minha melhor amiga. Porque você foi durante todos esses anos e eu sei, de alguma forma eu sei, que você continuará sendo.
E quando o professor perguntou quem era a pessoa mais importante para a gente na sala, eu logo pensei em você. Porque eu sempre fico muito feliz quando tudo parece ser como antes, quando a gente esfrega na cara de todo mundo que ainda estamos aqui, firmes e fortes e que assim continuará sendo. Para sempre. Eu já disse, garota, você é minha melhor amiga, não importa o que você ou qualquer outra pessoa diga.
Por isso, me promete uma coisa? Nem é muita coisa, eu só queria pedir para tudo continuar como sempre foi, para sempre e mais um pouco. É que eu acredito que já nem é um caso de ser melhor amiga ou não, sabe? Não faz muito tempo, mas você já é uma irmã. A minha irmã mais velha. Para sempre.
Eu amo você, nee-sama.
(Não se esquece disso. Nunca.)
PS: Quando você disse que havia perdido a pedra, eu fiquei apavorada, mas eu sabia que você ia dar um jeito de achá-la. Porque era a pedra da nossa amizade.
PS²: E eu menti, é claro que eu iria catar outra pedra com você. Sempre.



domingo, 18 de abril de 2010

Bon voyage!

Já não me importa a distância, já não me importam os problemas, já não me importa o quanto demore. Eu só sei que um dia eu chego, não importa quantos passos eu dê ou o quanto minhas pernas doam, sei que irei chegar lá, que vai valer a pena, que toda essa distância sufocante será apenas um passado grotesco, um incômodo, um erro do destino por ousar tentar nos manter separadas.
Mas eu juro, juro que será por pouco tempo. Juro que irei me esforçar para percorrer toda essa estrada, que vou vencer essa distância, que farei uma viagem mágica sobre um arco-íris e que irei encontrá-las, que irei abraçá-las com força, que vou chorar, que vou rir, que vou ficar me sentindo uma boba, que vou matar as saudades e que irei impedir que essa distância toda volte, que voltem a nos separar.
Porque lutar contra o destino por vocês, vale à pena. Porque saber que em algum lugar eu tenho vocês, pensando em mim dessa forma tão fofa e amável e meiga e verdadeira, é mágico e me dá forças para dar um jeito de correr até vocês, não me importa a dor dos meus pés, eu chego até aí, nem que seja à pé, nem que seja nadando, nem que seja carregada por pombos. Eu chego e vou abraçar vocês, minhas amigas queridas que eu amo.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Danke!

Ei, sua bobinha, obrigada pelo tapa na cara, só Deus sabe onde eu acabaria indo sem ele. Obrigada por ser humana o suficiente para ser realista e se preocupar, obrigada por ser amiga o suficiente para colocar meus pés no chão antes que o mundo me faça cair, obrigada por ser franca e não esconder nada, por saber se expor sem ferir ninguém, por me ajudar a curar minhas feridas quando eu tento escondê-las de todo mundo. Obrigada por me conhecer tão bem em tão pouco tempo, por entender como me sinto em relação à tudo quando eu mesma me sinto confusa, pelos abraços e risadas, pelos choques de realidade, pelas broncas, pelos surtos criativos, pelas conversas, pelas novas amigas e pelas velhas também. Obrigada por ter ficado do meu lado, por não ter me mimado, por não ter sido cruel sem motivo, por ter me defendido, pelas verdades, por Hetalia, pelos RPs, pelo nacionalismo, pelo drama e pela comédia. Obrigada por ser minha irmã quando acreditei não ter mais ninguém. ♥

EU AMO VOCÊ, IMOOTO. ♥

(Se a S. Miyazawa é minha Fada Madrinha, não há dúvidas de que você é meu anjo da guarda.)

