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sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Hasta la vista, drama queen!

Quer saber de uma coisa? Eu cansei disso. Dessa imagem preta e branca, depressiva, dramática, essa coisa toda de 'sou-uma-pobre-garotinha-chorona-por-favor-me-salvem'. Não, cara! Chega! Chega de drama! Chega de choro! Chega de ser quem não quero ser! Joga o passado no vaso sanitário e dá descarga, retoca o lápis de olho, faz cara de quem sabe o que quer. Apenas dê um fim às lágrimas e olhe para frente, há toda uma vida agora, há toda uma juventude de erros que estão lá para serem cometidos e para ensinarem qualquer coisa, cara. Só...Chega de drama!
Chega dessa história de quem está prestes a cortar os pulsos, existem coisas ruins e cacete, a gente passa por elas por toda uma vida! E só depende de nós transformar tudo em uma tempestade ou em uma chuva gostosa de Verão. Então, chega de se fazer de vítima, de chorar pelos cantos, de escrever só sobre os sentimentos ruins, chega de se achar um lixo, de se arrepender do que não fez, chega de ser estúpida, chega de olhar para o passado, porque o passado não existe, nem o futuro, nem nada além do agora.
Eu não sou assim. Eu fui fraca, sei disso, mas não era eu quem dizia que daria a volta por cima? Então vou respirar fundo e me levantar. Vou ser quem eu realmente quero ser, porque apenas eu posso me dizer o que fazer, quem quero ser, o que quero. Chega disso tudo, adeus para você, rainha do drama.
"A vida é uma vadia, dependendo de como você a veste."


domingo, 8 de agosto de 2010

Take a breath, count to three and get ready!

Sinceramente, eu preciso - e quero! - fazer isso, não por eles, por elas, por qualquer outra razão que não seja por mim mesma, para que eu e tão somente eu tenha a certeza de que mudei, de que cresci. Não em tamanho ou corpo ou aparência, mas em personalidade, sabe? Quero não deixar de ser quem eu sou, mas ser o melhor que posso ser.
Porque dói como doem facadas e tapas e chutes ouvir as pessoas sussurrarem sobre o quanto você está em pedacinhos e acabada e triste e fraca e frágil e morrendo, porque dói saber que no fundo você está morrendo de verdade, mas está lutando com garras e dentes para continuar. Porque dói saber que os outros não sabem quem é você, dói não ter mudado após tanta tempestade.
~*~

Então eu respiro fundo e tento não pensar nos gritos de pavor do meu cabelo. É, Brance de Neve, é agora ou nunca. Você vai mesmo fazer isso? Vou, ah, eu vou...! É, eu vou tingir o cabelo. De ruivo.
Para mostrar para todo mundo que as lágrimas secaram com o calor do vermelho, que a garota se encolhendo em um canto se levantou, jogou os cachos para trás e entrou na pista de dança, que ela saiu nadando na tempestade e sobreviveu, mesmo que meio tonta e afogada. Sacou?
É só que eu estou cansada de ficar levando tapa na cara, de saie sonhando acordada e levar um balde de água fria, pense no meu futuro cabelo ruivo como um símbolo, tipo quando aquelas mulheres lá nos EUA queimaram os sutiãs.
Não que eu seja tão radical assim - tá, talvez eu seja. Só preciso de alguma coisa física para me apegar, para sair mostrando para todo mundo como se fosse uma evolução Pokémon ou qualquer coisa assim. Sei lá.
Não. Não estou copiando a Samanta Simon, personagem criada por Meg Cabot, estou...Sei lá, um pouco de feminista radical, emo em desespero, alternativa querendo mudança e uma garota meio vaidosa que eu nem sabia que eu era.
~*~
Ai, cacete, respira fundo.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

"Be the change you want to see in the world."

Já não quero apenas me mudar, quero também mudar o mundo com a força que sonhei que tinha, quero ser mais uma mudança no mundo (nada muito importante) quero apenas durar por alguns segundos e aproveitando, mudar só um pouquinho a vida dos outros, o mundo dos outros - assim como o meu muda aos poucos.
Para poder me olhar no espelho com orgulho e não com arrependimento. Para poder andar nas ruas com certeza e não medo. Para poder amar e ser amada por sentimento reais e não por pena. Para saber que o mundo é o que é e não o que queremos que seja. Para ainda ter esperanças no futuro e não no fim. Para poder acreditar que há qualquer coisa lá fora, esperando por mim e não me evitando. Para pensar no que farei e não no que não fiz. Para ajudar os outros por prazer e não por obrigação. Para realmente mudar alguma coisa, por poder e não apenas por querer.
Acredite, meu bem, eu vou dar um jeito de sair de tudo isso viva.
Acredite, meu bem, eu vou mudar o mundo.
Acredite, meu bem, eu vou mudar você.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Änderung


Eu estava aqui pensando com meus botões inexistentes - já que agora estou usando meu pijama de bonequinhas chinesas e bocudas - em como muitas vezes as pessoas tem a impressão errada sobre mim. Claro, é minha culpa por ser tão sociável quanto o Batman, mas acho que só agora, depois do meu aniversário eu notei que isso me incomodava, mesmo que só um pouquinho. (Uma picadinha de mosquito, não de abelha.)
Talvez - apenas talvez - a culpa seja do meu aniversário. Sempre me perguntam como me sinto com minha nova idade, mesmo que eu só a tenha por míseros cinco minutinhos. (Que se dane, meu amado professor, se podemos fazer muita coisa em cinco minutos!) E sempre, sempre respondo com ar de sábio chinês que é a mesma coisa, nadinha mudou, ainda sou a mesma de minutos atrás. No máximo, sorrio meu melhor sorriso e digo: "Legal!" - 'Legal' é meu pretinho básico, cai bem em todas as ocasiões.
Porém, esse ano, usando meu pijama de chinesas seguidoras da Angelina Jolie, descubro que estou mudada. Mesmo que apenas eu tenha notado, mesmo que seja delírio meu, mesmo que...Qualquer coisa. Eu sinto que mudei bem lá no fundo, no porão desarrumado da minha alma meio estranha. E, agora, esforço-me para mostrar para o mundo que eu mudei, para melhor, acredito eu. Começando por aqui, pelo blog, onde eu escrevo mais sobre amizade do que sobre qualquer outra coisa. Talvez por eu mesma prezar a amizade e a lealdade mais do que deveria. Então, aqui está. Um novo blog, talvez uma nova autora nem tão mudada assim, apenas meio surtada. Um blog menos centrado e mais bagunçado, mais revoltado, mais engraçado, mias dramático e exagerado. E graças aos céus, menos gótico. Estava gótico demais, até para mim. Não que eu seja gótica, apenas prefiro manter distância das coisas do mundo das fadas. (Já não disse que prefiro duendes?)
Aqui vamos nós, com um caminho de pedras cercado por rosas vermelhas nos guiando e um céu azul acima de nossas cabeças insanas, vamos até a toca do Coelho Branco, acho que fui lá que perdi minha sanidade, não quero recuperá-la, apenas sinto um pouco de saudade de colocar os pés descalços na terra molhada.