
quinta-feira, 17 de junho de 2010
He could be the one

sábado, 12 de junho de 2010
Happy Valetine's day, silly girl.
E estou aqui, olhando meu celular sem bateria, ouvindo Linkin Park no último volume, sentindo-me ridícula em meu pijama velho e com o casaco da minha melhor amiga, o cabelo de qualquer jeito, o rosto tal e qual o de um trasgo, esperando tolamente que ele me ligue. Sendo que ele não tem meu telefone. Sendo que ele agora está distante. Sendo que ele não deve estar pensando em mim como estou pensando nele, fielmente como aquelas esposas bananas de séculos atrás. Cacete, eu nunca, nunquinha me importei com o dia dos namorados. É, que seja, eu me sentia muito mal quando via aqueles casais bizarros que andam como se fossem uma pessoa só na rua, mas superava numa boa, sem cicatrizes, sem traumas. Até me apaixonar, aí, né...Fudeu com tudo.
Porra, seu cupido filho duma puta mal amada. [Desculpe, Afrodite. Mas você é uma cachorra e aquela paixão toda dos homens por você era puro tesão.] Custava me fazer amar quem me ama? Custava? Custava atirar essa sua flecha de merda nele também? Valeu, só para saber.
Aí eu fico aqui, pensando em como seria se eu não estivesse passando o Dia dos Namorados sozinha, com aquele cara lá, aquele que eu gosto, sabe? Se ele não tivesse feito a merda toda de não me amar. Aquele pateta, desgraçado, tão absurdamente...Argh. [E eu falo isso tudo com todos os nossos momentos passando pela minha cabeça. Ao som de Linkin Park. DE LINKIN PARK!]
Pelo menos eu posso fingir que não ligo e correr para a escuridão segura do meu quarto, imaginando que ele está realmente pensando em mim. Só por uns instantes. E então, me esforçar para não cometer aquele ato de loucura. Chorar por homem. O que é uma merda bem difícil de não se cometer. [Cacete, eu amo ele. Olha só a merda em que você me meteu, Eros!]
E eu estou aqui, na pior das aparências, querendo que ele apareça por milagre na minha porta, se ajoelhe e diga que me ama. Nem precisa ter nada nas mãos, me basta um sorriso verdadeiro.
[Hahaha, acorda para a vida, garota, você não está no País das Maravilhas.]
quinta-feira, 10 de junho de 2010
Jealousy

“Mais vezes do que posso contar, Eros.” – Uma folha caiu. – Ó, Dafne, por que choras? – E uma lágrima rolou. – “Talvez você, como deus do amor, possa me responder.”
“Oras, mas é claro que eu poderia...!” – Sorriu, inclinou-se para frente, olhou no fundo os olhos de Apolo, que era como uma luz fosca ou uma chama lutando para continuar acesa. – “Seria um prazer aliviar esse seu sofrimento, sabe? Com umas respostas.”
“Porque, obviamente, eu já estou há muito apaixonado por você. E seria muita falta de amor próprio deixar que você seja amado por outro que não eu, não?” – E o beijou, beijou como Dafne o beijaria se o amasse, beijou como beijariam Cassandra, Jacinto, Ciparisso, Quione, Corônis, Marpessa, Cirene, Dríope, Urânia, Manto, Tália e Hécuba, se tivesse permitido que todos tivessem tido um final feliz.
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(Nota da Saki: É MINHA, OK? *apanha*)
quarta-feira, 9 de junho de 2010
"If I can wish for one thing..."

