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sexta-feira, 13 de agosto de 2010

30 Letters - Your Best Friend [Parte 3]


Karamelle,
Quando eu estava cheia de problemas e me afogando em lágrimas, foi você quem veio correndo me dar um abraço, não é? Quando eu fugia para a sua casa e quase morria de alergia ou quando eu ligava e mandava mensagem para a gente fazer alguma coisa, eu fazia porque sabia que com você eu poderia contar. Não por você ser uma verdadeira mosqueteira de minissaia, mas porque você é minha amiga, não é? Uma das melhores, quero dizer, se não fosse, não estaria aqui. Tá, tá, também foi porque você é uma verdadeira mosqueteira de minissaia.
Porém, você, mais do que qualquer outra pessoa, foi quem estendeu a mão para mim, me deu um abraço, me animou e gritou muito, muito mesmo. - Não para brigar, é claro, você só é meio surda mesmo. Opa, desculpe. - Poxa, Karamelle, lembra dos corações coloridos dos quais te falei? Daqueles que eu fazia na aula? Os corações coloridos? Eu disse que eles salvaram minha vida, mas você fez muito mais que eles.
Você foi minha amiga quando eu mais precisei. Existe uma frase que eu vi no DeviantArt que me lembra você, sabe? Apesar de ter a imagem de um monstrinho verde. Todos sabemos que você é meio cachorro, não meio marciana. Essa sou eu, pergunte ao Marcelo. Enfim. A frase: "Ás vezes, quando eu digo que estou bem, só quero que alguém me abrace e diga: 'Eu sei que você não está.'" E, nossa, isso me lembra demais você. Por todos os abraços, risos, gritos, micos, tapas, festas, fanfics, sonhos, pernoitadas...Por tudo isso e mais um pouco, Karamelle, obrigada.
Porque eu não sei o que eu teria feito sem você. Quero dizer, eu estava sozinha. Tinha brigado com a F., com a L., não tinha mais nenhuma amiga tão próxima, só você. E eu fiquei completamente apavorada, o que eu faria se você brigasse comigo? Cacete, você me conhece e sabe que eu sou dramática, mas eu tenho quase certeza de que me jogaria de uma ponte. Então, você ficou toda irritadinha como sempre e se não estivessemos nos falando pelo msn, acho que você teria colocado as mãos na cintura e me olhado com uma cara tão zangada que eu teria gritado pela minha mãe, eu estava preparada para ouvir muito e, bem, você disse que seria minha amiga para sempre, que nunca ia me deixar na mão.
Me permite outra frase? "Era tudo o que eu queria ouvir, era tudo o que eu queria ouvir...!" - Essa eu roubei do livro 'Uma Professora Muito Maluquinha', do Ziraldo. É, gêmea siamesa, era tudo o que eu queria [e precisava] ouvir, sabe? Eu precisava de uma amiga e tinha você bem do meu lado. Obrigada.
Isso porque eu não mencionei nossos surtos, desenhos, pares, planos, histórias, piadas, implicâncias e...Nossa, é tanta coisa, Karamelle. Quisera eu poder dizer o quanto você acabou se tornando importante para mim, uma...Bem, uma gêmea siamesa de verdade. Eu nunca poderei agradecer o suficiente por você ter ficado do meu lado, nunca poderei dizer o quanto você é minha amiga. E eu sei que ainda falta tanto para dizer...! Mas não dá, não em palavras. - Acho que é por isso que eu te abraço tanto.
Então, vamos cumprir nossa promessa mesmo sabendo que não precisava avisar. Vamos ser amigas para sempre, Karamelle.
Com milhares de beijos de caramelo,
A.
PS: Eu te amo. ♥

quarta-feira, 14 de julho de 2010

I understand, you really hate that bitch. Now, shut up and kiss me.

