Vamos limpar a poeira, abrir as cortinas, atualizar essas besteiras todas e fingir que não fugi para casar com o Romeu - não que eu tenha feito isso, mas seria bem legal correr de mãos dadas por aí com algum gatinho enquanto Deus (ou o que quer que esteja cuidando das nossas vidas) coloca Check Yes Juliet para tocar. Aleatoriedades à parte, seria legal da minha parte dizer o que rolou comigo desde... quando foi a última vez que eu passei aqui? Foi em Novembro, acho, com um post igual a esse mais ou menos, não foi? Quero dizer, falando sobre as últimas notícias e tudo o mais. Dane-se, de qualquer forma. Estamos em 2011 e minha vida, bem, continua a mesma. domingo, 16 de janeiro de 2011
Sorry, dude, I'm late.
Vamos limpar a poeira, abrir as cortinas, atualizar essas besteiras todas e fingir que não fugi para casar com o Romeu - não que eu tenha feito isso, mas seria bem legal correr de mãos dadas por aí com algum gatinho enquanto Deus (ou o que quer que esteja cuidando das nossas vidas) coloca Check Yes Juliet para tocar. Aleatoriedades à parte, seria legal da minha parte dizer o que rolou comigo desde... quando foi a última vez que eu passei aqui? Foi em Novembro, acho, com um post igual a esse mais ou menos, não foi? Quero dizer, falando sobre as últimas notícias e tudo o mais. Dane-se, de qualquer forma. Estamos em 2011 e minha vida, bem, continua a mesma. quarta-feira, 22 de setembro de 2010
30 Letters - Someone from your childhood
Ian,quarta-feira, 9 de junho de 2010
"If I can wish for one thing..."

Aquele dia tonou-se nublado e não havia sol em qualquer lugar, aos poucos, das nuvens caiu a mais triste das chuvas, um pranto dos deuses pela morte de um e pela dor de outro.
E Apolo sujou-se de sangue quando chorou abraçado ao corpo de Jacinto, porque nada do que fazia trazia a vida de volta aos olhos dele e a sua pele rósea era fria e cinza de encontro ao seu corpo trêmulo.
Talvez agora ele, que sempre fora imortal, soubesse o que era morrer, pois algo dentro de seu peito havia quebrado e seus cacos o faziam sangrar, mal podia respirar, sem forças para culpar o vento Zéfiro e sem querer aceitar, chorava cada vez mais, afogando a terra em dor e saudades do que não se pode ter por tempo suficiente.
Então deitou-se sobre seu menino e beijou-lhe os lábios pálidos, gélidos e mortos com culpa, detestando aquele sabor de morte. E do sangue de Jacinto e das lágrimas de Apolo, brotaram flores que lamentavam. E pelos gritos do deus, parecia aos mortais que agora todos os dias seriam noites de eclipse, sempre sofridas e sempre sem música. Porque sua própria eternidade assim seria, marcada como eram as pétalas de Jacinto.
[Créditos para Hiei-and-shino pelo final, porque ela é foda e minha diva.]
quarta-feira, 26 de maio de 2010
I don't want to let you fly away from me.
Ao longo da minha vida, perdi amigos. Muitos, até, todos importantes em cada época da minha vida e de todos sinto falta, mesmo que eu esconda no fundo do peito aquela vontade de tentar recuperar uma amizade que não está morta, mas que perdeu toda a sua força mágica, aquela que eu acreditava que nos uniria para sempre ou pelo menos, só o tempo suficiente para eu aprender a curar feridas no peito esquerdo ou o tempo que fosse para eu entender que ainda dá para ter um pouco - um pouquinho que seja - de esperança, mesmo que no fundo, onde nem mesmo nós conseguimos enxergar.
Acho que os perdi por ter sido fraca. Por não ter conseguido manter nossa amizade como estava, porque eu mudei e esqueci de avisar a eles. E eles também mudaram, uns mais rápido, outros mais lentamente. Quase todos de forma drástica, e eu fui ficando para trás sem perceber, porque eu mesma não me deixei seguí-los. Agora, já não há mais tempo e fico aqui, sentadinha, imaginando se eles estão bem. Porque a saudade não me deixa esquecer aqueles tempos em que éramos nós e um mundo há nossa frente e não cada um com seu próprio mundo, com futuros que parecem não se cruzar.
Rezo, não sei para quem, para que eles estejam felizes. Porque eu mesma, já não posso protegê-los. Claro, me arrependo de ter deixado tudo se acabar como se não tivesse sido nada e se eu pudesse voltar no tempo, eu daria em cada um deles, um abraço e diria, olhando em seus olhos, o quanto eu os amava. Se bem que, talvez, eu ainda os ame porque ainda dá para sentir as lembranças que guardei com tanto zelo lá no fundo do peito, aquecendo um pouquinho.
E eu prometo que nunca mais deixarei nenhum amigo voar para longe, mesmo sabendo que não posso lutar com o tempo. Mas sempre dá para ter uma garantia se eu me esforçar mesmo para transformar laços em verdadeiros cabos de aço.
