quinta-feira, 17 de junho de 2010

He could be the one


Uma das mãos dele em minha cintura...
A minha respiração acelerada...
O sol iluminando o sorriso dele...
Meus olhos muito bem fechados...
Ele se aproxima...
Eu fico vermelha...
Nossos dedos se entrelam devagar...
Ele vai me beijar.
Ele vai me beijar.
Ele vai me beijar.
Eu vou beijá-lo.
Eu vou beijá-lo.
Eu vou beijá-lo.
Eu definitivamente vou beijá-lo.
Ele se abaixa...
Nossas repirações, tão próximas...
Quase lá...!
Os nossos lábios se roçando...
[...]
Então, eu acordo. Tudo não passou de um sonho.
Desligo o celular, levanto, vou para o banheiro.
Estou vermelha, vejo no espelho.
E estou feliz.
Estou apaixonada.

sábado, 12 de junho de 2010

Happy Valetine's day, silly girl.

E estou aqui, olhando meu celular sem bateria, ouvindo Linkin Park no último volume, sentindo-me ridícula em meu pijama velho e com o casaco da minha melhor amiga, o cabelo de qualquer jeito, o rosto tal e qual o de um trasgo, esperando tolamente que ele me ligue. Sendo que ele não tem meu telefone. Sendo que ele agora está distante. Sendo que ele não deve estar pensando em mim como estou pensando nele, fielmente como aquelas esposas bananas de séculos atrás.
Cacete, eu nunca, nunquinha me importei com o dia dos namorados. É, que seja, eu me sentia muito mal quando via aqueles casais bizarros que andam como se fossem uma pessoa só na rua, mas superava numa boa, sem cicatrizes, sem traumas. Até me apaixonar, aí, né...Fudeu com tudo.
Porra, seu cupido filho duma puta mal amada. [Desculpe, Afrodite. Mas você é uma cachorra e aquela paixão toda dos homens por você era puro tesão.] Custava me fazer amar quem me ama? Custava? Custava atirar essa sua flecha de merda nele também? Valeu, só para saber.
Aí eu fico aqui, pensando em como seria se eu não estivesse passando o Dia dos Namorados sozinha, com aquele cara lá, aquele que eu gosto, sabe? Se ele não tivesse feito a merda toda de não me amar. Aquele pateta, desgraçado, tão absurdamente...Argh. [E eu falo isso tudo com todos os nossos momentos passando pela minha cabeça. Ao som de Linkin Park. DE LINKIN PARK!]
Pelo menos eu posso fingir que não ligo e correr para a escuridão segura do meu quarto, imaginando que ele está realmente pensando em mim. Só por uns instantes. E então, me esforçar para não cometer aquele ato de loucura. Chorar por homem. O que é uma merda bem difícil de não se cometer. [Cacete, eu amo ele. Olha só a merda em que você me meteu, Eros!]
E eu estou aqui, na pior das aparências, querendo que ele apareça por milagre na minha porta, se ajoelhe e diga que me ama. Nem precisa ter nada nas mãos, me basta um sorriso verdadeiro.
[Hahaha, acorda para a vida, garota, você não está no País das Maravilhas.]