Ele entrou chutando a porta, jogou a jaqueta de couro no sofá, resmungou alguma coisa muito, muito feia sobre o mundo e simplesmente se deitou com a cabeça no colo dela. Foi isso, não lhe dera sequer um 'oi', nem a olhara nos olhos. Se não fosse sexta-feira e ela não estivesse muito feliz porque Amanda viria perturbá-la de novo dali à algumas horas, teria chutado o deus para o chão para que uma de suas gatas o comesse vivo.
"Oi, Ares." - O deus da guerra lhe respondeu com algo entre um rosnado e um resmungo. Ela se esforçou para sorrir. - "Deixe-me adivinhar. Afrodite?"
Ares olhou-a com as íris vermelhas como sangue. Fez que sim com a cabeça e se virou, o nariz roçando na barriga da garota. Ele pode sentir o cheiro da pele morena dela, por um segundo, se acalmou quando ela prendeu a respiração.
"Detesto aquela mulher."
"Faz muito bem, ela não presta. Ninguém que goste tanto de rosa pode ser boa de coração." - As mãos dela passeavam pelo cabelo negro dele sem percerber, o homem capaz de edxplodir um dragão com os olhos que entrara em sua casa agora parecia mais um daqueles cães enormes, mas bem mansinhos. Ela conteve um risinho, mas ele sequer percebeu, olhando nos olhos dela.
"Queria poder largá-la de uma vez para que se vire com Hefesto, não aguento mais tanta neurose."
"Relaxa." - Os dedos dela passaram para a bochecha dele. - "Um dia você acha alguém que vale a pena."
Então, uma luz se acendeu na cabeça do deus e ele se sentou em um salto, aliás, era meio bizarro um homem daquele tamanho ser tão ágil. Quando se tratava de velocidade, ela preferia imaginá-lo como um rinoceronte, não como um gato. [Mesmo que ele fosse, quero dizer, um gato.]
"Quê?" - Ela disse. - "Tem formiga no meu sofá?"
"É você!"
"Eu sou uma formiga?" - Perguntou rindo, até ter o rosto puxado até alguns centímetros do rosto cheio de cicatrizes dele. Prendeu a respiração. Ficou vermelha como os olhos dele.
"Não." - Ele revirou os olhos. - "É de você que eu estou precisando."
E ele a beijou como nunca beijou ou beijaria Afrodite, porque ele andava precisando de uma garota como ela, que fosse diferente de todas, mas que não fosse diferente dele. Uma garota para ele amar de verdade, só para variar.

domingo, 6 de junho de 2010

I won't let you fall, so don't worry.

Escuta, Miss Karamelle, eu não quero nem saber se é um trio, entende? Porque essa história é a maior roubada, colega, só para enganar trouxa e deixar os outros se mordendo de inveja, somos três, mas você está ali, sempre, sempre e sempre, implícita e eterna, além de cada vez mais especial. Porque você é doce demais, mas é aquele doce que se esconde por trás do azedo e conforta nas horas boas e ruins, então não há enjoo, porque açúcar nunca é demais para quem sabe apreciar. E nós não apenas apreciamos você, nós a amamos. Então, para de frescura, respira fundo e vem para cá, o título é 'Três Mosqueteiros' mas sempre foram quatro. [Você não está sozinha.]

~*~
"Então, o que eu levo para a Mandie e para as outras? Água do Nilo, areia ou um pedaço roubado de uma Pirâmide?"
"Isso tudo não seria roubo?"
"Claro que não, bobinho! É empréstimo sem conscentimento!"
Ele se abaixou, olhando para o grupo de turistas americanos que estavam acompanhando. Não que Ludwig estivesse preocupado em se perder deles no momento que virassem atrás da pirâmide, mas ele realmente adoraria se perder no Egito ao lado de sua doce Luiza sem ninguém para perturbar - que se dane se a voz dela está sempre no volume máximo, ainda era maravilhosa demais aos seus ouvidos. E mais incrível ainda era poder estar ali, cercado de sol e areia em variados tons de caramelo ao lado dela, sabendo que a estava fazendo feliz apesar do calor infernal. [E daí? Ele ia até o Inferno por ela mesmo.]
"Karamelle, melhor irmos andando..."
"Relaxa, Lud, está no meu sangue, eu sei andar por aqui...!"
"Mas nós vamos mesmo nos perder e..." - Ela segurou o braço dele com força e ele se esforçou para não corar, qualquer coisa, diria que era o sol. - "Que foi?"
"Será que não dá mesmo para você ficar só um pouco perdido aqui comigo?" - E foi só aí que ele lembrou de agarrá-la. Os turistas americanos já tinham desaparecido mesmo...
[Eles nem se lembram como conseguiram voltar à Alemanha, mas puderam se gabar de ter tido a Lua de Mel mais quente de todo o trio. Ou melhor, quarteto.]