quarta-feira, 24 de março de 2010

Grimasse


Era uma daquelas máquinhas de tirar foto que tinham aos montes nos shoppings. (Americanos, claro.) Daquelas em que se entrava carregando alguém e gastava rios de dinheiro por uma foto descente, exigindo de uma máquina, a habilidade de um fotógrafo profissional. Com eles não era assim.
Ali, apertando-se na pequena cabine, preocupavam-se em desfrutar só mais um pouco da companhia do outro. (Ela tinha horário para voltar para casa e definitivamente estava proibida de andar de ônibus depois que resolvera dançar uma tal Marukaite Chikyuu na última vez que andara em um.) Se agarra com uma força absurda ao braço dele (E que braço...!), tentando fazer seu rosto aparecer na foto. Era a cabine que era pequena ou Ludwig que era grande demais? Ludwig, aquele grandalhão de coração meio mole, passa o braço pela cintura dela (Ela estava tão próxima dele à cinco minutos atrás?) e ela acha que pode morrer ali mesmo, naqueles braços musculosos daquele alemão certinho com jeito de general e olhos azuis demais, na sua opinião. Tão azuis que ela podia pensar neles o dia todo. (Como fizera antes e faria para o resto de sua vida.)
Ela ri quando ele resmunga sobre a falta de espaço, ri quando ele a olha corado, ri por tudo e Ludwig, tem quase certeza de que o sorriso dela é mais bonito depois da chuva, como um arco-íris. Ou tão brilhante quanto um pote de ouro. (Lá ia ele divagando. A culpa era da camiseta de duende dela!) Entrelaçam os dedos, como aqueles casais de novela, sorriem mais do que o necessário, hora da foto.

1ª Foto:
Eles estão agarrados com força demais, os olhos dela saíram arregalados e a máquina cortou a cabeça dele.
2ª Foto:
Ela o abraça pelo pescoço, uma careta estranha no rosto.
3ª Foto:
Os indicadores dela forçam os lábios dele para cima. Sorriso forçado, quase psicótico.
4ª Foto:
Ele, vermelho, desviando o olhar. Ela rindo alto, os braços escondendo a estampa de duende da camiseta.
5ª Foto:
Ele a olha de canto de olho.
6ª Foto:
Ela o olha de volta.
7ª Foto:
Ambos sorriem.
8ª Foto:
Ele se beijam.

Porque a culpa não era deles, dos hormônios ou da pressa de se dizerem 'adeus' até o dia seguinte. Era daquela máquina idiota que os apertara demais, que os grudara mais do que era possível. Pelo menos agora eles tinham uma foto descente, ela não suportava mais ver aquelas fotos que tirara escondida de Ludwig. Ele não sorria em nenhuma delas. (Se ela era um duende, ele era seu pote de ouro.)
A culpa era somente da máquina, pensavam. (Enquanto se agarravam mais um pouquinho.) A culpa era só da máquina e daquele calor todo. (O celular dela estava tocando, mas quem se importa?) A culpa era da máquina, do calor e daqueles braços do Ludwig. A culpa era da máquina, do calor, dos braços do Ludwig e do sorriso dela.
(A culpa era dos hormônios.)


Consegui de novo. Quero dizer, o final ficou forçado, estranho, sem sentido, feio, a fanfic em si ficou sem graça, eu não gostei muito não, acho sinceramente que a minha duende preferida merecia algo bem, bem melhor. Mas não deu. Não agora, claro. Um dia eu tento algo melhor. Prometo. Enfim, fiz de todo o coração, duendezinha. Por favor, não me mate. PRESENTE PARA A SAKI MIAZAWA MORGAN.

4 comentários:

Sunrise disse...

Nota: você devia por mais confiança no teu taco, menina. Ficou lindo. Ficou todo açucarado e meigo e fofo! Eu amei! Amei, amei, amei! (E você sabe o que isso quer dizer, não é?)

Enfim. E o final NÃO ficou terrível. Se você continuar falando isso... Eu vou ficar te contrariando até você mudar de ideia '-'

Tchubarubah~ disse...

ainda não sei qual é a dos duendes! XD
mas realmente achei muuito fofa a história!
*o*
me enfofei todaaaa!
wah!
\o/

Saki Miyazawa Morgan disse...

Já é a décima vez que (re)leio esse post. E minha cara de boba/feliz/alminha-alegre-e-flutuante [?] tá tão óbvia que minha prima quer saber de que diabos eu estou rindo.

Droga, Scnheewittchen. Porque você tinha que me dar algo tão perfeito, POR QUÊ? (E como eu disse acima, PONHA MAIS CONFIANÇA NO SEU TACO >_<)

"Ludwig, aquele grandalhão de coração meio mole, passa o braço pela cintura dela (Ela estava tão próxima dele à cinco minutos atrás?) e ela acha que pode morrer ali mesmo, naqueles braços musculosos daquele alemão certinho com jeito de general e olhos azuis demais, na sua opinião."
Pena que é grande demais pra um subnick. Mas vai ficar lá no meu Arco-Íris, post de destaque, pra sempre.

*abraça apertado*

TE AMO (L)

[E tem o Lud... (L)²]

Anônimo disse...

Ta lindoooooo, perfeito, fofo e incrível. Já li milhares de vezes e sempre fico toda boba/chorona. Te amo pequena

Bruna *

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