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Jealousy


Apolo fechou seus olhos, tão azuis quanto o céu e agora chuvosos, contendo talvez um choro ou um grito de dor que jamais escaparia, incomodando o peito como uma flecha dourada.
[Pertencente ao cupido.]
E com os dedos como os de um devoto amante, acariciou as folhas do loureiro que eram também os cabelos de Dafne, os lábios apertados, os olhos escondendo um sofrimento já antigo e a pele se arrepiando com os lábios de Eros próximos a seu ouvido, sussurrando veneno bem-vindo, queimando memórias como folhas caídas.
[De loureiro.]
“Nunca se perguntou o porquê do deus mais belo nunca ter um ‘felizes para sempre’, Apolo?” – Ele disse, com os braços envolvendo os ombros do deus e com os lábios quase se encostando a sua pele quente.
“Mais vezes do que posso contar, Eros.” – Uma folha caiu. – Ó, Dafne, por que choras? – E uma lágrima rolou. – “Talvez você, como deus do amor, possa me responder.”
“Oras, mas é claro que eu poderia...!” – Sorriu, inclinou-se para frente, olhou no fundo os olhos de Apolo, que era como uma luz fosca ou uma chama lutando para continuar acesa. – “Seria um prazer aliviar esse seu sofrimento, sabe? Com umas respostas.”
[E com meu corpo.]
“Diga-me, então, Eros. Por quê? Por que todo esse sofrimento? Não era o amor o sentimento mais belo?”
“Porque, obviamente, eu já estou há muito apaixonado por você. E seria muita falta de amor próprio deixar que você seja amado por outro que não eu, não?” – E o beijou, beijou como Dafne o beijaria se o amasse, beijou como beijariam Cassandra, Jacinto, Ciparisso, Quione, Corônis, Marpessa, Cirene, Dríope, Urânia, Manto, Tália e Hécuba, se tivesse permitido que todos tivessem tido um final feliz.
[Com amor de verdade.]
Porque eram todos como Hera, todos os deuses muito ciumentos e muitos frios tratando-se de conseguir o que se queriam e agora, Eros conseguira os lábios de Apolo, não para um felizes para sempre, mas se Ananke permitisse, pelo menos para sempre.
[Ou não.]


-

(
Nota da Saki: É MINHA, OK? *apanha*)

quarta-feira, 9 de junho de 2010

"If I can wish for one thing..."


Aquele dia tonou-se nublado e não havia sol em qualquer lugar, aos poucos, das nuvens caiu a mais triste das chuvas, um pranto dos deuses pela morte de um e pela dor de outro.
E Apolo sujou-se de sangue quando chorou abraçado ao corpo de Jacinto, porque nada do que fazia trazia a vida de volta aos olhos dele e a sua pele rósea era fria e cinza de encontro ao seu corpo trêmulo.
Talvez agora ele, que sempre fora imortal, soubesse o que era morrer, pois algo dentro de seu peito havia quebrado e seus cacos o faziam sangrar, mal podia respirar, sem forças para culpar o vento Zéfiro e sem querer aceitar, chorava cada vez mais, afogando a terra em dor e saudades do que não se pode ter por tempo suficiente.
Então deitou-se sobre seu menino e beijou-lhe os lábios pálidos, gélidos e mortos com culpa, detestando aquele sabor de morte. E do sangue de Jacinto e das lágrimas de Apolo, brotaram flores que lamentavam. E pelos gritos do deus, parecia aos mortais que agora todos os dias seriam noites de eclipse, sempre sofridas e sempre sem música. Porque sua própria eternidade assim seria, marcada como eram as pétalas de Jacinto.

[Créditos para Hiei-and-shino pelo final, porque ela é foda e minha diva.]

terça-feira, 8 de junho de 2010

Because we're hot!


[Senti falta de dizer o quanto elas são importantes para mim.]

domingo, 6 de junho de 2010

I won't let you fall, so don't worry.

Escuta, Miss Karamelle, eu não quero nem saber se é um trio, entende? Porque essa história é a maior roubada, colega, só para enganar trouxa e deixar os outros se mordendo de inveja, somos três, mas você está ali, sempre, sempre e sempre, implícita e eterna, além de cada vez mais especial. Porque você é doce demais, mas é aquele doce que se esconde por trás do azedo e conforta nas horas boas e ruins, então não há enjoo, porque açúcar nunca é demais para quem sabe apreciar. E nós não apenas apreciamos você, nós a amamos. Então, para de frescura, respira fundo e vem para cá, o título é 'Três Mosqueteiros' mas sempre foram quatro. [Você não está sozinha.]