Aquele dia tonou-se nublado e não havia sol em qualquer lugar, aos poucos, das nuvens caiu a mais triste das chuvas, um pranto dos deuses pela morte de um e pela dor de outro.
E Apolo sujou-se de sangue quando chorou abraçado ao corpo de Jacinto, porque nada do que fazia trazia a vida de volta aos olhos dele e a sua pele rósea era fria e cinza de encontro ao seu corpo trêmulo.
Talvez agora ele, que sempre fora imortal, soubesse o que era morrer, pois algo dentro de seu peito havia quebrado e seus cacos o faziam sangrar, mal podia respirar, sem forças para culpar o vento Zéfiro e sem querer aceitar, chorava cada vez mais, afogando a terra em dor e saudades do que não se pode ter por tempo suficiente.
Então deitou-se sobre seu menino e beijou-lhe os lábios pálidos, gélidos e mortos com culpa, detestando aquele sabor de morte. E do sangue de Jacinto e das lágrimas de Apolo, brotaram flores que lamentavam. E pelos gritos do deus, parecia aos mortais que agora todos os dias seriam noites de eclipse, sempre sofridas e sempre sem música. Porque sua própria eternidade assim seria, marcada como eram as pétalas de Jacinto.
[Créditos para Hiei-and-shino pelo final, porque ela é foda e minha diva.]
terça-feira, 8 de junho de 2010
domingo, 6 de junho de 2010
I won't let you fall, so don't worry.
Escuta, Miss Karamelle, eu não quero nem saber se é um trio, entende? Porque essa história é a maior roubada, colega, só para enganar trouxa e deixar os outros se mordendo de inveja, somos três, mas você está ali, sempre, sempre e sempre, implícita e eterna, além de cada vez mais especial. Porque você é doce demais, mas é aquele doce que se esconde por trás do azedo e conforta nas horas boas e ruins, então não há enjoo, porque açúcar nunca é demais para quem sabe apreciar. E nós não apenas apreciamos você, nós a amamos. Então, para de frescura, respira fundo e vem para cá, o título é 'Três Mosqueteiros' mas sempre foram quatro. [Você não está sozinha.]Music isn't my life, dear. Music is more than anything, music is real, music is everything I want.
Ela respira fundo, meio satisfeita e meio ansiosa, abre a página do Youtube e pensa por alguns segundos dependendo do dia, então ela fecha a porta do quarto e as cortinas e liga o som do computador no máximo e é aí que há aquela força que a faz se soltar, porque não há ninguém olhando e aquele sentimento de eterna perfeição não a preocupa mais. E essa força é a música e sua batida, entrando por seus ouvidos e percorrendo todo o seu corpo, fazendo-a dançar pelo quarto, até mesmo com os braços para o alto, sorrindo para si mesma e se sentindo a melhor do mundo. É assim com qualquer música que ela goste, o coração se enche de qualquer coisa boa e aos poucos transborda e tudo, tudo mesmo está agora no ar, escapando enquanto ela dança, dança, dança. Ah, cara, deixem-na ser ela mesma só nesses momentos...!~ * ~
Aquela sou eu - quero dizer, a garota dançando pelo quarto. Claro que não é exatamente daquela forma, a sensação de liberdade é muito maior e me consome de tal forma que às vezes, ouço-me rir sozinha, de olhos fechados. (O que me leva a ser flagrada por meus pais muitas e muitas vezes.)
Mas é que é tão absurdamente bom..! Sério, é quase tão bom quanto chocolate, mas todos sabemos que chocolate é um elixir dos deuses que acabou na terra por engano e que apenas alguns merecedores puros de coração deveriam poder saboreá-lo. Enfim, chocolate não é o ponto de hoje, prometo aos chocólatras de plantão que um dia faço um post sobre as dádivas do chocolate.
A verdade é que dançar, sem ninguém para criticar, dançar só por dançar e para se sentir livre, quase como que voando, é muito bom. Sei lá, a sensação de liberdade é meio...Indescritível. Ainda falta para eu sair pelo mundo, sem meus pais e sem ninguém, mas só poder me sentir tão feliz sem precisar entrar no mundo das drogas ou qualquer coisa radical assim, está de bom tamanho para mim. (Até porque, é maravilhoso não precisar ouvir as críticas de ninguém só por um tempinho de nada.)
E, sinto muito, mas tudo isso é culpa da Skye Sweetnam, o mais próximo que eu tenho de uma ídola. [Depois de, talvez, a Srta Abracadabra T.]
the beat says hello
He knows I'm gonna follow
My headphones are on-a
His low wind is thumpin'
Just me and him bumpin'
The walls they are watchin'
I'm turing red blushin'
You know that
I just need my boyfriend
I don't need no silly boys
I just need my boyfriend
Don't you know
Don't you know that
My boyfriend is bang, the boom, the beat
He's beatin' down the door to get to me
Yeah music is the shock, the shake, the shit
The needle in the groove, the grind, the grit
My boyfriend is music."
(Music Is My Boyfriend; Skye Sweetnam)
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