sexta-feira, 19 de março de 2010

Vorderst



Não sei que faço aqui, parada diante de uma tela de um blog, esperando postar algo revolucionário em talvez dois ou cinco minutos com o cabelo desarrumado tirando-me a concentração à cada segundo enquanto troco de posição em uma guerra com a cadeira e comigo mesma.
"Que irei escrever aqui?" - Pergunto-me.
As teclas do computador me enxem de expectativa e esperanças e decepicionam-me seguidas vezes, recusando-se a sussurrar qualquer ideia para um texto, uma crônica, um conto, um poema, uma música, um mantra, qualquer coisa. Terei de me virar sozinha nessa batalha contra folhas em branco.
Está tudo bem, está tudo bem. Meus dedos coçam ansiosos para digitar qualquer coisa, não nego. Eu amo escrever, criar com palavras unidas magicamente por um tipo de força maior. Sonho com o dia em que irei publicar um livro e encantarei alguns com uma história tonta saída no meio da madrugada. Acho que gosto dessa sensação, já que eu nunca consegui desenhar. Nunquinha. Prometo-me que um dia irei conseguir. Quero dizer, prometo que serei escritora, não desenhista. Acho que não seria feliz sendo mais nada.
Confesso, fugi do assunto. Ainda não sei que faço aqui, mas alivio a sensação de expectativa enquanto escrevo quase que literalmente qualquer coisa. Sei lá, às vezes acho que posso me comparar à uma viciada, usando livros para matar minha sede ou qualquer outra coisa do tipo. Uns dizem que uso isso tudo como uma válvula de escape da realidade. Talvez porque minha vida seja demasiada entediante ou porque eu seja mais sonhadora que o recomendável. Não sei, juro que não sei. Talvez seja uma mistura de tudo ou nada. Talvez todos estejam errados, talvez eu esteja. Quem sabe?
Odeio que me analizem.
Não gosto que me entendam.
Porque, eu mesma, não me entendo.
Então, esqueça. Não se iluda achando que qualquer coisa aqui escrita é só mais uma fofoca ou uma crítica à socidade. Ou uma tese, uma crônica, um conto e o diabo a quatro. Eu não sei o que estou fazendo aqui. Sequer sei que será disso tudo. Sei lá, eu poderia estar bebendo ou descobrindo a cura do câncer. Mas estou aqui. Talvez seja uma válvula de escape da realidade, talvez seja um modo de aliviar a sensação de expectativa que tenho cada vez que vejo uma folha em branco (Será que eu sofro de algum problema psicológico?), talvez seja só mais um blog, talvez essa seja minha única postagem. Sério, eu não sei de nada. Queria era ter sabido as questões daquela prova.
Falei, falei, falei, falei, falei e falei. E nada disse, nada fiz. Eu queria mesmo ter escrito outra coisa, uma reflexão profunda e filosófica ou um conto digno do Prêmio Nobel de Literatura. Mas não consegui, mais uma vez eu falho. Ou talvez tenha sido culpa da preguiça. Ou da fome. Ou da vontade de ter o Alex Band cantando no volume máximo enquanto eu danço pelo meu quarto como uma insana. Vai saber? Eu só queria acabar com isso e voltar para a segurança do meu Word, onde tudo o que eu escrevo está muito bem guardado.
É. Fazer o quê? Eu volto, prometo.
Só não considere o fato de que raramente cumpro minhas promessas.

1 comentários:

Saki Miyazawa Morgan disse...

Claro que você irá voltar, pequena Ás de Espadas. Nós, trabalhadores do Arco-Íris ficaremos vigiando daqui de cima u_u

Beijos da sua Duende Júnior ♥

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