(E um dia, escreverei algo que realmente mostre como eu me sinto em relação as minhas perdas. Tudo se torna superficial quando se tem em mente que uma hora de matemática está aguardando seu espírito pecador.)
terça-feira, 20 de abril de 2010
Éternellement
Escuta, eu só queria dizer que você sempre será minha melhor amiga. Quando você fica calada, olhando para o nada, você é minha melhor amiga, quando você é cruel sem saber e me machuca bem la no fundo, você é minha melhor amiga, quando vem aquele silêncio incômodo e a gente se ignora, você é minha melhor amiga. Sempre foi, entende? Você diz que cinco anos não são nada, muitas vezes você nem liga, mas eu não me importo? Porque naquela vez você disse que eu era sua irmãzinha e eu vou acreditar nisso, até ficar bem velhinha e morrer. Porque naquela hora eu fiquei muito feliz, de verdade. Mesmo, não me importo. Algumas coisas mudaram, sim, mas nunca se sabe. Eu sei que a gente vai dar um jeito, porque a sempre dá. Lembra? De tudo pelo o que a gente passou? Daquelas risadas, daqueles abraços, das minhas e das suas lágrimas, da troca de olhares, daquela telepatia, das discussões bobas que terminavam em risos histéricos, das histórias, dos micos. Talvez você não lembre, talvez você não ache importante, talvez qualquer coisa.
Apesar de qualquer coisa que possa acontecer, você ainda é e sempre, sempre será minha melhor amiga. Porque você foi durante todos esses anos e eu sei, de alguma forma eu sei, que você continuará sendo.
E quando o professor perguntou quem era a pessoa mais importante para a gente na sala, eu logo pensei em você. Porque eu sempre fico muito feliz quando tudo parece ser como antes, quando a gente esfrega na cara de todo mundo que ainda estamos aqui, firmes e fortes e que assim continuará sendo. Para sempre. Eu já disse, garota, você é minha melhor amiga, não importa o que você ou qualquer outra pessoa diga.
Por isso, me promete uma coisa? Nem é muita coisa, eu só queria pedir para tudo continuar como sempre foi, para sempre e mais um pouco. É que eu acredito que já nem é um caso de ser melhor amiga ou não, sabe? Não faz muito tempo, mas você já é uma irmã. A minha irmã mais velha. Para sempre.
(Não se esquece disso. Nunca.)
PS²: E eu menti, é claro que eu iria catar outra pedra com você. Sempre.
domingo, 18 de abril de 2010
Bon voyage!
Já não me importa a distância, já não me importam os problemas, já não me importa o quanto demore. Eu só sei que um dia eu chego, não importa quantos passos eu dê ou o quanto minhas pernas doam, sei que irei chegar lá, que vai valer a pena, que toda essa distância sufocante será apenas um passado grotesco, um incômodo, um erro do destino por ousar tentar nos manter separadas. quinta-feira, 15 de abril de 2010
Prendre son élan
Eu estava usando meu macacão, daqueles jeans que estavam na moda antigamente e meus sapatos de boneca vermelhos cereja. Costumo chamá-los de sapatinhos de Dorothy, enquanto rio e balanço os braços. (Perigosa e espalhafotasamente demais, diriam alguns.) quarta-feira, 31 de março de 2010
Für alle Zukunft

Ás vezes me pego pensando em como estarei daqui à alguns anos. Quero dizer, quando criança eu não pensava muito nessas coisas, por mais que cismasse que minha filha seria loira dos olhos azuis ou boazuda que nem a Barbie. Hoje, eu já fico me imaginando com um belo emprego, aquele com o qual sempre sonhei ou com quem estarei parecendo. Com minha mãe? Com meu pai? Terei finalmente meu próprio estilo? E como estarão meus valores? O tempo sempre vem e tenho medo de acabar mudando mais do que o necessário.
Queria poder voltar só um pouquinho no tempo para poder comparar, saber no que mudei e onde cresci. Sabe? Nunca bateu uma saudade daqueles tempos de criança? Eu sinto falta, muitas vezes sento, suspiro e fico remoendo a saudade.
Saudade de poder acreditar em contos de fadas e não ter o coração partido, de pisar em poças d'água e não ter um ataque porque sujou a porcaria daquele jeans caríssimo, de poder saltitar sem ser chamada de louca, de não se preocupar com aquela espinha ridícula, em como está o cabelo, se aquele garoto está a fim ou não, se as notas vão de mal à pior ou se preocupar em ser feliz. Ou com o futuro.
Ás vezes sinto falta de me sentir muito, muito feliz naquele momento por um motivo que hoje me parece bobo. Não é bom ter sido criança? Aquela ingenuidade não era boa? Não era bom poder ser só você e ponto? Sei lá, queria poder correr pela rua gritando:
"VOCÊ NÃO ME PEGA, VOCÊ NÃO ME PEGA!"
Hoje, só posso correr na rua se for para atravessar, mas eu juro que me esforço, me esforço mesmo. Ás vezes, imagino que estou brincando de pique-e-pega. E meu adversário é o tempo.
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