~*~
"Então, o que eu levo para a Mandie e para as outras? Água do Nilo, areia ou um pedaço roubado de uma Pirâmide?"
"Isso tudo não seria roubo?"
"Claro que não, bobinho! É empréstimo sem conscentimento!"
Ele se abaixou, olhando para o grupo de turistas americanos que estavam acompanhando. Não que Ludwig estivesse preocupado em se perder deles no momento que virassem atrás da pirâmide, mas ele realmente adoraria se perder no Egito ao lado de sua doce Luiza sem ninguém para perturbar - que se dane se a voz dela está sempre no volume máximo, ainda era maravilhosa demais aos seus ouvidos. E mais incrível ainda era poder estar ali, cercado de sol e areia em variados tons de caramelo ao lado dela, sabendo que a estava fazendo feliz apesar do calor infernal. [E daí? Ele ia até o Inferno por ela mesmo.]
"Karamelle, melhor irmos andando..."
"Relaxa, Lud, está no meu sangue, eu sei andar por aqui...!"
"Mas nós vamos mesmo nos perder e..." - Ela segurou o braço dele com força e ele se esforçou para não corar, qualquer coisa, diria que era o sol. - "Que foi?"
"Será que não dá mesmo para você ficar só um pouco perdido aqui comigo?" - E foi só aí que ele lembrou de agarrá-la. Os turistas americanos já tinham desaparecido mesmo...
[Eles nem se lembram como conseguiram voltar à Alemanha, mas puderam se gabar de ter tido a Lua de Mel mais quente de todo o trio. Ou melhor, quarteto.]

Music isn't my life, dear. Music is more than anything, music is real, music is everything I want.

Ela respira fundo, meio satisfeita e meio ansiosa, abre a página do Youtube e pensa por alguns segundos dependendo do dia, então ela fecha a porta do quarto e as cortinas e liga o som do computador no máximo e é aí que há aquela força que a faz se soltar, porque não há ninguém olhando e aquele sentimento de eterna perfeição não a preocupa mais. E essa força é a música e sua batida, entrando por seus ouvidos e percorrendo todo o seu corpo, fazendo-a dançar pelo quarto, até mesmo com os braços para o alto, sorrindo para si mesma e se sentindo a melhor do mundo. É assim com qualquer música que ela goste, o coração se enche de qualquer coisa boa e aos poucos transborda e tudo, tudo mesmo está agora no ar, escapando enquanto ela dança, dança, dança. Ah, cara, deixem-na ser ela mesma só nesses momentos...!


~ * ~


Aquela sou eu - quero dizer, a garota dançando pelo quarto. Claro que não é exatamente daquela forma, a sensação de liberdade é muito maior e me consome de tal forma que às vezes, ouço-me rir sozinha, de olhos fechados. (O que me leva a ser flagrada por meus pais muitas e muitas vezes.)
Mas é que é tão absurdamente bom..! Sério, é quase tão bom quanto chocolate, mas todos sabemos que chocolate é um elixir dos deuses que acabou na terra por engano e que apenas alguns merecedores puros de coração deveriam poder saboreá-lo. Enfim, chocolate não é o ponto de hoje, prometo aos chocólatras de plantão que um dia faço um post sobre as dádivas do chocolate.
A verdade é que dançar, sem ninguém para criticar, dançar só por dançar e para se sentir livre, quase como que voando, é muito bom. Sei lá, a sensação de liberdade é meio...Indescritível. Ainda falta para eu sair pelo mundo, sem meus pais e sem ninguém, mas só poder me sentir tão feliz sem precisar entrar no mundo das drogas ou qualquer coisa radical assim, está de bom tamanho para mim. (Até porque, é maravilhoso não precisar ouvir as críticas de ninguém só por um tempinho de nada.)
E, sinto muito, mas tudo isso é culpa da Skye Sweetnam, o mais próximo que eu tenho de uma ídola. [Depois de, talvez, a Srta Abracadabra T.]



~ * ~

"Hello
the beat says hello
He knows I'm gonna follow
My headphones are on-a
His low wind is thumpin'
Just me and him bumpin'
The walls they are watchin'
I'm turing red blushin'
You know that

I don't need no silly boys
I just need my boyfriend
I don't need no silly boys
I just need my boyfriend
Don't you know
Don't you know that

My boyfriend is bang, the boom, the beat
He's beatin' down the door to get to me
Yeah music is the shock, the shake, the shit
The needle in the groove, the grind, the grit
My boyfriend is music."
(Music Is My Boyfriend; Skye Sweetnam)