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Teste de Sanidade

Meme: Vamos ver o quanto irei me surpreender! 8D


[x] Você já gritou com um objeto inanimado por "machucar você".
[ ] Você já correu em encontro de uma porta de vidro.
[ ] Você já pulou fora de um veículo em movimento.
[x] Você já pensou em algo engraçado e riu e, em seguida, as pessoas lhe olharam estranho.
[x] Você já correu ao encontro de uma árvore / arbusto.
[x] Você já foi chamado de loiro. (N/Saki: Mas você é loira. E polonesa /foge)
Total: 4

[ ] Você sabe que é possível lamber o seu cotovelo.
[ ] Você acabou de tentar lamber o seu cotovelo.
[x] Você já tropeçou em seus prórios pés e caiu.
[x] Você já se afogou na prória saliva.
[x] Você quebra um monte de coisas.
Total: 3

[x] Você viu Matrix e ainda não entendeu.
[ ] Você digita com três dedos ou menos.
[x] Você já colocou fogo em alguma coisa, acidentalmente.
[x] Você já tentou beber água (ou qualquer outra coisa) com canudo, mas isso entrou no seu nariz.
[x] Você já se pegou babando. (...Eu estava dormindo, pô!)
Total: 4

[x] Você tem dormido na sala de aula.
[x] Às vezes, você para de pensar.
[x] Às vezes, quando você está contando uma história você esquece do que está falando.
[x] As pessoas muitas vezes abanam a cabeça e caminham para longe de você.
[x] Você frequentemente usa sua “voz interior” e ela parece com a do Zina. (Não exatamente, ela se parece com a do Alex Band! 8D)
Total: 5

[x] Você usa os dedos para fazer cálculos simples.
[ ] Você já comeu um inseto acidentalmente.
[x] Você está fazendo esse teste, quando você deveria estar fazendo algo mais importante.
[ ] Você já colocou suas roupas ao contrário ou do avesso, e não notou isso.
[x] Você já procurou por alguma coisa por muito tempo e só depois percebeu que o tempo todo estava em sua mão/bolso/cabeça o tempo todo.
Total: 3

[ ] Você já mandou correntes porque você estava assustado com o que eles diziam que ia acontecer se você não fizesse isso.
[x] Você inclina sua cabeça quando você está confuso.
[x] Você já caiu de sua cadeira.
[ ] Quando você está deitado na cama, tenta encontrar imagens na textura no teto.
[ ] A palavra "hm" é usado com freqüência.
[x] Você não sabe o que "hm" significa. (Tem significado?! Jura?!)
[x] Você diz muito "o quê?" e "hum".
[x] Você planeja usar uma calculadora para multiplicar sua pontuação para este teste. (Vidente, é...?)
Total: 5


Total Geral: 24


Agora, pegue seu total e multiplique por quatro e re-poste como "Eu sou __% mentalmente insano".


Eu sou 96% insana!

Acredite, meu bem, não me surpreendeu em nada. ;D

(N/Saki: Isso é culpa do descolorante no cabelo e *leva tiro*)


quinta-feira, 1 de abril de 2010

Schwester

Mesmo após tanto tempo, ainda sinto certa culpa quando a olho, não consigo acreditar que ela tenha conseguido me perdoar, quero dizer, no lugar dela, não acho que eu teria feito algo tão...Nobre. Provavelmente eu teria me dado um pelo tapa na cara, daqueles para acordar para a realidade. No entanto, ela me desculpou e acho que tudo serviu para fortalecer nossa amizade meio insana. Quero dizer, eu não a considero uma amiga, ela é e sempre será minha irmã mais nova, uma amiga muito mais que apenas uma amiga que eu vou guardar no lado esquerdo do peito por toda a minha vida. E que se dane se isso soou sertanejo, não estou nem aí.
É o mínimo que posso fazer após ter sido tão cruel, tão bruxa, tão não amiga (ou irmã?). Acho que eu mesma não me perdoei, sei lá, ainda hoje ainda me sinto meio culpada. Ainda mais agora, que ela foi tão legal comigo, nunca ninguém foi tão gentil a ponto falar francamente que não gostou do jeito que me trataram. Aliás, ela sempre foi muito franca, acho que isso é uma das 20.000 coisas que eu admiro nela.
Dane-se, está bem? Dane-se se amanhã é o meu aniversário, o presente é para ela e ponto final. Porque com certeza, minha vida não seria a mesma coisa sem nossas piadas internas e meus ataques dramáticos e meio emos que só ela entende. Com sorte, o máximo que eu conseguiria é uma vida onde eu seria feita de gato-e-sapato sem minha irmã mais nova para me defender.
Por isso, tudo o que eu tenho para fazer é todos os dias da minha vida agradecer por ter uma amiga como ela, que eu sei que não vai mudar do nada, que não me usa como...Anh, paquita (?) e que vai estar do meu lado quando eu precisar. Porque ela já provou ser esse tipo de amiga, daquele que aparece vestida de mosqueteira quando o mundo inteiro parece estar ruindo diante dos seus olhos. E eu preciso provar que também sou, não vale só dizer desculpa por qualquer coisa, apavorada (Acho que traumatizei, ela entende porque.) demais para fazer outra coisa além de me encolher. E acho que mesmo hoje, todos os abraços, risadas, piadas e 'Eu te amo, imooto!" não foram o suficiente para dizer o quanto ela é importante para mim. Cacete, ela conseguiu em pouquíssimos anos ser uma melhor amiga, mais que uma irmã ou qualquer outra coisa. E isso, vale demais. Vale mesmo.
Droga, obrigada por tudo, imooto. Se esqueça disso não!
Eu te amo, Equinox, prometo ser uma nee-san melhor.


quarta-feira, 31 de março de 2010

Musketeers


A culpa é toda da Saki Miyazawa Morgan e da Sunrise porque se elas não tivessem postado algo tão lindo quanto aquele posts sobre nós, eu não estaria aqui, escrevendo isso vergonhosamente, tentando reparar aquele meu outro post, todo frio e distante, como se eu fosse uma rainha do gelo e não a Schneewittchen dos contos de fadas.
A verdade é que em um tempinho bem 'inho' mesmo, elas se tornaram uma parte importantona bem 'ona' da minha vidinha nem tão 'inha'. Tem vezes em que eu prefiro ficar com meu traseiro grudado na cadeira, conversando com elas do que ir à algum lugar e outras em que eu simplesmente fico irritadíssima porque elas ainda não entraram naquela droga do msn, mesmo que sem ele nós não nos conhecessemos.
Se bem que a culpa é mais de Hetalia e do Fanfiction. A culpa é toda deles e nós muitas vezes os xingamos por conspirarem, mas lá no fundo, bem no fundo mesmo, quase no porão da alma, nós agradecemos. Agradecemos pela chance de poder nos conhecer e contar uma com as outras quando o mundo se vira contra nós. Ou contra mim. Quem se importa? Elas estão ali para eu poder me apoiar e pular em um pé só. E eu estarei por elas, nem que eu tenha que arrastá-la pelos pés até só Deus sabe onde. O importante é que a gente chegue juntas e com todos os membros do corpo.
Por isso, eu não vou ficar aqui enrolando. Não dá para fingir, não é possível colocar tudo em palavras, ainda mais em um post de blog. Para a gente dizer tudo sobre essa ligação bizarra, a gente tem que escrever uma Bíblia inteira e tornar o nosso Bad Friends Trio em uma seita. Para todo mundo aprender a ser fofo e amiguinho que nem o Tobi e o Dodó de 'O Cão e a Raposa'. Pois é, garotas, se nós dominassemos o mundo, não teria tanta guerra.
Ou será que iríamos ferrar com tudo de vez?
Vai saber?
Amo vocês, suas bobonas.
Considerem-se mordidas.